<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906</id><updated>2012-01-14T10:44:36.022-08:00</updated><title type='text'>Caroline Novais</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-5877594713084582038</id><published>2011-11-28T23:54:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T23:58:15.771-08:00</updated><title type='text'>Novo Blog</title><content type='html'>Gente, tô com um blog de assuntos femininos =) Deem uma olhadinha e colaborem como vocês colaboraram neste. Beijo grande!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fofoquinhadebanheiro.blogspot.com/"&gt;Clique aqui para acessar o blog&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-5877594713084582038?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/5877594713084582038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=5877594713084582038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5877594713084582038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5877594713084582038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2011/11/gente-to-com-um-blog-que-assunto.html' title='Novo Blog'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-4122107586520080414</id><published>2010-06-28T16:14:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T16:18:58.684-07:00</updated><title type='text'>Mil atmosferas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Chego em casa e, sem nem ao menos me olhar, minha cachorra sabe o que está se passando aqui dentro. Sem nem eu mesma entender tudo isso, ela sabe o quanto eu preciso de lambidas e rabo balançando pela minha presença. Nós, humanos, somos capazes de colonizar o universo, construir grandes redes de comunicação, destruir o mundo. Por mera ironia, somos capazes também de criar vidas artificialmente. Nós podemos tudo. Sempre que eu olho para a minha cachorra porém, fico pensando em quanto somos frágeis, em quanto somos criaturas apenas em estágio experimental. Quantos rostos, quantos corpos, quantas pessoas todos os dias cruzam os nossos caminhos e somos incapazes de enxergar tantas histórias, tantas marcas, tantos traumas. Histórias, marcas, traumas. Afinal, de que somos feitos? Dentro de nós habita um software ou uma história? Nossa história nos deixa como herança robôs ou marcas? Viver é um eterno perde e ganha. Perdemos tudo. E ganhamos o que? Quando a gente encara a morte, física ou sentimental, quando a gente se ilude, quando a gente não se supera, quando a gente sente dor, quando a gente ama sem ser amado, quando a gente sente o gosto amargo da vida sendo esfregado na nossa cara. O que a gente ganha? Um martelo? Uma chave inglesa? Um parafuso? A gente é feito de lógica ou interpretação? A gente ganha traumas. Você, eu, o mundo todo. Há quem saiba assumir, há quem saiba se mostrar, há quem não se esconda atrás de logs, cálculos e física quantitativa. Entretanto, talvez você não saiba. Eu, a mulher das palavras, do português, dos sentimentos, dos textos, da interpretação. Eu que sei ser o espelho de tanta gente e assumindo o que todo mundo sente sem assumir, as dores, os vômitos, as neuras, sirvo de Judas e estou sempre ali, em pleno julgamento. Eu também não sei lidar com as suas migalhinhas. Eu não sei lidar com esse seu jeito gente boa como recompensa por eu te querer tanto e não ser nem metade do que você sonha, com esse seu sorriso lindo, certinho de agradecimento por cada declaração apaixonada que você não pode corresponder, com esse seu jeitinho todo seu de fazer eu me sentir tão para baixo por não ser as pernas, as bundas e os peitos que tanto te agradam. Eu não sei lidar com essa coisa de você estar no mundo e não ser meu. Nem por um segundinho, nem em um cantinho escondido, nem em um suspiro no meu lençol da Minnie. Eu não sei lidar com essa sua existência ausente. Eu não sei se você sabe mas eu fujo de você todos os dias. Em cada pensamento, em cada engolida a seco, em cada "oi" superficial. Eu estou sempre ficando com vontade de ir. Eu me afundei a cada dia mais por querer. Você cumpriu todas as etapas para me deixar de quatro: achou sem importância o que eu dizia, me cortou, falou de milhares de outras, me botou para baixo, me ofendeu. Me colocou no meu lugar. Você aí, vivendo sozinho, trabalhando, com a vida "meia" encaminhada. E eu aqui, querendo logo fazer dezoito para entrar nas boates, prestando vestibular, feliz por ter passado em um curso de segunda opção, vivendo entre bonequinhas e mimos de papai e de mamãe. Eu realmente sou uma grande merda nenhuma. Era só isso que faltava: você deixar de ser o cara legalzinho, simpático, gente boa e começar a dar umas porradas na minha cara. Eu no fundo sou igual a sua ex, eu no fundo sou igual a todo mundo. Você se acha muito adulto e talvez seja mesmo. Você acha muito difícil trabalhar oito horas por dia e depois ainda ter que cozinhar e talvez seja mesmo. Mas queria ver como você se sairia sendo eu então. Como você lidaria com essas milhares de mulheres diferentes que estão aqui dentro e brigam o tempo todo, e me machucam o tempo todo para saber quem vai predominar. Eu sou vagabunda, suja e fútil. Eu sou falsa, mesquinha e baixo nível. Sou muito mesmo. Sou desse tipinho que não vai te dar sossego, que vai te fazer pedir arrego e que depois vai reclamar da sua incompetência. Que vai pegar o seu celular, vai anotar o número de todas as mulheres das suas últimas chamadas e vai infernizar a vida de todas elas. Uma a uma. Ué, como você nunca soube disso? Aqui dentro tem também uma menina tão bobinha, tão pura, tão inocente. Tão cheia de sonhos e ilusões. Ao lado, a mãe castradora que reprime todos os desejos. Depois a avó, com um coração gigante e com uma vontade maior ainda de abraçar e cuidar do mundo. De perdoar o mundo inteiro. O herói medieval que liga no dia seguinte, implora e manda presentes. Eu sou tudo mas você só me enxerga como um nada e ser nada foi o que eu fui a vida inteira. Para você, para ele, para todos os outros. Eu não sei amar sem ser insana. Você está indo embora como todos eles foram. Você bagunçou um pouquinho a minha vida mas achou sem graça eu ser a marionete. Eu até chorei, assumo. Eu até me desesperei, eu até fiz todo aquele meu teatro de me cobrir até a cabeça e me esconder do mundo como nas novelas. Você teve direito ao repertório completo. Mas eu já vi este filme antes: você vai todo lindo e eu fico aqui me sentindo usada, errada, criança. Pois é, você não foi o primeiro. Então tá. Tudo bem. Deixa assim. Não dá para discutir com a sua grandeza. Eu aceito ser só o tapetinho. Consegue ouvir? Olha só: meus pulmões estão se expandindo! Agora eu consigo respirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-4122107586520080414?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/4122107586520080414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=4122107586520080414' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4122107586520080414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4122107586520080414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2010/06/mil-atmosferas.html' title='Mil atmosferas'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-4474647201620756128</id><published>2010-03-13T19:31:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T19:32:18.377-08:00</updated><title type='text'>(In)suportável</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fixou os olhos em um ponto qualquer e manteve-se estática, sem forças ou coragem de olhar se quer para o lado. Tempo e espaço fundiram-se naquele ponto qualquer da parede rosa e ali ela ficou sem esperar nada. Esperando tudo, espero quaquer coisa sem de fato esperar algo. Da espera surgem as angústias, as frustrações. Seu corpo não era mais matéria, por alguns momentos foi absorvido pelos pensamentos. Todos a viam ali mas nas lembranças, nas perguntas sem respostas e na própria vergonha de ser quem é e de estar onde está é que ela se encontrava. E se perdia cada vez mais. Foi acostumada a levantar, a engolir o gosto amargo e pegajoso de tudo que pressionava e fazia saltar suas veias e escovar os dentes com menta para mostrar ao mundo o frescor que de fato não tinha. Ela apenas esperava. Esperava. Espera. "Tempestade um dia passa.", disse o sábio e todo vazio tinha sentido e alívio por alguns segundos. Inclinou um pouco a cabeça. Era o primeiro gesto banhado de coragem e de mudança. Fechou os olhos e perdeu-se um pouco mais, agora no escuro que dentro dela ofuscava e engolia o rosa chiclete das paredes. Aos poucos tudo começou a ganhar forma. O travesseiro era o peito, o resto não tinha importância. Não lembrou da cabeça, dos braços, das pernas e nem dos dedos. O mundo agora era só aquele travesseiro. Recostou a cabeça e levemente a mesma afundou por entre penas e plumas. Fez dali seu novo ninho. "Eu cuidaria de você em qualquer situação.", ele sussurrou com cheiro de menta. Ela segurou com força a cama para não voar e quis ser cada vez menor e vulnerável para caber, agora inteiramente, naquele peito. Beijou-o com a pureza de mãe e filho e transbordou saudade, conforto, paixão e algo que ninguém, até agora, soube dar um nome. Não por acaso o sentimento mais gostoso de todos. Tinha gosto e cheiro de menta. "Eu quero que o mundo me magoe sempre se no final for me perdendo em você que eu me encontre de novo", confessou a menina. Ele apenas sorriu e abraçou-a. Quase viraram um só. "Eu te ..", ele calou-a com os dedos. "Não fala nada. As palavras são traiçoeiras. Apenas fica paradinha. Apenas deixa eu cuidar de você como prometi e me mostra assim, o quanto nossas existência nesse mundo de insanos estão interligadas. Palavras e todo o resto são mutáveis, o que sentimos não. Ao menos enquanto durar esse momento.". Fez que sim com uma piscada doce de olhos e desligou-se de tudo que nunca tinha ligado para ela. Tudo tem a sua hora, até o adeus. Mas seu tempo, os minutos não podiam mais controlar. Colou o ouvido no travesseiro e contou os segundos a partir dos batimentos que ouvia. Tudo agora era ele. Tudo enfim tornou-se suportável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-4474647201620756128?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/4474647201620756128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=4474647201620756128' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4474647201620756128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4474647201620756128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2010/03/insuportavel.html' title='(In)suportável'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-7839383227838249471</id><published>2010-01-24T23:47:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T04:22:35.940-08:00</updated><title type='text'>Lamentos enrustidos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não digo que voltou, não por nunca ter ido, mas por não mais sofrer. Dor, palavra que melhor te descreve. Até na felicidade havia agonia. Felicidade programada para o fim breve. Eu sempre soube. Nossos beijos, até os primeiros após as reconciliações, eram os últimos. Eu estava preparada todo dia para ouvir o adeus que você nunca teve coragem de dizer mas que de alguma forma matava a gente um pouquinho mais conforme o tempo passava. Você era a minha bomba relógio e eu havia escolhido ser kamikaze: escolhi você todas as vezes que me deram a opção de mudar e mergulhei de cabeça sempre que pude na piscina rasa que era o nosso relacionamento. Fratura exposta, todo mundo viu a tragédia que foi o nosso fim. Não digo que você foi de todo o mal, afinal, a minha felicidade era sincera, era completa. Nosso romance sempre foi metade. Metade minha. Amor meu. Você era o meu amor, agora você é o amor dela. E ela é o que eu nunca fui. Amor seu. Não digo que seja saudade, tão pouco sofrer, mas penso que o seu bem começou juntamente com o meu mal. Eu estava esperando você e esperei até pouco tempo atrás. Esqueceu de mim nos braços dela. Por falar em braços, não pense que seja dor de cotuvelo. Era, não é mais. Não me pergunte o porque de tudo isso agora, nem lamento é. Olhei pela minha janela as folhas que formavam quase um tapete no asfalto e me dei conta da inconstância da vida, sem medo de parecer louca. Louca fui quando contigo insisti. Passou e se eu me esfroçar, no fundo encontro o vazio que você deixou. Abandonou o lugar que em mim tinha mas deixou a luz acessa. Sabe como é, a conta ficou muito cara e tive que suspender. Ainda existe o seu cantinho, mas a escuridão, a poeira, o silêncio e a melancolia predominam. Tentar não deixar você ir é viver mal assombrada. Vai. Voa. Faz do ninho dela tua nova morada e deixa meu coração livre para novamente amar. Não foi fácil gravetinho por gravetinho reconstruir-me, e chocar o nosso amor em vão foi frustrante. O ovo realmente ficou entalado. Olha, mas agora ele se quebra. Renascimento. É oco e este novo espaço transformo no que quiser. Não volta, nunca mais. Nem para explicar o que não tem explicação. Apenas me evite e me deixe saber o quão viva em você estou. Alimente-a com a sua minhoca, e alimente meu novo eu com o fantasma do que nunca chegou a ser. Não digo que seja vontade de voltar. É apenas vontade de te marcar como um boi e deixar doer em ti, pouco que seja, o que em mim foi suplício e fazer valer a pena tantas coisas que eu achei que haviam se perdido. É apenas vontade de te esquecer mas de ser lembrada. Vontade de incomodar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-7839383227838249471?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/7839383227838249471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=7839383227838249471' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7839383227838249471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7839383227838249471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2010/01/lamentos-enrustidos.html' title='Lamentos enrustidos'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6262489779085317896</id><published>2010-01-08T03:21:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T03:22:09.387-08:00</updated><title type='text'>Flashback</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Você me pergunta o que está acontecendo comigo e tudo que está na iminência de ser expelido volta. E embrulha o meu estômago. Aquele vai ou não vai, querendo ir mas achando mais seguro ficar. Você me pergunta se eu estou triste, se foi algo que você fez e por um momento eu penso em te contar. Mas acabo ficando quieta esperando que você me engula. Eu queria muito resolver, aliviar tudo isso. Relax, take It easy. Mas você é tão fantástico que por egoísmo, fissura ou massoquismo eu prefiro prolongar o que eu já nem mais sei se é dor. Amoleço ouvindo a sua voz mansa e ficaria ali até que você me tomasse nos braços e, mesmo tendo o silêncio como trilha sonora, me mimasse por mais alguns momentos. Ou pela eternidade, se você quissesse. Eu me sinto tão vulnerável perante a sua grandeza. Não, não houve nada. Tirando a minha imaginação fértil e o meu coração infértil, tá tudo certo. Tá tudo legal. Queria te falar sobre tantas idéias que somem ao descobrirem que vão virar palavras. Eu estou com medo. Eu sei que vai soar como um clichê exagerado, mas eu estou com medo de perder você. Você me diz que ele vai voltar, prossegue com um riso orgulhoso da piada anterior e eu te pergunto se o que nunca veio pode voltar. Silêncio. Fico surda e continuo muda, agora movida pela vergonha de ser eu mesma. Se não delirei, escutei um suave: "Você acha impossível?". Eu não acho nada. Durante toda a minha vida eu achei muito e hoje é o pouco quem me acompanha. Eu não quero planejar, imaginar cores, formas, cheiros para o que eu nem sei se vai existir. Se vai voltar. Fora de mim, é claro. Mas eu não consigo. You make me crazy! Já te falaram isso, estou ciente. Eu tenho medo de como estou amorfa longe de você e de como você preferiu, prefere e prefirirá milhares de outras formas por aí. Eu tenho medo de te perder, repito. Perder o (pseudo) amor, o amigo, o homem. Perder tudo. Perder todos. E é exatamente por temer tanto te perder que eu me perco no meu silêncio, nas palavras não ditas e apenas fecho os olhos e peço para que o cara lá de cima seja legal dessa vez comigo. E apenas peço para que exista um pouco de realidade nas minhas fantasias. Não sei porque, acho que já vi esse filme antes ..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6262489779085317896?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6262489779085317896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6262489779085317896' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6262489779085317896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6262489779085317896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2010/01/flashback.html' title='Flashback'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6608118413338921524</id><published>2010-01-03T20:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T20:33:37.764-08:00</updated><title type='text'>Clique aqui para adicionar um título</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje escrevo para homenagear quem por si só já é homenageada, quem por si só é exclusiva. Escrevo sobre aquela que não podemos descrever mas que passamos grande parte de nossas vidas tentando traduzir. Sentimos do que se foi e do que não chegou a ser. Ouso dizer que principalmente do último. Pode ser tudo, por não ter sido nada. Sem título, sem descrição, com alma. Pura alma. Alma pura. Às vezes aperta, esmaga tanto que acabamos deixando solto aquilo que prendemos com esforço, mas também refletimos sem perceber o que de mais sincero e feliz temos no nosso eu deconhecido por nós mesmos. É contraditória e em muito momentos chega sem razão alguma. Um cheiro, um gosto, uma música, um lugar. Desprovida de fórmula, tem a forma que a gente quiser mas vêm a tona sem a gente querer. Sinto de mim. Sinto de quando não tinha alguma consciência que fosse da dimenção de tudo isso. Medo, receio. Sinto dele. Sinto de quando tinha milhares de planos escritos na areia e a tempestade nem anunciava vir. Mágoa, questionamento. Sinto do que desconheço. Sinto do que existiu apenas na minha cabeça e que muitas vezes não foi realizado por não depender só de mim. Ilusão, tempo perdido. Sinto do que ainda vai ser. Sinto por ter certeza que ainda vou perder muitas pessoas, fisicamente ou sentimentalmente. Sei que natural são as separações e inevitável é a renovação. Nem tudo é forte e verdadeiro o suficiente. Nem tudo merece continuar. Angústia. Apenas. Sinto o que é universal. Sinto por toda a humanidade. Sinto por todos aqueles que não são capazes nem de começar a descrevê-la, sinto por aqueles que não a tem incluída em sua língua pátria. Exclusiva no meu idioma, vulgar em todo o resto. Saudade. No plural: saudades. Sinto. Só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6608118413338921524?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6608118413338921524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6608118413338921524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6608118413338921524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6608118413338921524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2010/01/clique-aqui-para-adicionar-um-titulo.html' title='Clique aqui para adicionar um título'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-1873477470243967806</id><published>2009-12-18T21:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T21:06:41.593-08:00</updated><title type='text'>Discurso de formatura (Deus)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vivemos na era da globalização, da interação, da quebra de barreiras. Podemos nos locomover na velocidade do som, estar em diversos países em um mesmo dia, ou simplesmente mandar um “alô” para alguém no outro lado do globo. Por sua vez, apesar de tanto progresso, nossas tecnologias são capazes também de aumentar o buraco na camada de ozônio, destruir ecossistemas inocentes a nossa ganância e, como se não fosse o suficiente, eliminar o único mundo que nos acolhe diversas vezes. Cada vez com uma intensidade maior e com menos princípios ousamos na nossa brincadeira de ser DEUS. DEUS? Você acredita em DEUS?&lt;br /&gt;Mecanizamos nosso trabalho, nosso lazer e até mesmo a nossa razão. Acreditamos somente naquilo que é visível e palpável, ou quem sabe, justificável por cálculos matemáticos. Matamos ao logo deste processo que apelidamos de “evolução” os instintos básicos da nossa espécie. Hoje em dia, dificilmente encontraremos alguém que sinta com frequência compaixão, amor, carinho e que saiba perdoar e respeitar o próximo. Esses valores, pregados em todas as religiões, juntamente com o nome de DEUS, ironicamente tornaram-se apenas justificativas para tantos conflitos e guerras.&lt;br /&gt;DEUS, assim como a globalização, ultrapassa barreiras. Acreditar NELE é muito mais do que ser católico, protestante, judeu, budista, kardecista ou umbandista. Acreditar em DEUS é acreditar na vida, é acreditar que estamos aqui com um propósito, e portanto, todos nós, negros, brancos, pardos estamos interligados. Cada um de nós é um elo de uma grande corrente.&lt;br /&gt;Hoje encerramos um ciclo em nossas vidas, talvez o mais significativo até agora. Nossos pais e mestres de guias tornam-se, a partir deste momento, platéia e nossas pernas começam a dar seus primeiros passos sem apoio. De agora em diante é de nossa inteira responsabilidade o destino de nossas vidas e, portanto, de toda a humanidade. Como diria Gonzaguinha: somos as “sementes do amanhã”. E no que as “sementes do amanhã” acreditam? Em Cristo, Maomé, Alá, Buda ou Oxalá? A pergunta correta não é no que acreditamos. A pergunta correta é se nós acreditamos. E a resposta é SIM, nós acreditamos. Acreditamos na vida, nos bons atos e pensamentos. Acreditamos nos homens e no futuro. Acreditamos em toda a humanidade e na nossa força de mudar o nosso planeta. Nós, as “sementes do amanhã”, somos o motor do mundo.&lt;br /&gt;Nossa força provém do nosso DEUS, independentemente do que isto signifique. DEUS é muito mais do que imagens e conceitos pré estabelecidos coletivamente. Cada um dá um nome para esta grandeza quase inexplicável que bate, arrebenta o peito quando se é jovem, quando se tem pouca idade e milhares de sonhos. ELE não está no meio de nós. ELE está dentro de cada um de nós. Não usemos sua relatividade para disseminar o mal e nos lembremos das palavras de um livro mundialmente conhecido, O Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Só se vê bem com o coração.”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-1873477470243967806?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/1873477470243967806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=1873477470243967806' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/1873477470243967806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/1873477470243967806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/12/discurso-de-formatura-deus.html' title='Discurso de formatura (Deus)'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6560815038487093037</id><published>2009-11-25T17:51:00.001-08:00</published><updated>2009-11-26T10:21:35.557-08:00</updated><title type='text'>Passagem de ida (sem volta)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu poderia ter me perdido mais no teu peito, me encontrado mais em cada dobrinha da tua pele e quem sabe, ter descoberto a cada respiração ofegante e a cada batida descoordenada e acelerada do meu coração mais motivos para ter me apaixonado por você. Ouça bem, meu bem: eu só queria ter tido novos motivos. Eu só queria ter mudado aquele meu velho discurso de bochechas, inspirações e expirações. Só isso. Mas sei que amor eu não poderia ter sentido mais. Um dia, assim como uma desintegração, com a nova tão velha mania das palavras de desprenderem-se da tua boca como lâminas, você partiu. Viajou para muito mais longe do que aquilo que poderia ter sido e não foi. Acabou. Há quem diga que foi isso que aconteceu, mas eu prefiro acreditar, iludindo-me com a certeza de que a diferença da realidade e da ilusão está nas doses, que o nosso (ou meu) amor virou uma estrela. Uma estrela daquelas bem brilhantes e infinitamente distantes. Estrelas aquelas que nunca esquecemos que lá estão, mas que desistimos ainda crianças de arrancá-las do céu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6560815038487093037?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6560815038487093037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6560815038487093037' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6560815038487093037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6560815038487093037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/11/passagem-de-ida-sem-volta.html' title='Passagem de ida (sem volta)'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6806871751469769430</id><published>2009-09-12T17:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T17:06:13.636-07:00</updated><title type='text'>Intérfase</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No dia da grande estréia, bem que a obstetra avisou: “Essa menina tem um desvio, o coração no lugar do cérebro!”, mas ninguém deu muita importância. Sempre fui como um barril de pólvora. Alguma coisa dentro de mim nunca conseguiu separar a comédia, o drama, o terror e o romance, e eu, não contradizendo as palavras da médica, explodia em milhares de lágrimas e sentimentos. É, eu estava predestinada a ser filme água com açúcar. Cresci e meus pais tiveram que deixar de pensar por mim. Foi assim que me tornei então, campo de experimento de mim mesma, campo de experimento do meu coração. Eu nunca te disse, mas sinto falta da vertigem que era te ter ao meu lado, de descobrir todo dia, entre respirações e expirações na sua nuca e mordidas na sua bochecha, o motivo do meu coração estar no lugar errado: você era, finalmente, o lugar certo. Apesar do meu filme, do nosso filme não ter terminado com “e viveram felizes para sempre”, dou continuidade, pois a platéia espera lá fora. Espero então que de alguma forma você descubra: está guardado. O meu coração quebrado, as cenas cortadas e todo resto. É só você querer montar.&lt;br /&gt;(Texto concorrendo no Tudo de Blog - "Minha vida daria um filme!")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6806871751469769430?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6806871751469769430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6806871751469769430' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6806871751469769430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6806871751469769430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/09/interfase.html' title='Intérfase'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-655809944854888314</id><published>2009-09-09T17:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T17:39:47.528-07:00</updated><title type='text'>(Des)umano</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Você odiava o meu cabelo preso, eu me lembro bem. Eu me lembro bem que não importava o quanto eu te explicasse como ele estava feio e implorasse para me deixar ficar daquele jeito, para me deixar ser daquele jeito: você sempre puxou o elástico. Quando eu era criança, sempre quis ser aquela menina dos cabelos grandes e lisos. Aquela que é a mais bonita da turma, que não é gorda nem desajeitada, e que todos os garotos no auge da sua idade mental (uns sete anos, depois as coisas começam a declinar) são apaixonados. Aquela que te faz parecer mais feia do que realmente é e traumatiza não só o seu primário, mas toda a sua vida, fazendo você mais tarde achar que seu peito é pequeno, sua bunda não existe e que ele nunca está olhando para você, é sempre para a sua amiga do lado. A mulher que não foi essa menina, com certeza, conheceu uma dessas. O tempo passou, as escovas progressivas, definitivas, marroquinas e indianas foram inventadas e todas nós pudemos, finalmente, sermos felizes. Enfim, expus meu trauma pré adolescente apenas com a função de base para meu argumento: jamais prenderia meu cabelo depois de anos de sofrimento se o mesmo não estivesse realmente "insoltável". Mas o mais engraçado disso tudo, é que mesmo depois de tanta autoridade e convicção, eu ficava feliz de verdade quando estava do jeito que você queria, eu me sentia bonita de verdade quando estava dentro dos seus moldes de beleza, eu me sentia completa de verdade quando você me aceitava. Eu construí um mundo a nossa volta. Um mundo onde ninguém transpira ou se cansa. Onde todos os dias, todas as horas, todos os minutos, eu estava perfeita e a sua disposição, embora eu ache que você nunca prestou muita atenção nisso. Mesmo que não tenha conseguido, eu juro que tentei. Eu tentei não ser humana, porque como diz o ditado: "errar é humano". Desde o dia em que você se transformou perante as minhas retinas e me fez gostar da idéia de os meus filhos nascerem com o queixo um pouco mais pontiagudo, eu dediquei todo o tempo que ainda restava da minha existência na difícil (impossível) tarefa de te agradar. Eu queria ser a mais feminina possível, não só por ter uma alma meio viadinha, mas para você parecer muito mais homem e másculo ao meu lado. Ou será que era para eu parecer mulher de verdade ao seu lado? Não sei. Mas o fato é que quando você me olhou e perguntou o que eu tinha que fazia você sempre querer voltar, eu me senti tão, tão pequenininha e frágil que queria voltar mesmo era para o útero da minha mãe. Eu vivia assim com você: entre antíteses. Entre altos e baixos. Entre me achar mulher fatal e guardanapo usado. Entre dormir feliz por termos saído e acordar com nós separados. Um dia aconteceu. Um dia o seu sorriso ficou meio forçado, seu intusiasmo não era o mesmo do início e você não conseguia esconder, embora negando, o quanto a minha companhia tornou-se um peso. Eu fiquei tão, tão pesada que me machuquei muito quando, inutilmente, tentamos arrastar para o futuro o que eu tinha que fazia você sempre querer voltar, mas que tinha se perdido em algum lugar do passado. Mesmo vendo a cada dia o que nós tínhamos ficar pequenininho até desaparecer, eu nunca derrubei os muros que ergui envolta daquele mundo que construí. Estava ali, como eu gostaria de estar: intocável. Mesmo vendo muitas outras mulheres entrando e saindo da sua vida, eu queria continuar como uma boneca de coleção, esperando pelo dia em que você quissesse novamente me tirar da caixa. Hoje eu até ensaiei uma corrida atrás do seu ônibus, mas minhas pernas não recebem mais motivos para isso. Eu coloquei a culpa no muro pelo meu deslize. Talvez até seja. Talvez eu realmente ainda queira que você me queira, assim como todo homem quer um pedaço de coxa ou de bunda. Sem carinho, sem admiração e sem paixão mesmo. Querer só por querer. Talvez eu ainda nutra essa vontade utópica e imbecil de você sempre me achar linda e desejar até a sua última pontinha de unha não ter me deixado. Talvez seja por isso que eu me senti tão fracassada por estar ali, suada, de cabelo preso e cara lavada. De um jeito que você nunca me desejou ao seu lado. É, talvez. Mas foi naquele instante, entre o passo adiante e a conscientização de que era melhor não correr atrás, que eu olhei uma gotinha de suor no meu braço e descobri: ufa, voltei a ser humana!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-655809944854888314?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/655809944854888314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=655809944854888314' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/655809944854888314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/655809944854888314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/09/desumano.html' title='(Des)umano'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-7520618743323183759</id><published>2009-09-06T11:17:00.001-07:00</published><updated>2009-09-06T11:17:43.031-07:00</updated><title type='text'>Intransitividade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;- Você hoje em dia me chama de garota, mas olha que lindo o que eu achei aqui.&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;- O que tem de lindo?&lt;br /&gt;- Não sei se lembra, mas foi você quem me mandou isso.&lt;br /&gt;(risos)&lt;br /&gt;- Sério? Você conhece as minhas amnésias.&lt;br /&gt;- Infelizmente conheço.&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;- Por que você ainda guarda isso?&lt;br /&gt;- Eu tinha até esquecido, mas achei aqui. Guardei porque era um motivo bom para lembrar de você, no meio de tantos ruins.&lt;br /&gt;- Você não tem mais o que fazer mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-7520618743323183759?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/7520618743323183759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=7520618743323183759' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7520618743323183759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7520618743323183759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/09/intransitividade.html' title='Intransitividade'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-618164009454453925</id><published>2009-08-16T14:06:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T11:29:25.808-07:00</updated><title type='text'>Greenpeace, Emotionpeace</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E no meio de tanta violência, de tantas armas e de tantas balas perdidas, eu percebo, mais a cada dia, que o verdadeiro perigo do mundo são as próprias pessoas. Ao invés de usarmos coletes especiais, deveríamos blindar nossas almas e nossos corações. A vida é delicada, mas realmente vulneráveis são os nossos sentimentos. Todo estão muito preocupados em não desperdizar água, em poupar energia, em preservar o meio ambiente .. Por que não podemos, então, não desperdizar, poupar e preservar o que sentimos? As nossas lembranças, as nossas saudades. Cada um de nós vem ao mundo com uma língua própria e é inocente demais pensarmos que qualquer um poderá decifrá-la. Dias, semanas, meses, anos, séculos passam e entre tantas guerras em nome de Deus e destruição em nome do progresso, eu continuo com essa coisa pré-histórica no meio do peito. Antiga demais para ser lembrada e moderna demais para ser entendida. Carrego comigo pessoas que existem, mas que eu própria moldei. Pessoas que se assustam com o que poderiam ser nesse mundo que construí. Pessoas que a todo momento querem ir embora desse mundo que me foi imposto. Levo comigo a saudade do que existiu somente dentro de mim e que nem por isso é menos real, a vontade de seguir em frente, mas querendo retroceder. Sinto-me em um tiroteio de emoções e volto a ser o que talvez nunca deixei e deixe de ser. Volto para debaixo das minhas cobertas e apenas, com os cílios um pouco molhados, ou não, fecho meus olhos. Aceito o que me é dado, aceito a vida que deve continuar seu curso natural. A vida continua, sempre continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei, gente! :) Sou uma vestibulanda, né? hahahaha .. E juntar tempo e inspiração anda difícil ..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-618164009454453925?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/618164009454453925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=618164009454453925' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/618164009454453925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/618164009454453925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/08/greenpeace-emotionpeace.html' title='Greenpeace, Emotionpeace'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-5282566989082649110</id><published>2009-06-22T16:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T16:55:49.791-07:00</updated><title type='text'>Carta para Marta Medeiros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/SkAZGoLRdsI/AAAAAAAAAWQ/nM-heoSFe-o/s1600-h/Outras+(1218).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/SkAZGoLRdsI/AAAAAAAAAWQ/nM-heoSFe-o/s320/Outras+(1218).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350303958970758850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Com base nos textos trabalhados em sala, de autoria de Lya Luft e Marta Medeiros, escreva uma carta argumentativa, endereçada a uma das autoras acima referidas, respondendo à seguinte questão: "Você tem fome de quê?" Um dos argumentos deverá, obrigatoriamente, apoiar-se em uma idéia da autora a quem você não está se dirigindo, citando-lhe o nome. Sua redação será construída em estrutura de 4 ou 5 parágrafos. Faça uso do tratamento "a senhora", bem como do registro da língua padrão. Utilize caneta preta ou azul."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 01 de junho de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora Marta Medeiros:&lt;br /&gt; Eu, pequena admiradora dos seus textos, venho por meio desta carta explicitar minha fome. Suas palavras foram bombas calóricas que me energizaram para falar, desconsiderando a balança do coração e os centímetros a mais na cintura da consciência. Hoje está chovendo aqui na Tijuca, e a água, ao invés de disfarçar a fome, deixá-la para mais tarde, faz meu estômago querer me engolir.&lt;br /&gt; A paixão não é vermelha. Paixão é branca, e quando decomposta, reflete as sete cores. Eu tenho fome de paixão, fome de cores e de vida. A gravidade evidencia o peso do meu corpo, mesmo corpo que era leve e colorido, e que agora mendiga as migalhas de alguém que ignora seu estado morimbundo.&lt;br /&gt; "Fome de confiança: ah, essa não dá para esquecer.", disse Lya Luft. A cura para minha fome está na autotrofização do meu ser, na minha autoprodução de felicidade e aconchego, na confiança em quem nunca me abandonou, ou mentiu: eu mesma. Sei que tenho que me alimentar, mas faltam-me forçar para levantar o garfo.&lt;br /&gt; "A fome é mais violenta do que o desejo.", não me restam dúvidas. Mesmo querendo ficar, mesmo desejando desejar modernamente, minha fome todo dia grita que não nasci para isso. Tenho dois olhos, um nariz, uma boca e sou considerada perfeitamente inteira. Por que viver então com o coração aos pedacinhos? Vago pelas ruas tentando esquecer o farto banquete e procurando qualquer média requentada.&lt;br /&gt; Reclamo da fome mesmo sem nunca ter conseguido ficar plenamente satisfeita com a saciedade. Fome de vencer, fome de ligações, fome de carinho, fome de presença, fome de consideração, fome de paixão. A vontade de comer cores, vida é o que nunca deixa a acomodação chegar e nos faz levntar da cama todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;CBN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/SkAZskZpCwI/AAAAAAAAAWY/8yNY1fLiXCE/s1600-h/Outras+(1219).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/SkAZskZpCwI/AAAAAAAAAWY/8yNY1fLiXCE/s320/Outras+(1219).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350304610792311554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-5282566989082649110?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/5282566989082649110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=5282566989082649110' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5282566989082649110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5282566989082649110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/06/carta-para-marta-medeiros.html' title='Carta para Marta Medeiros'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/SkAZGoLRdsI/AAAAAAAAAWQ/nM-heoSFe-o/s72-c/Outras+(1218).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-5489305568374693187</id><published>2009-06-14T09:21:00.001-07:00</published><updated>2009-06-14T09:21:49.822-07:00</updated><title type='text'>Não diz nada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não diz para mim que você pensa em mim, não diz para mim que você pensa no meu futuro. Tem gente demais já cuidando disso. Até demais. Não diz para mim que você vai embora, que é melhor, que eu vou ficar melhor. Você não vê que eu não quero ficar melhor? Que eu não consigo acreditar que exista algo melhor do que aquele seu abraço até estalar todos os meus ossinhos, do que o seu cheirinho escondido em uma dobrinha do seu pescoço, e do que a sua bochechinha molenguinha? Eu preciso muito de você, nem que seja de vez em quando, nem que seja te dividindo em mil pedacinhos tão meus para mil outras meninas. Não diz que é injusto. Injusto é esse buraco no meio do peito, é o meu coração pequenininho, é essa vontade de ficar em algum lugar bem escuro e quentinho e chorar toda essa vontade louca, forte e dolorida de ficar ao seu lado. Não diz que você evita me ver, por favor. Eu juro que eu fico paradinha, não faço nenhum barulho, mas deixa eu ficar aqui, olhando para você, me devolve aquele sorriso bobo, sem motivo que a sua vinda sempre trouxe. Não faz isso comigo. Não arranca assim, de uma vez só, algo que já é tão meu, algo que já está entranhado em mim. Cumpre o que você me prometeu três vezes. Pede para sair comigo, pede! Eu juro que nem charme vou fazer, deixo até pré avisado que aceito. Eu sempre aceitei, eu sempre vou aceitar. Fica aqui só um pouquinho. Faz meu cabelo deslizar por entre seus dedos, me abraça por trás e me desarma quando a minha vontade é tacar seu celular na parede e impedir que todos os seus amigos te achem, tira esse meu medo de dormir e sonhar com você, sabendo que ao acordar eu vou estar sozinha e encolhidinha. Não diz que você não sabe. Volta para mim, nem que seja uma vez por semana, uma vez por quinzena, uma vez por mês. Não faz eu ter que seguir em frente com toda essa tristeza aqui dentro, não faz eu ter que ignorar o meu coração murchinho, não faz eu ter que sorrir sem vontade, não faz o sol nascer e se pôr sem você, não me deixa com medo de me magoar, não deixa outra pessoa deslizar os dedos por entre meus cabelos, não deixa outra pessoa estalar os meus ossinhos. Não deixa me levarem, me deixa ficar aqui. Deixa! Não diz nada. Só diz que sim, diz que você vai voltar para mim, nem que seja de vez em quando. Nem que seja muito de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-5489305568374693187?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/5489305568374693187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=5489305568374693187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5489305568374693187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5489305568374693187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/06/nao-diz-nada.html' title='Não diz nada'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-9141183628914072330</id><published>2009-05-12T12:21:00.001-07:00</published><updated>2009-05-12T12:21:51.526-07:00</updated><title type='text'>Carta marcada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E então me sinto tão boba, e então a vida se torna tão boba. Mesmo que nem tudo seja como eu gostaria que fosse, aquele caminho que eu percorro todo dia, aquele caminho que poderia fazer de olhos fechados e, enfim, tudo a minha volta, se torna tão bobo, tão colorido, tão bonito só porque a sua existência é algo concreto. Você existe e fim. Você existe e forma metade da minha felicidade, metade dos meus sonhos e metade de mim mesma. Tudo se torna tão pequenininho quando não é você. Você esmaga sua própria ausência com uma presença tão forte que me faz perceber que o mundo antes de você não era mundo. Era apenas o rascunho de tudo de melhor que existe, já que o melhor de verdade é poder descobrir, entre uma expiração e uma inspiração na sua nuca, a todo momento, que eu poderia viver ali para sempre. E eu te confesso que faria tudo de novo, tudo exatamente igual, porque apesar das milhares de piscinas que eu enchi quando você foi embora, viver sem ter conhecido você, seria viver sem vida, viver sem graça, viver por viver. Eu tenho milhares de defeitos, mas eu te juro que nunca nenhum deles será maior do que eu guardo aqui dentro. Do que eu guardei aqui dentro durante toda a minha vida só para você. Eu passo por cima de tudo, não me importo. Se o meu coração for grande demais, eu diminuo. Se o querer estar perto for demais, eu me afasto. Se as demonstrações de afeto forem frequentes demais, eu guardo. Só me deixar ficar aqui, por favor. Me deixa ficar aqui olhando para você e querendo morrer toda vez que a gente se despede. É nessa minha morte e na minha ressucitação toda vez que você volta, que eu percebo o quanto tudo isso, que é uma grande merda, pode ser lindo. O meu amor, de tão grande, te dá autonomia para fazer o que quiser, porque ele sabe que assim, e só assim, você pode voltar. Voltar porque quer. E então, toda vez que você me abraçar durante o nosso caminho testemunhado por tantas pessoas desconhecidas, eu vou deixar. Vou deixar que elas pensem que nós somos um casal de verdade, daqueles que planejam o nome dos filhos e uma casinha de cercas brancas, mesmo que eu não saiba como estaremos daqui a uma semana. Vou deixar a gente parecer, vou deixar a gente sempre só parecer o que eu queria que a gente fosse. O que eu sempre quis que a gente fosse. Dizem que querer é poder, e então hoje, mais do que nunca, eu quero. Acima de querer parecer o que não somos para aqueles que não conhecemos, acima das minhas vontades, acima de todas as verdades. Eu quero, eu escolho. Escolho você. E escolheria você todas as vezes que me dessem a opção de mudar. Eu não quero mudar. Eu quero continuar aqui, empacada no mesmo lugar, se isso significar que você vai continuar fazendo com que eu me sinta boba e tenha vontade de espalhar a minha bobagem pelo mundo. Se isso significar que você vai continuar aqui, do jeito que for, fazendo com que eu ame cada pedacinho seu. Se isso significar que, de uma forma ou de outra, você é meu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-9141183628914072330?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/9141183628914072330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=9141183628914072330' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/9141183628914072330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/9141183628914072330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/05/carta-marcada.html' title='Carta marcada'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-57641998034999936</id><published>2009-05-09T21:53:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T01:07:55.466-07:00</updated><title type='text'>Transversal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Não acho a nossa relação justa.", você me disse. Eu procurei então não pensar na realidade da sua frase e apenas olhei fixamente para a calçada. Eu tive medo. Eu tive muito medo. Seria cruel demais olhar para você e ver a provável pena que tem de mim. Doeu, mas eu ignorei a minha dor. Não é fácil. É como se todo dia o meu coração enfrentasse uma guerra. É como se cada vez que você se divertisse sem mim, é como se cada dia que se passasse sem você me procurar, é como se cada outra pessoa que você beija comprovasse o quanto você é completo na minha ausência. É como se as milhares de minas que eu guardo aqui dentro fossem ativadas. Uma de cada vez. Uma a cada dia. É como se você explodisse aos pouquinhos o que mesmo construiu. Fizemos questão de deixar claro que somos livres, porém unidos pela vontade. É o nosso contrato. Contrato que ninguém pode ver, contrato que não está em papel algum. Contrato feito com o coração, ou com a falta de. Contrato que me anula completamente, que me torna uma peça anatômica frente ao que eu sinto. Não, não é justo. Mas antes que tivesse tempo de concordar com você, me lembrei daquele dia. Aquele dia. Dia aquele que eu pensei que poderia me dar uma nova chance, dia aquele que eu pensei em dar uma nova chance para alguém. Foi nesse dia que, por alguma interferência divina, a gente se cruzou. Eu indo e você vindo com os nossos respectivos e novos alguém's. Foi por lembrar desse dia, foi por lembrar que eu cheguei em casa me sentindo suja por ter a sensação de estar te traindo, foi por lembrar que eu me senti pequenininha por ser tão óbvia a facilidade da minha substituição, foi por lembrar que eu fui obrigada a te ver feliz com alguém que, com certeza, não sentia a metade do que eu sentia e mesmo assim merecia mais do que eu estar ali que eu comecei a achar super justa a possibilidade de poder escolher estar com você de novo. Me disse que não sabia porque fazia aquilo, que um dia ia mudar, que pensava em mim depois. Cada gesto seu recuado, cada atitude sua contida, cada frase sua receosa percorria o meu corpo como se tivessem acabado de despejar um balde de água fria em mim. E eu ficava ali, paralisada, com aquela sensação de gelado que a gente tem quando fica com vergonha e não sabe o que faz. Eu queria só que você me abraçasse e me desse a segurança que me faltava, mas eu já aprendi que não posso esperar que você corresponda a todas as minhas expectativa, por mais que você se esforce. Como se fosse superior a tudo aquilo, como os adultos fazem com a banalidades contadas aos prantos pelas crianças, eu sorri. Sorri, mesmo sabendo que depois, no meio da minha diversão em algum lugar, vou sentar e ficar lá, intacta, olhando fixamente para aquela cadeira vazia. Aquela cadeira é sua mas falta você, e por algum motivo que eu não sei, eu vou achar aquela cadeira tão parecida comigo então. E mesmo com todas as minhas pequenas decepções, e mesmo com toda a sua ausência, e mesmo com todo esse contrato que me desfavorece por completo, eu vou continuar no mesmo lugar, ao lado da cadeira vazia, zelando para que ninguém sente-se nela. Esperando você com a certeza de que não foi por acaso que a gente se esbarrou com os nossos novos alguém's, com a certeza de que é realmente Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que, como diria a Tati, se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-57641998034999936?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/57641998034999936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=57641998034999936' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/57641998034999936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/57641998034999936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/05/transversal.html' title='Transversal'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-5698301002192300599</id><published>2009-04-16T18:04:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T18:05:19.461-07:00</updated><title type='text'>Fobialidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu não sei ser feliz. Sempre achei isso, mas sempre achei que as pessoas me achariam louca também. Então, não deixando a minha mania de querer agradar a todos menos a mim mesma de lado, engoli. Mas entalou. E não sai. Mesmo se eu beber trezentos litros de água, tossir ou vomitar. Não sai. Fica ali, no meio da minha garganta, me lembrando a todo momento que eu não sei lidar com a tal da felicidade. Não é a rejeição, a saudade, o machucado. Nada disso. Não é a tristeza que doi de verdade. O que doi de verdade é a felicidade. Ser vítima é mais fácil. Lamentar, reclamar, chorar, espernear, culpar. Tudo isso é anos luz mais fácil do que se permitir ser feliz. Sem medo de errar, durante uns noventa por cento da minha vida, eu reclamei por estar gorda, ter cabelo enrolado, estar sozinha, ser feia, desajeitada ou por me sentir excluida. Durante todo esse tempo, eu acordei todos os dias pensando no que poderia fazer para mudar o que me deixava para baixo. Ao mesmo tempo em que eu buscava a felicidade, buscava a mim mesma. A vida é muito complexa, e para diminuir a minha impotência diante a sua complexidade, eu vesti a capa de coitadinha e sai por ai. E agora? O que eu faço? Como eu vou viver sem a minha capa? É como aquela história da terceira perna: não me permitia andar, mas fazia de mim um tripé estável. Não felicidade, não vai embora não! Eu só quero que você me ensine a lidar com a sua vinda, principalmente porque me contaram que esta é sempre breve. Aceita um café? Bolo? Se eu for uma boa anfitriã, a senhora fica mais um pouco? Entre todas as variações da felicidade, a mais difícil é a respectiva ao amor. Independentemente do que se ama, tirando o amor próprio, já que eu nunca o conheci muito bem, se ama aquilo que está fora de nós e, portanto, está fora do nosso controle. Mas sabe, se eu não consigo ao menos controlar as ações provocadas pelos meus próprios hormônios, como eu poderia querer controlar as outras pessoas? Pessoas são complicadas, mas a felicidade é mais. A felicidade me deixa tão leve que eu tenho que me prender a tantas neuras só para não sair voando por ai e, quem sabe, cair sem para quedas de volta a realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-5698301002192300599?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/5698301002192300599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=5698301002192300599' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5698301002192300599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5698301002192300599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/04/fobialidade.html' title='Fobialidade'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-877433061643972742</id><published>2009-04-14T12:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T13:19:40.189-07:00</updated><title type='text'>"One step at a time!" ;)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/SeTvhfitKbI/AAAAAAAAAVo/BvmwuUm5LTY/s1600-h/Outras+(1151).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/SeTvhfitKbI/AAAAAAAAAVo/BvmwuUm5LTY/s320/Outras+(1151).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324644018140555698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Revista Capricho&lt;br /&gt;Edição nº 1068 - 12 de abril de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-877433061643972742?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/877433061643972742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=877433061643972742' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/877433061643972742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/877433061643972742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/04/rest-still-unwritten.html' title='&quot;One step at a time!&quot; ;)'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/SeTvhfitKbI/AAAAAAAAAVo/BvmwuUm5LTY/s72-c/Outras+(1151).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-5003938413137735052</id><published>2009-04-05T16:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T16:22:57.978-07:00</updated><title type='text'>Enfim, eu amo você!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vazio. E pela primeira vez eu me sinto tão bem por estar me sentido tão vazia. A razão de todos os meus dias, a tantos e tantos dias, era simplesmente odiar o dia de hoje e todos que ainda viriam. Odiar todas as coisas boas, toda a felicidade que insistia inutilmente em bater a minha porta, já que me permitir ser feliz depois de tudo aquilo, significava me permitir esquecer de você também. E agora? O que farei do meu dia, da minha semana, do meu ano condicionados, quase que exclusivamente, ao lamento e ao ódio que não mais têm razão para existirem? Hoje eu poderia beijar o céu e abraçar as nuvens, já que me sinto tão leve que me sinto capaz de voar também. Eu nunca deixei de acreditar em você, mesmo que com todos os motivos do mundo, eu nunca deixei de acreditar naquele garoto maravilhoso por quem eu me apaixonei. Por um pouco mais de meio ano, eu cuidei para que tudo estivesse perfeito para quando você resolvesse voltar atrás. Mesmo que na calada da noite, mesmo que longe de mim mesma, eu cuidei para que aquele lugarzinho que você tinha dentro de mim nunca acabasse. Nutri todos os meus dias sem vida com toda aquela nova vida maravilhosa que você trouxe. Nutri todos os meus dias confusos com a certeza que eu tinha que, entre uma inspiração e uma expiração na sua nuca, ali era o lugar pelo qual eu esperei a vida inteira. Nutri todos os meus dias chatos lembrando de todos aqueles momentos, que de tão legais, me faziam ter o mesmo sorriso bobo, independentemente de quanto tempo tivesse se passado. Muitos chamaram isso de burrice, outros de massoquismo, mas eu realmente não me importei. Abrir mão de andar para frente só porque andar para trás era ter a certeza de esbarrar com você muitas vezes, era algo forte e maravilhoso demais para qualquer um entender. Às vezes eu começo a observar as pessoas e me dá tanta pena e tanta vontade de rir. Tanta gente por aí se preocupando com tantas coisas bobas, fazendo tantas coisas lamentáveis .. Com certeza, nunca tiveram alguém em suas vidas como eu tenho você na minha. Sem medo de parecer exagerada: você mudou muito a minha forma de ver o mundo. Desde o início, quando você me deu vontade de ir atrás do que eu queria, do que me faria bem, até agora, quando vejo total sentido na frase: "Amigos de verdade beijam na boca!". Sempre achei que as duas coisas não poderiam se misturar, mas hoje vejo o quanto estava errada. Acima de qualquer coisa, eu quero o seu bem, a sua felicidade, a realização dos seus sonhos. Faria qualquer coisa que pudesse para te ajudar nisso e acho que esse é o papel de um amigo. Mas não posso negar que, estar com você, mesmo que só de vez em quando, faz parte de um dos meus sonhos também, e a partir daí começo a concluir que poder te abraçar, te beijar, conversar com você, sentir seu cheiro e sua presença vale mais do que qualquer compromisso. Sei que muitas pessoas não desculpariam o que eu desculpei, mas acho bobagem insistir em bobagens. A gente sempre acha que a morte está longe da gente, mas para morrer basta estar vivo. A vida passa tão de pressa e acho que o maior erro que podemos cometer é não demonstrarmos a quem gostamos o quanto eles são especiais para gente, por orgulho ou por medo. Se hoje me dessem a oportunidade de fazer um pedido em relação a nós dois, eu pediria para que sempre existisse um misto de romance com amizade entre a gente. Assim, como namorado, ficante, ou amigo, assim, de uma forma ou de outra, nós nunca mais ficaríamos separados. Então, termino dizendo o que há muito tempo penso em dizer, sem me preocupar se vai parecer apelativo ou clichê, se vai parecer sincero ou não: eu amo você. Eu amo sim, e amor, é para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-5003938413137735052?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/5003938413137735052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=5003938413137735052' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5003938413137735052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5003938413137735052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/04/enfim-eu-amo-voce.html' title='Enfim, eu amo você!'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-3558588011177323032</id><published>2009-03-31T12:14:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T13:22:07.217-07:00</updated><title type='text'>Um dia daqueles</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Voltou. É, eu sei que sempre volta. Mas é melhor pensar que não volta nunca. E volta sempre. É hoje o dia, o dia de sentir todas as dores do mundo, de sofrer por aquilo que não doi mais, de pensar naquilo que não mais existe, de querer gritar o que não pode ser ouvido. É hoje o dia de chorar por tudo e por isso mesmo, é hoje o dia de chorar por nada. Chorar por chorar, chorar tantas coisas juntas que tantas coisas perdem o motivo. Chorar para aliviar, mesmo que o alívio só venha quando o que voltou for embora. Vai embora como veio: do nada. É, é hoje o dia .. E eu só queria alguém que me cheirasse até aspirar todo o meu cheiro, alguém que me olhasse como se eu fosse a única mulher de um mundo cheio de homens, alguém que me ligasse só por ligar, só para ouvir a minha voz, só para falar que me ama. Alguém que segurasse a minha mão, como se esta fosse um oscar, e andasse comigo na rua, como se fosse a passarela do Fashion Week. Alguém que me esperasse na esquina de uma rua simpática e que quando me abraçasse fizesse todo mundo morrer de inveja da nossa felicidade. Alguém que fosse idiota comigo, que achasse graça nas minhas caras bobas e nos meus "oooooooiiiiiin's". Alguém que perguntasse como foi o meu dia e ouvisse com um interesse absurdo o que eu comi no café da manhã. Alguém que .. Ah, chega de drama! Estou precisando de alguém que me pegue de jeito. É, uns beijos, uns amassos .. Nada emocional, só envolvimento físico. Que beleza .. Que tristeza! Não, eu estou precisando na verdade ficar sozinha, ficar quietinha e lamentar não ter aproveitado o tempo, quando eu só queria crescer, porque agora, eu só queria estar protegida no útero da minha mãe. Eu queria entrar numa bolha blindada e não sentir nada. Não queria sentir raiva, dor, cansaço, tédio, alegria, tristeza, amor. Nem amor. Queria virar uma peça anatômica, sem sentimentos, sem expressão facial, em alguma faculdade renomeada só para me abrirem e me estudarem até descobrirem o meu problema, porque sinceramente, nem eu consigo descobrir. E já que hoje é o dia, porque não tentar sofrer um pouco mais? Então eu vou para o shopping e fico andando, procurando em cada vitrine um motivo para chorar. Procurando em cada vitrine um motivo para ter pena de mim por estar ali sozinha procurando motivos. Começou a chover. Yeah, sempre fico deprimida com chuvas! Mas ai a chuva me lembra você. Me lembra aquele vinte de nove de agosto de dois mil e oito, quando eu voltei no meio do maior temporal para casa, me molhando só para sentir que, apesar de você ter ido embora da minha vida com um depoimento naquela merda de orkut que não existia a cinco anos atrás, eu estava viva. Eu iria sobreviver. E eu sobrevivi. Afinal, não estou aqui? É, eu sempre soube. Você não gostava de mim. Nem um tiquinho. E eu gastando todo o meu dinheiro e o meu tempo para tentar me sentir como você e suas escolhidas se sentem fazendo xixi. Porque você não falou logo tudo de uma vez na minha cara? Porque você chegou em casa e me mandou aquela merda? Custava falar pessoalmente aquela enrolação toda? Sei lá, talvez eu me sentisse menos lixo. Eu lembro que perguntava para todo mundo se você ia voltar, mesmo sabendo que você nunca tinha vindo de fato, só para uma hora escutar que sim e poder ir embora para arrumar os preparativos para a hora que você retornasse. Então, eu esperei. Esperei, esperei, esperei, esperei .. E quem sabe, espero até hoje. Ou não. Sofri .. E quem sabe, sofro até hoje. Ou não. Vejo a minha cachorra deitada, toda aberta no sofá. Chego perto. Ela faz tanta festa quando eu chego em casa, gosta tanto dos meus beijos, implora tanto para dormir comigo. Ela precisa tanto de mim .. Porque você não é a minha cachorra? Ei, olha para mim! Eu tento a todo custo fazer você me notar, mesmo que tente me transformar no que eu não sou, no que eu não gosto, no que eu não sinto. Foda-se, você não gosta mesmo de mim .. Ih, vieram me contar que eu agradei a alguém. Nossa, eu agradei a alguém! Viu? Será que foi porque eu me aplumei demais? Ah, eu queria que alguém falasse que eu posso parar de fingir, porque sabe, maquiagem demais e prolongadamente estope os poros e eu já estou a ponto de explodir! Explodir com tantos "se's", com tantos "um dia você encontra", com tantas indiretas tão diretas. Ah, amor da minha vida .. Quem é você mesmo? É, eu falei. É hoje o dia. Dia do que mesmo? Nem eu sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-3558588011177323032?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/3558588011177323032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=3558588011177323032' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3558588011177323032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3558588011177323032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/03/um-dia-daqueles.html' title='Um dia daqueles'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-7662572350456533615</id><published>2009-03-30T18:18:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T18:19:47.118-07:00</updated><title type='text'>Refrigerantes, relacionamentos e outras coisas que engordam</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando o assunto é falar ou não a verdade, a opinião é quase unânime: deve ser dita sempre! Todo mundo vira filósofo, exemplo e professor de boas maneiras. Todo mundo recrimina quem não cumpre esta nobre ação, julgando-o e condenando-o. Quanta hipocresia! Quem nunca mentiu que gostou da roupa para não magoar a vovó? Quem nunca disse para a amiga que o cabelo não estava ruim? Quem nunca elaborou e treinou na frente do espelho milhares de formas delicadas de dizer o simples e o óbvio: "Eu não gosto de você!"? A propósito, porque o "Eu não gosto de você!" aterroriza tanto? Eu não gosto de refrigerante, só bebo-o quando estou a ponto de ter miragens e não avisto outro líquido admissível. Eu disse ADMISSÍVEL! Por favor, sem piadinhas! E mesmo assim sacudo e tiro o gás! No copo, se não vaza tudo, mas sacudo e tiro o gás. Fez cara de nojo? Pois é, muitas pessoas fazem. O refrigerante sem gás me agrada e não te agrada, assim como eu não agrado a todo mundo. Pessoas que convivem, beijam na boca, andam de mãos dadas e falam iguais idiotas umas com as outras são os famosos casais. Ou seja, não seja o chato que só considera um casal quanto estes estam a trezentos anos juntos. Beijou é casal, ok? Prosseguindo, as pessoas que nós gostamos, às vezes, não combinam com a gente, sem que isso signifique que nós ou elas somos más pessoas. Tudo na vida é uma eterna aposta, mas como dizem por aí: "Não aguenta, não se envolve!". Como você quer fazer engenharia se não sabe o que é seno? Como você quer ser médico se não aguenta ver sangue? Como você quer ficar "morena da cor do pecado" se toda a sua família é oriunda da Irlanda? Odeio aquela frase: "Ah, se eu soubesse!". Você soube. Você sempre soube. Com raríssimas exceções, nossas consciências em seu mais profundo estado de transe conhecem todas as verdades do mundo. Cabe a nós, seres humanos adoradores das ilusões e dos lamentos, peneirar aquilo que agrada ou não. Veja bem, eu disse o que agrada ou não, não o que é verdade ou não. Diferentemente dos outros tipos de relacionamentos, ser um casal traz consigo a responsabilidade da vida de outra pessoa. Entendo que o "Eu não gosto de você!" é um pouco pesado, feio e, confesso, deixa um pouquinho para baixo, mas deve ser dito. Desta forma ou não, mas deve ser dito. Acima de tudo devemos ser respeitosos. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas somos obrigados a respeitar as pessoas, principalmente se estas sentirem por nós o que não somos capazes de sentir por elas. Olhar nos olhos e dizer, mesmo que de uma forma camuflada, torta, deixando sair pelas bordas o verdadeiro sentido, é o mínimo que alguém com hombridade pode fazer. Mas não deixa de ser uma mentira. Mas é uma mentira boa. E assim caminha a humanidade. Enfim, fins de relacionamentos são como refrigerantes: a gente sacode e parece estar tudo bem, mas a mínima abertura que fazemos, faz com que o líquido vaze com uma pressão absurda. Então deixe de ser burro, por favor! Não sacuda-o, abra-o e faça o que tem que ser feito! Mesmo que seja difícil, mesmo que você não queira, mesmo que você não goste. Ou bebe, ou morre de sede, ou seja: ou bebe, ou bebe. Faça você mesmo, ali, com a mão no copo. Antes que tudo escorra pela pia e se misture com o esgoto. Para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-7662572350456533615?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/7662572350456533615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=7662572350456533615' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7662572350456533615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7662572350456533615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/03/refrigerantes-relacionamentos-e-outras.html' title='Refrigerantes, relacionamentos e outras coisas que engordam'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-5775076360230268571</id><published>2009-03-17T13:49:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T13:54:42.647-07:00</updated><title type='text'>Ah, se eu fosse a Márcia Goldsmith ..</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nunca vi uma entrevista com alguém desconhecido, mas eu falo tanto de você, eu penso tanto em você, eu respiro tanto você que metade do mundo deve te conhecer. Ou ao menos pensam que te conhecem, assim como eu pensei. Olhando nos seus olhos, já não sei onde está aquele menino que me esperava sempre no mesmo lugar, para a gente sempre fazer as mesmas coisas e eu sempre sentir que, apesar de todos apesares, o que eu mais queria era estar sempre ali, descobrindo a cada segundo um motivo novo para gostar tanto assim dele. Eu começaria perguntando como você se chama, mesmo que eu ainda tenha aquela folha que você rabiscou e esqueceu com o escudo do flamengo e o seu nome. Perguntaria quantos anos você tem, mesmo que eu tenha decorado a data do seu aniversário e queira te abraçar e dizer o quanto eu desejo que você seja feliz, mesmo que ser feliz não combine com estar comigo. Falaria durante horas, só para disfarçar o quanto o meu coração ainda bate forte ao seu lado. Por fim, perguntaria se você não lembra nem um pouquinho ainda de mim, mas desligaria o microfone e iria embora antes da resposta final. Eu sou covarde, assumo. Tenho medo de nunca mais poder lembrar de você como sempre lembro, e inventar tantos finais felizes para o que eu mais desejei que nunca tivesse final.&lt;br /&gt;(Texto concorrendo no Tudo de Blog - "Qual seria a sua entrevista perfeita?")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-5775076360230268571?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/5775076360230268571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=5775076360230268571' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5775076360230268571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5775076360230268571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/03/ah-se-eu-fosse-marcia-goldsmith.html' title='Ah, se eu fosse a Márcia Goldsmith ..'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-349349110043453552</id><published>2009-03-08T22:10:00.001-07:00</published><updated>2009-03-08T22:52:33.995-07:00</updated><title type='text'>Aceita o que seja seu, então deita e aceita eu!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E hoje em dia, o que significa assumir um relacionamento? Será que em meio a milhares de "namorando" no orkut, fotos mostrando momentos supérfluos e nick's com milhares de músicas clichês, assumir algo banalizou, assim como a piadinha do "é pavê ou pacumê?"? Assumir um relacionamento é assumir também parte da vida de outra pessoa, e como o pessoal da medicina diz por aí: "Errar é humano, mas errar com a vida humana é desumano!". A partir do momento que criamos coragem para falar: "estou com você", devemos criar coragem para também assumir o pacote inteiro. Mais do que beijos, abraços, presentes, sexo e momentos bons, estar inteiramente com alguém significa aturar os dias de mau humor, as crises, o ciúme bobo, os cansaço que toda ação contínua traz. Abrir mão do que se quer por algo maior, se colocar no lugar do outro e principalmente aprender que não existem pessoas inteiramente iguais, e que mesmo se existissem, não haveria espaço para se completarem. Tudo que fazemos com nós mesmos, reflete no outro, pois a partir do momento que dividimos nossas escovas de dentes e travesseiros, dividimos também o nosso corpo. Deixamos de ser um só, e viramos dois em um, contrariando toda a lei impenetrabilidade. Acaba aqui a parte antiga do meu texto. Ã? Parte antiga? Assim como o problema de assumir ou não uma relação, eu não consigo assumir sozinha a responsabilidade do que eu publico. Preciso sempre de uma opinião de fora e o que eu ouvi dessa vez foi um: "Texto bom, mas não te vi nele.". Olho para o relógio. Uma da manhã. Tenho tempo, mais uma meia hora deve resolver. Quanto tempo mais será que eu ainda preciso para assumir que eu não quero me assumir? Em meio a tantos textos decididos e independentes, se esconde alguém frágil. Alguém que aprendeu a escrever para esconder justamente isso que agora vocês querem ver. Sim, eu já joguei no time das não assumidas, e ainda pertenci ao banco de reserva. Quando não assumem a gente, a gente passa a não se assumir também. Lembro do quanto meu corpo parecia pesar. Tudo que eu queria era uma fralda geriátrica, só para poder fazer xixi deitada e não ter que levantar e encarar aquele grande espelho, que se tornou gigante, na entrada do banheiro. Cabelo, pele, unha, roupa? Que diferença faria? Arrumada ou não, estaria escrito um REJEITADA enorme na minha testa que corretivo nenhum iria resolver. Nunca consegui disfarçar nada. Até minha felicidade forçada me entregava. Parecia mais forçada do que realmente era, só para deixar transparecer a força que eu fazia para me manter forte. Não adiantava, eu havia sido desprezada e o mais triste era que eu me permiti a não ser assumida. Assumo. Sabia aonde estava me metendo e mergulhei de cabeça, corpo e alma nessa merda toda. Até o dia que resolveram dar a descarga mas esqueceram que o nó na minha garganta não passaria pelo único e estreito cano de verdades. Não teve jeito, eu tive que aprender a conviver com aquele REJEITADA piscando dia e noite na minha testa, como se fosse um outdoor de motel, até o dia que cada uma daquelas ofuscantes e vergonhosas luzes foram queimando, uma a uma. Não só as luzes da entrada do motel foram apagadas. Apagou-se também aquilo que mantinha o passado tão presente, e assim, o cheirinho de queimado se misturou com o cheirinho de vida nova. O cheirinho do vestido novo, do perfume novo, do scarpin novo, das possibilidades novas. Dói, mas usando aquela frase clássica: passa. Não tem jeito. Acho que depois da morte, é a maior certeza do mundo. Ah, é a terceira! Esqueci que eu nunca aprender é a segunda. Eu apanho, eu caio, eu rastejo, mas eu não aprendo. E nem quero aprender. Tudo que eu quero é ver a última luz se apagar, todas as vezes que eu precisar de um motivo para continuar correr, correr e correr atrás desse futuro que nunca vira presente.&lt;br /&gt;(Texto concorrendo no Tudo de Blog - "Você já passou por uma relação não assumida?")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-349349110043453552?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/349349110043453552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=349349110043453552' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/349349110043453552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/349349110043453552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/03/aceita-o-que-seja-seu-entao-deita-e.html' title='Aceita o que seja seu, então deita e aceita eu!'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-1535499952783642201</id><published>2009-03-03T14:54:00.000-08:00</published><updated>2009-03-08T22:49:54.444-07:00</updated><title type='text'>Nossa caixa da verdade. Ainda sem tampa.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Agora que as pessoas querem me ouvir, você me ouve também? Agora que me deram o direito de falar, você me dá também? Eu sou anônima para o mundo, mas não posso fazer nada se nossas consciências conhecem a verdade de tudo. Não precisa se esconder das verdades que mais cedo ou mais tarde você vai acabar percebendo, não precisa me ignorar com um ar tão incomodado, não precisa repetir para Deus e o mundo o quanto você é magnífico por ter tentado. Só senta e me ouve. Ou melhor, lê. Você tirou a minha acomodação com o passado e me fez descobrir um mundo totalmente novo, fez eu me sentir como a muito tempo eu não sentia, deixando os clichês de lado. Você, durante aqueles aproximados dois meses, fez eu ter vontade de acordar, fez eu ter vontade de sorrir, fez eu ter vontade de viver e por isso que eu ignoro quando falam que o que eu sentia não era verdadeiramente forte. Se ter vontade de viver não for algo grandioso, por favor me matem, pois não teria sentido nenhum eu continuar aqui. Tempo é algo relativo, principalmente aquele tempo que eu ousei chamar de meu. Aquele tempo entre uma inspiração e uma expiração na sua nuca, me fazendo perceber que eu esperei a vida inteira para sentir o que eu sentia com você. "Dois meses não é tempo o suficiente para gostar", foi isso que sempre me falaram. Mas quem disse que a medida que eu usei foram meses, dias, horas, ou anos? Eu usei o friozinho na barriga antes de te encontrar, o intervalo de tempo entre a perna direita e a esquerda tremerem, a vontade de te apertar e fazer você se misturar de alguma forma comigo, com a minha pele. Eu usei como medida todas as sensações velhas porém reformuladas que você trouxe, mas existem pessoas incapazes de compreendê-las. Infelizmente, você é uma delas. Hoje, a primeira oportunidade que eu tenho de anunciar ao mundo o mundo incrível que eu descobri quando decobri no barulho do seu sorriso a trilha sonora perfeita para a minha vida, é também a primeira oportunidade que eu tenho de te agradecer por ter ido embora. Obrigada pelo peso da culpa que eu carreguei sozinha, obrigada pelos dias que eu não vi motivo para sorrir, obrigada pelas milhares de horas que eu me consumi tentando entender porque de tudo isso. Foi para vencer todas essas coisas que eu comecei a escrever, foi para suprir a dor de ver você virando a esquina sabendo que era a nossa última vez que eu me agarrei a única ferramenta para expelir o que você me impediu. Hoje eu me sinto mais completa por poder traduzir tantas coisas que sempre latejaram na minha cabeça, pois quando eu senti a dor de perder você, eu senti a dor do mundo, chorei por aquilo que eu pensei já ter esquecido. Hoje eu estou aqui sendo lida por tantas pessoas e você, que junto a mim era protagonista, agora se torna apenas mais um entre tantos outros na platéia. Você foi só uma passagem. Uma passagem para todo o oceano de oportunidades que se abriu a minha frente quando eu finalmente compreendi que não se pode navegar em águas rasas. A gente até anda um pouco, mas chega uma hora que encalha.&lt;br /&gt;(Texto concorrendo no Tudo de Blog - "O que você mandaria anonimanente para alguém?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-1535499952783642201?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/1535499952783642201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=1535499952783642201' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/1535499952783642201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/1535499952783642201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/03/nossa-caixa-da-verdade-ainda-sem-tampa.html' title='Nossa caixa da verdade. Ainda sem tampa.'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-7851185920483596939</id><published>2009-03-03T11:50:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T14:14:52.558-08:00</updated><title type='text'>TROTE TUDO DE BLOG 2009 =)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/Sa2KVIAEjgI/AAAAAAAAATI/bw6_u7cazW0/s1600-h/Book+(15).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/Sa2KVIAEjgI/AAAAAAAAATI/bw6_u7cazW0/s320/Book+(15).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309051631269350914" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom, tá ai a "pose de deusa", primeira parte do trote das calouras do Tudo de Blog 2009 (vergonha MÁXIMA! hahaha). Vi agora que tem a segunda parte e que por acaso é para amanhã! :O Me desculpem, sinceramente, se eu não conseguir cumprir mas estou estudando freneticamente para ser a mais nova caloura também de medicina em alguma faculdade pública! hahaha ..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-7851185920483596939?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/7851185920483596939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=7851185920483596939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7851185920483596939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7851185920483596939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/03/trote-tudo-de-blog-2009.html' title='TROTE TUDO DE BLOG 2009 =)'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3oxjeOsOJfM/Sa2KVIAEjgI/AAAAAAAAATI/bw6_u7cazW0/s72-c/Book+(15).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-2624120061199311056</id><published>2009-02-24T19:20:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T19:27:08.566-08:00</updated><title type='text'>Amor. Universo. Amor.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Dizem que amor de verdade nunca acaba, que o amor de verdade só acontece uma vez. Quem muito tenta explicar sobre o amor, não ama. Amar é amar. Verbo intransitivo, pelo menos no meu texto. O amor simplesmente vem, mesmo sem a gente assim desejar, mesmo tendo medo. Eu amo o amor e todas as suas variações: o gostar, a paixão, o tesão. Desejei durante toda a minha vida alguém que me pegasse nos braços e falasse: "Tudo bem, Carol, pode parar de fingir, pode parar de falar alto. Pode tirar essa roupa exagerada, essa maquiagem carregada. Eu já notei que você existe e eu tô aqui, bem aqui!". Ah, como eu desejei! Mas pensando bem, como eu adoraria que todas as minhas brigas amorosas acabassem com um empurrão e um beijo imoral. Um puxão de cabelo, uma pressão sobre os quadris .. Ah, eu amo poder sentir tudo isso uma, duas, três, milhões de vezes! Quantas vezes o meu coração ainda bater, quantas vezes a pele ainda sentir, quantas vezes eu ainda me arrepiar, quantas vezes eu ainda respirar! Amor de verdade não morre, amor de verdade se transforma. O amor de verdade ama o amor, o sentimento bom, por isso não é enterrado junto com aquilo que realmente merece ser. Eu, mesmo pequenininha assim, quero continuar capaz de portar esse imenso sentimento. Mesmo que ele arrebente meu coração, estoure minhas veias, eu anseio por amor, eu anseio por tesão, assim como o perdido no deserto anseia por água. E é ai, depois de tanta abstinência, que ele vem. Vem grande, imenso. Furacão. Ditador. Exterminador. E passa .. passa .. passa .. passarinho. Muda, transforma-se, camufla-se. O milagre da renovação. A renovação não só do amor. A renovação da vida, a renovação das energias, a renovação de caminhos, a renovação de nós mesmos. O amor não cansa, o amor só ama, ama e ama, pra quem sabe, um dia, descansar. O amor não descansa por cansaço, descansa por ter encontrado o amor, por ter encontrado a si mesmo. Assim como nós descansamos por termos encontrado a nós mesmos em outra pessoa, assim como nossa alma repousa por ter encontrado a si mesma em outra alma. Não escrevo para ser admirada ou entendida perfeitamente, escrevo para divulgar o amor, a maravilha de amar, a maravilha de sonhar. E por muito amar, chega ao fim, aqui, o meu texto. Amor. Universo. Amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-2624120061199311056?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/2624120061199311056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=2624120061199311056' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/2624120061199311056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/2624120061199311056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/02/amor-universo-amor.html' title='Amor. Universo. Amor.'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-3466245004852620145</id><published>2009-02-05T23:08:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T23:12:50.979-08:00</updated><title type='text'>Quem é vivo sempre aparece. Não morra!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sumiu. Não brigamos, mas ele sumiu. Não terminamos, mas ele sumiu. Não tínhamos uma linda história, e ele não era o homem da minha vida também, assim espero. Para ser sincera, mal nos conhecíamos. Mas ele sumiu, e mesmo assim doi em mim. Por favor, Deus, quando eu estiver me sentindo demais e vier alguém me lembrar que eu não sou merda nenhuma, pelo menos mande um sinal, sei lá. Um aviso como nas novelas: "é a última semana", se me permitem a intertextualidade. Pago pela minha ânsia de viver, de gostar, mesmo que esta não me seja mais vital. Gosto por prazer, não por amor. Gosto por gostar. Gosto de bocas, braços, línguas, arranhões, não de frases bonitas, romantismo e planos. Gosto do agora e por isso o sumisso não me devora mais. Mas doi, nunca deixa de doer. Nem que seja por egoísmo, por promiscuidade, por egocentrismo: a ausência de algo ou alguém sempre doi, mesmo que não doa para sempre. Hoje me encanto pelas pessoas sem me encantar. Um encanto perneta, meia boca, de quem sabe que o encantamento é o primeiro passo para a decepção. Vejo a minha frente, em quase todos os homens, a possibilidade de algo bom, mas não mais vejo em um apenas a possibilidade de algo eterno. Tornei-me gelada para o "para sempre", mas estou em ebulição para o agora. Tento ser neutra, tento ser imparcial com meus sentimentos. Desculpa se te decepcionei não sendo aquilo que você pensou que eu era. Você não é o primeiro. Estou calejada para isso. Durante dois anos me prepararam para estar calejada para isso. Presumo eu, que o primeiro foi um drogado que se decepcionou por eu não ser algo que ele pudesse fumar, cheirar, ou injetar. Mas enfim, desculpa de qualquer modo. Eu, mais do que ninguém, sei como é ruim não serem o que nós gostaríamos que fossem. Eu mesma, não sou o que sempre esperei ser. Sou alguém que hoje escreve de bocas, e não de beijos. Sou alguém que hoje escreve de mãos, não de abraços. Sou alguém que hoje escreve de tesão, não de amor. Não era isso que eu esperava, mas foi isso que eu me tornei. Não esperava te conhecer, mas conheci. Não esperava manter contato, mas mantive. Por isso, segue a lógica: espero que você seja apenas mais um que sumiu, entre tantos, mas você não é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-3466245004852620145?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/3466245004852620145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=3466245004852620145' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3466245004852620145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3466245004852620145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/02/quem-e-vivo-sempre-aparece-nao-morra.html' title='Quem é vivo sempre aparece. Não morra!'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-198277272377258852</id><published>2009-01-29T19:08:00.001-08:00</published><updated>2009-01-29T19:10:54.391-08:00</updated><title type='text'>A comandante</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Me senti tão leve hoje que não corri com medo de voar. Na verdade, não tenho medo de voar, tenho medo de ir embora e não viver tudo aquilo que ainda preciso viver. Não quero mais que milhões de pessoas, oportunidades e dias de sol escorreguem de mim junto com minhas lágrimas. Perdi muito tempo chorando, agora, preciso me hidratar. Me hidratar de boas energias, de sorrisos e de muito amor. Amor pela vida, amor por tudo aquilo que ainda pode ser e principalmente amor por mim. Estivemos em lugares lindos e floridos, mas o mais importante de fato foi você me ensinar a andar na minha bicicleta. Ela sempre esteve comigo, parada, inutilizada, por eu nunca saber comandá-la. Durante todo o tempo em que estivemos naquele lugar maravilhoso, você esteve ao meu lado, me ajudando a me equilibrar e dar as minhas primeiras pedaladas rumo ao que nem eu mesma ainda conhecia. Me sentia segura, feliz e protegida e pensava que não poderia me sentir igual se estivesse sem você. Um dia você soltou a bicicleta e eu tive que continuar o meu caminho sozinha. Olhei para trás diversas vezes, mas para não desequilibrar e cair, tive que esquecer que existia direção diferente do que aquela que aparecia em minha frente. Não acreditava que poderia seguir sem você, mas segui. Minha vida passou a ser comandada por mim, mesmo sem você me ajudando a me equilibrar e amenizando meus altos e baixos. Segui, como assim você esperava que fizesse, e aqui estou eu, agora sem medo de olhar para trás e cair. Vejo que todo aquele sentimento lindo que descobri dentro de mim quando te conheci não me dava garantia de que pudéssemos ficar juntos. As pessoas que gostamos, algumas vezes, não foram feitas para nós, sem que isso signifique que elas são melhores ou piores. Simplesmente, não há como dar certo. Durante algum tempo que segui sozinha na minha bicicleta, indaguei-me se exitiria alguma coisa que pudesse nos unir novamente, mas durante o tempo que gastei pensando naquilo que já havia passado, não vi tantas borboletas que passaram ao meu lado. Não há retorno, mas ainda há o amanhã e mesmo assim isso não é motivo de tristeza. Olhar para trás e ver quantas coisas lindas vivi, é melhor do que me lamentar por não ter arriscado e ter me poupado de tamanha felicidade momentânea. Posso ser feliz hoje porque assim desejo, pois não me lamento mais por não ter sido feliz ontem como queria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-198277272377258852?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/198277272377258852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=198277272377258852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/198277272377258852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/198277272377258852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/01/comandante_29.html' title='A comandante'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-3805919415949112978</id><published>2009-01-25T21:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T21:50:17.766-08:00</updated><title type='text'>Eu e minha vocação GLS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Outro dia me pediram para escrever sobre homens gay's. Como poderei fazer isso? - pensei eu. Hoje em dia já é difícil eu escrever, pois como disse diversas vezes, sou masoquista e apenas consigo transformar em palavras dores e angústias, como poderei escrever sobre algo que nunca vivi? Fui dormi pensando nisso e para falar a verdade, será que nunca tive um homem gay mesmo? Quando eu era menor, era diferente de todas as meninas da minha idade. Era estranha, pois com sete anos, tinha acne de pessoas com 15 e o peso que nem hoje em dia eu tenho. Fui obrigada a conviver com minha estranheza e arrastá-la por insuportáveis corredores e salas de colégio. Criança é um ser sincero até demais. Era uma criança feliz, mas nem por isso, deixava de sofrer com o que diziam (fato que só melhorou depois dos meus quatorze anos quando eu constatei que as meninas de peitos airbag e bundas melancias ficavam caídas mais rápidas do que o normal pelo freqüente uso e tinham o cérebro constituído pelo o que é formado a inversão dos meus movimentos peristálticos: vômito). Não acreditava em mim, sempre achei que não seria capaz de levar um relacionamento a frente e que homem algum ficaria comigo tendo a sua disponibilidade uma loira turbinada. Por não acreditar em mim, fui desacreditada pelo mundo. Por ter medo de perder, eu perdi. Homem não gosta de insegurança, pura lorota que homem gosta de se sentir no comando. Gosta se te ver apenas como uma vagabunda qualquer. Para um relacionamento ir a frente, você precisar ser superior. Nenhum dos meus amores, peguetes, sei lá como preferem chamar, foram capazes de me fazerem feliz e segura ao mesmo tempo. Em meio ao oceano da minha felicidade, encontravam-se toneladas de areias de insegurança que aterravam cada vez mais, cada dia mais o que ousávamos chamar de "relacionamento". Relacionamento é o ato de se relacionar e, pensando bem, eu nunca me relacionei completamente com alguém. Homem se orgulha do tamanho do instrumento de trabalho (o que se torna pior quando o apelidam com o próprio nome mais o sufixo "ão". Exemplo: Joãozão, Pedrão, Serjão), mas às vezes, nem sabem o que fazer com tanta carne morta e inutilizada. Não se trata da mulher ser atraente ou não, isso é o de menos, trata-se dessa vontade desesperada de gastar toda a masculinidade de uma só vez e se atrapalhar com tanta idiotice. Homem gay é aquele que não gosta da mulher propriamente dita. E os meus pseudo héteros? Eram o que? Não gostavam de homem, mas não gostavam de mulher também. Quando a gente gosta, a gente se preocupa, cuida e até se sacrifica e releva. Em suma, meus pseudo héteros eram gay's, viadões de primeira categoria! Da próxima vez, prefiro gostar de um gay assumido que saiba pelo menos as melhores tendências de roupas para o inverno, do que gostar de um gay enrustido que acha que ser homem é arrancar as melhores tendências de um corpo feminino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-3805919415949112978?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/3805919415949112978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=3805919415949112978' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3805919415949112978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3805919415949112978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/01/eu-e-minha-vocao-gls_25.html' title='Eu e minha vocação GLS'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6998312274677276019</id><published>2009-01-20T21:50:00.001-08:00</published><updated>2009-01-20T21:50:44.212-08:00</updated><title type='text'>Não era amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Você me olha, eu te olho e pela primeira vez não vejo romance nisso. Estava errada quando disse que troca de olhares são sempre doces. Você me olha com aquela cara de safado e eu tenho vontade de me rasgar toda, mas apenas sorrio e olho para o lado. Sempre fui uma menina boazinha e está difícil deixar de ser. Nós não andamos de mãos dadas por ai, nem fazemos programinhas de casal, nomeação que estamos longe de ter. Mas pensando bem, já que eu nunca fiz parte de um casal de verdade, prefiro ter a sua cara de tarado e a vontade de me rasgar, do que uma cara mela cueca e vontade de morrer. Meu estômago acostumado com borboletas e friozinho agora se vira como pode para aguentar tanto fogo e tanta adrelina mas pela primeira vez eu gosto de não amar. O nosso "não amor" trouxe consigo essa vontade louca de puxar, rolar, agarrar, apertar e isso faz eu me sentir muito mais mulher do que qualquer cafuné ou beijo na testa. O nosso "não amor" não tem ciúmes, saudades ou dependência, ele é mutante e se adapta a hora, local e oportunidade. O nosso "não amor" não me agustia com a possibilidade de acabar e por isso não acaba. Amor a gente precisa alimentar, o que se torna mais difícil com decepções e medos. Tesão, deixando a hipocresia e o recato de lado, aumenta quando a gente morre de medo das consequências e se trata daquele tremendo safado. Eu não quero que você me ame, nem quero te amar. Eu não quero estragar tudo. O fim do amor sempre acaba comigo, sempre me deixa sem forças para levantar da cama, sem forças para encarar o mundo, sem força para encarar as pessoas. Então, se você tiver que me derrotar, que por favor não seja pelo nosso fim. Para que ferir o meu coração, se você pode me deixar roxa e arranhada? O amor, graças a Deus, não foi feito para nós. Às vezes você me trata de uma forma tão fofa e delicada que eu me sinto leve só por me sentir pequenininha e vulnerável. É como um fetiche de ser subordinada, sem depender de fato. Força do hábito. É, deve ser. A gente se despede, se abraça e eu me sinto tão realizada comigo mesma por me sentir tão mulher e ao mesmo tempo tão protegida. Não era amor, mas no final, de qualquer forma, cada um segue o seu próprio caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6998312274677276019?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6998312274677276019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6998312274677276019' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6998312274677276019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6998312274677276019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/01/no-era-amor.html' title='Não era amor'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-34951789156561853</id><published>2009-01-03T19:28:00.001-08:00</published><updated>2009-01-14T08:22:42.582-08:00</updated><title type='text'>Só mais um texto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esse, provavelmente, vai ser só mais um texto. Vai ser só mais um daqueles muitos textos que dia após dia acumulam-se sob a minha mesa. Vai ser só mais um daqueles muitos textos que contam, inutilmente para pessoas que nem eu mesma conheço, o quanto às vezes, mesmo negando, mesmo sem saber, mesmo querendo esconder, eu sinto a sua falta. O quanto ainda doi olhar para trás e, mesmo com uma tonelada de palavras entaladas na garganta, lembrar que você disse que não tínhamos mais nada para conversar. Eu ainda tenho aquela mania que você odiava de usar um pedacinho da barriga de fora, eu ainda me atraso na maioria das vezes, eu ainda finjo que estou aborrecida só para me mimarem e eu ainda continuo com aquelas gordurinhas nas laterais que você sempre apertava mas dizia para eu perder. Os meus amigos continuam os mesmos, mas a maioria não é mais formada por homens, como você sempre ironizava. Eu lembro que um dia te disse que preferia homens porque mulheres são muito complicadas, mas de uns tempos para cá, eu não sei mais como lidar com a ala masculina. Acho que você sabe disso, não é? O meu short continua com a sua "falta de pano" e eu confesso que é o short que eu mais gosto. Não pela sua falta de pano em si, mas por ele vestir bem. Quando eu saio com ele, vários homens reparam em mim, mas tenho que admitir que me olham como se eu fosse uma peça de carne em algum açougue de fundo de quintal, não com aquele seu olhar interessado no que estava acontecendo comigo. Eu continuo sem saber de que são feitos os sanduíches do Bob's, mesmo aqueles com os nomes mais sugestivos, assim como o "Double Cheese". Eu nunca gostei muito de fast-food, e mais da metade do meu lanche, principalmente do refrigerante, continua indo para a lata do lixo. Sou um monstro! Com tantas pessoas passando fome por ai .. Eu continuo alisando o meu cabelo, mas agora é muito mais raro. Pode até parecer uma atitude submissa, mas eu alisava mesmo para te agradar. Eu sempre quis te dar o melhor de mim, mesmo que fosse o melhor na sua concepção. Tudo bem, sei que me anulei demais perante as suas vontades e decisões, mas foi apenas com o desejo de um dia a gente se somar por aí. Eu continuo adorando morder os outros e todo mundo continua reclamando, quando na verdade eu era quem deveria reclamar pela quantidade de bochechas ruins. Ah, que saudade das suas .. Meu pai continua usando 212, mas eu não cheiro mais o vidrinho, nem coloco mais uma borrifada no travesseiro antes de dormir nas noites em que sinto sua falta. O cheiro não faz mais tanto efeito em mim, parece apenas uma vaga lembrança de algo muito, muito antigo. Afinal, faz um certo tempo sim que eu não fico respirando na sua nuca, nem descubro entre uma inspiração e uma expiração que ali foi o lugar pelo qual eu esperei a minha vida inteira. Eu continuo, mesmo sem querer, obedecendo a todas as suas vontades. Nunca mais te procurei, como você me pediu, mas também continuo um pouco orgulhosa, como você sempre repetiu. Eu continuo tendo milhares de amores tortos, assim como sempre você sacaneou, assim como eu sempre tive, mesmo antes da gente se conhecer. Querendo ou não, agora você é mais um desses meus amores, a diferença é que você nunca me liga carente, nem querendo me fazer de saco de pancada. O lugar preferido da minha mão na hora de beijar ainda é no cabelo do outro cônjuge, mas nenhum deles reclamam, ficam estressadinhos ou fazem o carro alheio de espelho por horas. Ô gente sem graça! Eu ainda gosto de contar sobre o que está acontecendo comigo com aquela minha frescura e balançar descontrolados de mãos habituais, mas ninguém ri de uma forma tão gostosa quanto você, nem me calam com um beijo quando eu já falei demais. A minha mãe nem me liga mais com tanta frequência quando eu saio. Para falar a verdade, acho que ela nem liga mais. Hoje em dia ela está traquila, pois sabe que não existe nada que possa tirar o meu chão, a minha razão, e o meu juízo. Eu continuo prendendo a franja para trás como você nunca gostou, mas eu comprei um prendedor novo tão fofinho que tenho certeza de que você ficaria mexendo nele por muito tempo, assim como sempre fez quando achou algo interessante. Lembra quando a gente estava naquele "tempo", sem nem nos falarmos direito, e você, do nada, abriu a minha pasta e pegou para ler umas cartilhas de verbos? Provavelmente você não lembra, mas eu lembro que o meu coração quase saiu pela boca pensando que poderia ser uma maneira sua estranha de se reaproximar. Pois é, quando o assunto era você, eu não pensava com a cabeça. Eu ainda tenho os "rascunhos" daquela carta que eu te mandei e eu ainda releio-os imaginando o que você sentiu quando leu pela primeira vez, mas é inevitável a necessidade que agora eu sinto de escrever muitas coisas a mais. Será que você ainda tem aquela carta? Será que você a relê também? Eu queria te pergunta tantas coisas mais .. Eu ainda reconheço você em uma foto de longe, principalmente por não esquecer que você adorava usar uma blusa de manga comprida por baixo do uniforme, ou uma polo que te deixa com uma cara tão fofinha, que eu tenho vontade de te agarrar. Eu ainda continuo achando você o mais atraente de todos os seus amigos, mesmo você parecendo o Pink do "Pink e o Cérebro" quando corta o cabelo. Sabe, alguns são mais fortes e realmente mais bonitos, mas o que faz ser você o dono dos meus olhos é o fato de como o meu filho poderia ser lindo, mesmo com essas orelhinhas de elfo. Por falar em seus amigos, eu sonhava com o dia que você diria "Pô, tô com a Carol!", quando te ligassem e estivéssemos juntos, mas eu só ouvia você responder "Pô, eu tô sozinho!". Sonhava também em desfilar na presença deles, ou não, de mãos dadas com você e que me apresentasse como o motivo master da sua felicidade, assim como eu sempre falava de você para os meus. Sabe, no final das contas, eu continuo a mesma. Eu continuo não me importado com quem você fica, sai, ou convive, pois por querer tanto você, eu não exijo exclusividade. Eu tenho uma pontinha de ciúmes sim, confesso, mas é só porque eu queria estar ali também, mesmo que fosse como coadjuvante. Faz um favor para mim? Diz para o seu amigo que não vai muito com a minha cara, e para a sua mãe que deve me achar um chiclete neurótico que eu posso ter um monte de defeitos, mas eu só queria trazer para a sua vida o mundo cheio de cores, cheiros e sensações novas e maravilhosas que você trouxe para a minha. Só tem uma coisa em mim que mudou: eu não tenho mais aquela cara de pau de antes. Eu não ouso, mesmo sendo corroída por dentro, contar nada disso diretamente para você. Mas no fundo, é só para não, talvez, piorar a nossa situação e até as lembranças e esperanças sem sentidos você levar de mim. Após tudo isso porém, confesso que eu fiquei mais inteira de coração partido, pois depender tanto assim de alguém não é algo muito recomendável. A sua falta me fez ser um pouco mais racional, mas às vezes sinto falta de quando ao seu lado eu não sentia falta de mais nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-34951789156561853?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/34951789156561853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=34951789156561853' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/34951789156561853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/34951789156561853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/01/s-mais-um-texto.html' title='Só mais um texto'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-4972971835739495303</id><published>2009-01-02T10:21:00.001-08:00</published><updated>2009-01-02T10:23:35.838-08:00</updated><title type='text'>My tears dry on their own - A nossa versão brasileira</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foda-se o ano novo. Não aguento mais todo mundo venerando a virada de um ano como se fosse um grande acontecimento, como se todos os problemas fossem sumir, como se todos os sonhos fossem ser realizados. Não aguento mais essa felicidade estúpida em acreditar nisso tudo, nem a ignorância que bloqueia a razão para os fatos reais. Para falar a verdade, hoje, eu não estou aguentando estar dentro de mim. Queria ter um zíper nas costas para nessas horas poder recolher meu espírito e descansar o meu corpo em algum lugar longe disso tudo. Pela primeira vez na minha vida, não fiz promessas, nem pedi nada com muita fé. Pela primeira vez não quis que o ano virasse. Não queria mudar o calendário e automaticamente deixar a gente para trás. Não queria continuar sentindo tanto a sua falta e ver como o tempo está me empurrando mais e mais para frente de tudo aquilo, como a distância entre nós aumenta a cada dia. E acredite, tudo que eu mais queria nesse mundo era estar te tratando assim, como trato as formiguinhas que aparecem na cozinha: como nada. Não é suficiente te tratar como nada na frente dos outros, tudo que eu mais queria era te tratar como nada para mim. Não aguento mais também as pessoas falando que é muito pouco para eu ficar assim, que você não presta, que não vai ser o último homem da minha vida, muito menos que eu devia pensar mais no meu futuro do que em um cara que ainda precisa da ajuda da mamãe para terminar com alguém. Eu queria viver a minha dor sozinha, queria chorar e sorrir quando eu tivesse vontade, não porque os outros acham que tudo isso é uma grande bobagem. Pode até ser uma grande bobagem, mas então, por favor, me deixem com a minha bobagem. Foi a minha bobagem que muitas vezes me deu vontade de acordar, me deu vontade de sorrir, me deu vontade de me arrumar, me deu vontade de estar viva. E se ter vontade de estar viva não for algo forte demais, por favor me matem, pois não acredito que possa existir felicidade maior do que aquela que sentimos simplesmente porque vemos até cores onde tudo é cinza. Felicidade sem vaidades, ser feliz só porque não existe um motivo maior para mudar a forma maravilhosa como a qual nos sentimos. Por falar em ver cores, nada ultimamente tem enchido os meus olhos, nada tem sido maior do que essa vontade de ter você que de tão louca chega a ser uma não vontade. Dizem que essa crise de abstinência é justamente culpa do meu desânimo, e para ser honesta, eu também acho. Mas de qualquer forma, isso não muda a forma como eu me sinto, nem a minha vontade incontrolável de chorar, de odiar o mundo e de querer sumir. Corro de um lado para o outro do quarto, pulo, soco a cama, vou para a janela e choro. A rua está deserta, só consigo ouvir o barulho de alguns carros e o meu próprio choro. Parece que todo mundo está feliz com o pseudo começo de uma nova e perfeita vida e eu sou a única anormal que faz disso o motivo de uma agonia bem maior. Sou ridícula, em todos os sentidos. Mas sou ridícula principalmente por escrever tudo isso. Me incomoda me sentir assim, me incomoda sentir sua falta, me incomoda esse desencanto momentâneo (ou não) pela vida, mas eu juro, isso tudo é muito mais forte do que eu. Não é pouca coisa dizer que "isso tudo é muito mais forte do que eu", porque desde que você foi embora e todas as vezes que eu tenho vontade de explodir o mundo, eu me controlo muito para não fazer nada que meu desespero e minha ânsia por algo real e melhor me imploram. Não sou fraca por chorar, nem por achar isso tudo uma grande merda. É a minha forma de sofrer sem que ninguém mais se envolva, sem que ninguém mais tome conhecimento, sem que ninguém me ache boba ou sinta pena. Nem você, nem ninguém. Sei que uma hora passa, sei que uma hora volta, e é assim que eu vivo desde agosto, o mês do desgosto, como dizem por aí: na corda bamba. Eu quando era menor, consegui me desequilibrar de um pedaço plano gigante de pedra e cair em um mague, então por favor, não me faça ter que me equilibrar nos meus sentimentos por você. Você sabe que desde sempre tudo entre nós funcionou por impulsos, movimentos e ações rápidas. Não tem como ser ligeira e não cair do último fio que ainda insiste em existir, pelo menos para mim, de nós dois. Sei que existem milhares de pessoas se matando, passando fome, frio .. Sei que milhares de pessoas venderiam a alma ao diabo para ter a vida que momentaneamente julgo uma grande porcaria, mas entenda que, mesmo que pareça um pouco egoísta, quando você me abraçava, quando eu olhava nos seus olhos e de repente você abria aquele sorriso e falava qualquer coisa com aquela sua voz mansinha, aquela de quem sabe ser fofinho e deixar uma mulher louca, tudo no mundo sumia. Eu só conseguia enxergar você e eu, exatamente nessa ordem. Você dizia com aquela intonação de casal mela cueca misturado com aquele seu jeito único de falar que eu iria te deixar mal acostumado com tantos mimos. Sei que deixei, mas você me acostumou a ver o mundo a dois, sendo você a parte restante, ou melhor, complementar a mim. Você, mesmo sem querer, me deixou mal acostumada também e de uma hora para a outra virou as costas e foi embora. Sei que você não tinha obrigação de aguentar minhas crises loucas por não aguentar estar tão feliz e achar que logo algo ia dar errado, mas se não fosse a minha loucura de te querer tanto, essa loucura toda que aconteceu entre duas pessoas que nunca darão certo, como você mesmo afirmou para eu nunca mais esquecer, nunca teria existido. Depois que a crise passa, depois que as lágrimas cessam e eu sinto aquela paz e leveza por não ter mais dentro de mim milhões de litros de água, eu consigo enxergar que isso faz parte do processo de ver você indo embora, de ver minha vida mudando, de ver as minhas certezas e bases se modificando, em todos os campos possíveis, independentemente da minha vontade. Tirar você de mim é como tirar algo que está fixo ao meu próprio corpo, porque é assim que eu te trato desde que eu te olhei e não te achei mais tão sem sal, desde que eu vi em você, ou pelo menos achei que vi, o homem da minha vida. Carrego você para todos os lugares e é tão óbvia a sua marca em mim que qualquer um consegue perceber. Você não me deu direito a anestesia, simplesmente arrancou e deixou sangrando. Mesmo que pareça uma metáfora cafona e clichê, foi extamente isso que você fez: limpou sua consciência e jogou o papelzinho com toda culpa para eu limpar o buraco que a sua ausência formou. Você já não é mais tudo isso a muito tempo, mas tudo entre a gente é tão mal resolvido que eu chego a pensar que você acha que estamos muito bem enterrados. Se você olhasse nos meus olhos e não me beijasse para disfarçar a seriedade da situação, assim como você sempre fez, e falasse tudo aquilo que covardemente disse por trás de uma tela de computador, eu juro que enxergaria a realidade, embora talvez, não sem dor. Mas a gente disse adeus de uma forma tão impessoal, que eu mal consigo acreditar que o mesmo homem a quem desejei diversas noites ao meu lado, não só naquela cama estreira, com o nome de péssimo gosto "solteiro", mas sim, aquele que eu desejei se não pela minha vida inteira, pelo menos por um tempo maior, foi o mesmo que recusou um contato mais íntimo: um vulgo telefone. Aparelho com o qual eu falo com o carinha do telemarketing, que provavelmente tem um nome muito atraente de Waldescreisson, Uwashington, Creyton e similares. Cansa te odiar, cansa gostar de você, cansa até reler esse texto e te falar mais algumas toneladas de estrume que estam entaladas na minha garganta, e que talvez adubassem sua consciência e incentivassem crescer em você uma atitude de homem como um: "Fui um merda, eu assumo!". Mas como, pelo desenrolar das coisas, eu não posso esperar muito de você, termino esse texto, que me dá ódio por não ser mais um daqueles textos imponentes, com um trecho de música que talvez surtisse em você um sentimento blasé, mas que pouco importaria para mim. Afinal, sou eu no final das contas quem sempre lidou, sozinha, com tudo que sentiu por você e pelo mundo: "Ele vai embora, leva o sol consigo, mas eu já sou crescida. Nesse céu cinza, minhas lágrimas secam por elas mesmas.".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-4972971835739495303?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/4972971835739495303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=4972971835739495303' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4972971835739495303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4972971835739495303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2009/01/my-tears-dry-on-their-own-nossa-verso_7331.html' title='My tears dry on their own - A nossa versão brasileira'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-8174031412773011768</id><published>2008-12-30T22:12:00.000-08:00</published><updated>2008-12-30T22:29:00.148-08:00</updated><title type='text'>Feliz ano .. velho!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É, o ano está acabando, e usando aquela frase super clichê de todos os fins de ano: "passou tão rápido"! Diferentemente dos outros anos, eu não tenho esperanças de grande mudanças apenas porque a terra deu mais uma volta ao redor do sol. Meu romã, minhas lentilhas, minhas sete uvas e até a minha calcinha rosa (ok, eu assumo que uso calcinha rosa nos fins de ano! não me achem uma louca a procura de um namorado porque a idéia não é essa) não terão efeito algum se eu continuar com essa minha mania de adorar tudo que já foi. Continuarei vivendo o ano de 2008, ou pelo menos desejando vivê-lo. Passou, e juro que não é da boca para fora, pois pode acreditar, me doi muito dizer isso. Desde que me entendo por gente, não consigo ver nada indo embora. Não conseguia ver meus brinquedos, o que dirá pessoas. Mas sei também, que em um dia qualquer, sem maiores pretensões, me dá uma louca, uma vontade de mudar, e eu jogo tudo no lixo. Então, é isso que eu pretendo fazer, de verdade, com tudo que me impede de crescer: jogar fora. Por que não mudar algumas coisas que julgo erradas? Por que não mudar algumas atitudes? Por que não mudar? Do jeito que eu estou não dá mesmo. Mas no meio dessa vontade real de mudar, sem apenas esperar que Deus olhe por dentro do meu vestido e entenda o porque da minha calcinha cor-de-rosa, me bate um desânimo e tudo que eu consigo enxergar é o meu quarto. O meu mundinho rosa e fofinho, onde ninguém pode me atingir, onde as minhas fotos me lembram dos momentos bons que tive, onde as minhas caixinhas guardam amores que o tempo levou, onde as barbies denunciam a criança que ainda sou. É o meu mundo, mas só eu posso vê-lo, só eu posso entendê-lo. Não sei o que acontece comigo, mas eu não tenho vontade de mover uma palha para nada, ou pelo menos para aquilo que eu sei que não é importante. Aquilo que eu sei que é apenas vício. Tudo que eu quero é acordar as quatro da tarde, sair, comprar, escrever .. Tudo que quero é fazer tudo exclusivamente para meu próprio bem, justamente por estar cansada de me dar tanto para as pessoas. Não virei uma pessoa egoísta com outros, apenas quero deixar de ser egoísta comigo mesma. Tenho vontade de fazer muitas coisas, mas a preguiça fala mais alto. Cansei de dar murro em ponta de faca. Sei que sempre digo isso, mas estou apenas explicitando o que estou sentindo no momento. Deixo a vida ditar o caminho a ser seguido, de qualquer forma, é o caminho que mais cedo ou mais tarde irei tomar. Pensando bem, será que é realmente preguiça? Tenho preguiça de me foder, e quer saber? Se toda preguiça que tiver agora for assim, quero me tornar o Garfield. Não desejo que nada venha fácil, pois tudo que cai facilmente em meu poder me dá nojinho e eu não quero mais sentir nojinho da vida. Nem dos homens que realmente querem estar comigo. Quero manter minha mente ocupada com coisas que eu sei que valem a pena, porque você vai me desculpar, mas perder tantas madrugadas escrevendo textos mela cuecas para você, sem nem ao menos saber se irá ler, já encheu o saco que minhas características femininas não me permitem ter. Eu até queria ter, afinal, queria entender se realmente doi, ou se vocês apenas dão ataque de bicha quando o machucam, mas enfim, não tenho e ponto final. Paciência, infelizmente também, não foi um dom que papai do céu me deu. Sou uma pessoa estranha e acomodada em certos pontos e eu sei disso. Vivo a minha vida de seis meses, três anos, um ano atrás mesmo tendo consciência de que ela não é a mesma em muitos apectos. Tenho medo do que não conheço, mas é aí que mais uma vez você me faz viajar no tempo. Tinha esse mesmo medo exatamente a um ano atrás e olha como tantas coisas ruins mudaram. Me desacomodei e te conheci, te enxerguei. Você fez o meu ano ser um pouco mais feliz mas eu não estou afim de mais uma vez ficar contando dos nossos momentos, brigas, nem de nada de nós, portando fez meu ano ser um pouco mais feliz e fim. O que você devia saber já sabe e se ainda não sabe, por favor, aquela vez que deixou de me ver para ir ao oculista foi perda de tempo. Tinha medo de não passar de ano, mas me esforcei tanto que consegui muito mais do que esperava. Tinha medo de quando minha raiz começasse a crescer, e eu nem me importo mais de sair com o cabelo meio odulado e sem pentear agora. Tinha medo de te perder, e te perdi. Tinha medo de tantas outras coisas, e no final, com ou sem medo, o que tinha que acontecer, aconteceu. O que eu tinha que fazer, eu fiz. Tomei consciência do melhor na hora pois a situação me obrigou a vizualizar uma solução, não porque planejei com trezentos e sessenta e cinco dias de antecedência. É, amanhã entraremos em um novo ano e eu não desejo uma vida perfeita, coberta de flores e alegrias. Tudo que eu quero é estar de bem comigo mesma. Um feliz 2009 a todos, e um óculos para papai do céus diferenciar as calcinhas rosas das vermelhas! hahaha ..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-8174031412773011768?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/8174031412773011768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=8174031412773011768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/8174031412773011768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/8174031412773011768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/feliz-ano-velho_30.html' title='Feliz ano .. velho!'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-7924545210613331759</id><published>2008-12-28T18:16:00.001-08:00</published><updated>2009-01-22T23:28:07.365-08:00</updated><title type='text'>Quatro meses depois de você, eu de quatro de novo por você. Ou não.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje, após exatos quatro meses do nosso término, trocamos algumas palavras. Tudo bem que não foi do jeito mais caloroso, mas se você não terminou comigo pessoalmente, não era de se estranhar que dessa vez usássemos o mesmo meio. Eu tentei ser a mais seca possível, não por você não merecer toda a felicidade do mundo, mas sim, por eu merecer também. Olha, sei que as vezes, mesmo que você não saiba, pode parecer que eu te odeio, mas é tudo fachada. Se eu ainda conseguisse ter toda aquela coragem, toda aquela esperança, toda aquela fé nos meus sonhos que eu tinha no início, pode ter certeza que essa hora estaria pulando no seu colo. Mas não, eu mudei porque você me obrigou a mudar com a mesma velocidade que me escorraçou da sua vida. As pessoas não acreditam e ouso dizer que nem você levou muito a sério, mas eu sei que o que ainda resta e o que um dia existiu por você aqui dentro, se não é o mais sincero sentimento do mundo, é o mais sincero sentimento que eu já tive. Troquei tantas coisas que eu queria tanto te dizer a tanto tempo por minha única palavra. Sem pontos, sem vírgulas, sem qualquer demonstração de afeto. Desde que você me pediu para aceitar tudo isso e me afastar de você, eu juro, é isso mesmo que eu tento a todo custo, todo dia, a todo momento, a todo instante de nostalgia dos dias mais perfeitos que eu já vivi, mas fique você sabendo que o que eu sinto não vai ser mudado somente por sua vontade. Você não pode me pedir também para deixar de gostar de você, pois se isso fosse possível dessa forma tão simples, pode ter certeza que eu mesma executaria esta tarefa. Ou melhor, esta tarefa já teria sido executada a muito tempo. Eu mereço ser feliz de novo, eu mereço estar bem de novo, não só para conhecer alguém legal, mas também por simplesmente eu merecer estar de bem comigo mesma. Confesso que o nervosismo que eu tive ao ler aquilo, foi mais ou menos como se você tivesse aqui, ao meu lado. Confesso também que olhei durante alguns segundos a sua foto e projetei na minha mente o filme de tudo que um dia nós tivemos. Lembrei que era a sua boca que eu beijava, que era no seu peito e no seu abraço o melhor lugar do mundo, lembrei que os seus braços eram os que me pegaram no colo diversas vezes, lembrei que as suas mãos foram aquelas que me puxavam quando você brigava comigo dizendo que eu não sabia atravessar uma rua direito, lembrei que o seu cabelo era aquele que eu sempre bagunçava só para deixar você irritadinho e por fim, lembrei que a sua bochechinha era minha. Era a minha bochechinha molenguinha que eu gostava tanto de morder. Senti um aperto no peito como a muito tempo não sentia por você. Hoje eu li em um textinho que mandaram para a minha mãe dizendo que a gente nunca pode desistir de quem a gente ama e eu pensei se deveria tentar reverter isso tudo. Tanto tempo já passou e isso poderia ser bom, assim como poderia ser ruim. Poderíamos tentar esquecer tudo aquilo e recomeçar do zero, como o tempo pode ter nos separado de uma forma que nem eu consigo dimensionar. Fiquei parada, sentada na beira da minha cama relendo aquilo por diversas vezes. "Nunca devemos desistir daqueles que amamos.". Não sei se te amo, mas para mim essa frase quer dizer que devemos sempre apostar naqueles que gostamos, e gostar de você eu sei que ainda gosto, e como. Será que eu deveria aproveitar um surto de fraqueza, saudades e coragem no meio da noite para te procurar? Ou deveria me trancar no quarto, forçar o sono e chorar todas aquelas vontades reprimidas simplesmente por saber que na manhã seguinte isso vai ter passado? Sempre passa e sempre volta, eu sei. Mas o que eu queria saber de verdade é se sempre que você passar você vai voltar. É estranho como as vezes a sua existência parece nem ter mais importância, mas é só aparecer algo relativo a você para eu ficar assim remexida e remexer aquilo que eu julgava já estar morto. Você não foi seco, ouso dizer novamente que foi até bem simpático. Ou forçou a simpatia, não sei. Você pareceu feliz por saber que eu não havia te esquecido, mas me pergunto se isso tudo não é um exagero meu simplesmente por ainda, mesmo que só as vezes, te desejar tanto. Respiro fundo, como se tentasse capturar a energia e a força que me falta e fecho os olhos. Espero tudo isso chegar e me balançar. Vou para o lado, vou para o outro, vou para a frente. Espero o desespero chegar e ir embora, assim como sempre faço. Abro meu olhos e continuo no mesmo quarto, na mesma cama, com a única pessoa que se mantém sempre fiel a mim, sempre ao meu lado, sempre me dizendo para "deixar para lá" mesmo sendo correr de volta para você tudo que ela mais quer: eu mesma. Tento mas não consigo conter minhas lágrimas, então olho para o céu como a muito tempo não olhava. Respiro fundo novamente, fecho e abro os meus olhos e digo a papai do céu: "Olha, coloca no meu caminho alguém tão especial quanto ele, alguém que me faça tão bem quanto ele me fez, porque sentir tantas coisas bonitas como essas que eu sinto aqui dentro e ter que ignorá-las ou simplesmente me contentar em transformá-las em textos é desperdício demais. É desperdício demais sentir tudo isso aqui dentro e não poder dar para ninguém."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-7924545210613331759?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/7924545210613331759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=7924545210613331759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7924545210613331759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7924545210613331759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/quatro-meses-depois-de-voc-eu-de-quatro.html' title='Quatro meses depois de você, eu de quatro de novo por você. Ou não.'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6536541012133340289</id><published>2008-12-23T18:16:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T11:29:12.035-08:00</updated><title type='text'>Palavras apenas, palavras pequenas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Dizem que a única forma de não se decepcionar com alguém é não esperando nada do mesmo, mas vamos ser sinceros: a gente sempre tem uma expectativa muito grande perante quem a gente gosta. É algo instintivo, invonlutário, não tem nada haver com falta de auto-realização. O fato é: decepção faz parte. As pessoas tem uma grande mania de posarem de corretas, de companheiras, de as que sabem tudo e que elas sim, tem o maiores problemas, as maiores diversões, os maiores amores e todos os outros superlativos possíveis. É assim com todo mundo. O que a gente realmente aprende com o passar do tempo, e claro, com porradas que a gente toma, não é não se importar, pois sempre doi da mesma forma. A gente aprende a calar e engolir tudo que implora para ser posto para fora. É muito difícil assumir o comportamento errado, a ausência de companherismo a quem realmente merece, a ignorância, a importância alheia, não por maldade, por natureza, e não há nada mais imbecil do que nadar com uma canoazinha contra a corrente natural. Calar economiza palavras ditas inutilmente, desgaste excessivo e irritação, portanto, ser muda na maioria das vezes faz bem. Calar não significa ausência de argumentos, de sabedoria, de razões, muito pelo contrário, só pessoas muito bem preparadas conseguem dizer o realmente básico e impactante. Calar não significa engolir sapos e sim, não transformar sapos em leões. Deixá-los apenas assim como realmente são: sapos. Leões são animais selvagens e viver com algo selvagem dentro de você significa se auto-destruir. Calar não significa permitir, entender ou concordar com o comportamento alheio, e sim, com o seu próprio. O mundo mau, diferente dos de contos de fadas, sempre existiu e cabe a nós calarmos tudo aquilo que grita dentro de nosso ser para que o eco não seja algo muito pior. Se calar por algo que sabemos que será inútil perante nossas palavras não é fácil, pois precisamos aliviar momentaneamente nossa dor, raiva e revolta. Precisamos mostrar o quanto aquilo nos incomoda e o quanto não mereciamos tal fato. Se fazer de vítima, assim como se calar, é algo instintivo, invonlutário e não tem nada haver com falta de auto-realização. Analizando friamente e generalizando todas as situações possíveis, é quase uma certeza que tudo que é realmente essencial não é fácil, portanto, deixo assim, subentendido o sentido geral do texto e chego ao fim com a teoria de sua gênese: palavras demais são sintomas de pessoas sem opiniões sólidas. Me calo por mim, me calo pela minha paz de espírito. Não por falta de vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6536541012133340289?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6536541012133340289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6536541012133340289' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6536541012133340289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6536541012133340289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/palavras-apenas-palavras-pequenas.html' title='Palavras apenas, palavras pequenas'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-863223391353587179</id><published>2008-12-19T21:37:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T22:10:56.328-08:00</updated><title type='text'>Malandro demais se atrapalha! - O que você nem merecia que eu escrevesse</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Enquanto você tá indo, eu tô vindo!". Realmente, vêm tanto que estava ali, no mesmo ponto que eu. Eu, quem você julga tão criança. "Você ainda tem muito o que aprender!". Realmente, devo ter. Não sei. A única coisa que sei é que não é você a pessoa capaz de me ensinar! Apesar de tudo, eu juro, eu continuo levando fé nas pessoas, eu ainda acredito no mundo dos meus sonhos. Perdi a conta de quantas vezes me decepcionei. Na verdade, eu sempre me decepciono pois construo em cima das pessoas expectativas sem certeza de retorno. Mas é o meu jeito, eu só consigo ser feliz assim. Meu jeito? hahaha .. Do que eu estou falando? Você não me conhece. Eu errei, eu sei que errei. Errei por querer te poupar das minhas verdades. Eu sou fresca quando o assunto é pessoas. Uma frase, uma piscada, ou um movimento errado faz o meu nojômetro subir até o nível dois mil e quinhentos e ficar a ponto de explodir, espalhando mercúrio por toda a parte. Mercúrio envenena, mercúrio mata. Peguei nojinho de muitas pessoas e muitas dessas vezes me senti culpada ao mesmo tempo pois, pensei eu, esse meu jeito masoquista, esse meu jeito de adorar uma porradinha, ainda vai me levar ao fim do poço. Te polpei por não achar justo chegar e simplesmente falar: "Oi! Olha só, me irrita você não me olhar nos olhos enquanto fala, você ter um riso mongoloide e ter alguns comportamentos imbecis! Foi uma decepção o nosso encontro! Tchau!". Que monstro sou eu! Que pessoa crítica sou eu! Só enxergo o meu umbigo, que no final das contas, nem deve ser o mais bonito. Eu sei, foi por isso que eu te poupei, mas te poupando eu não fui honesta, nem com você, nem comigo. Eu realmente achei que você sentia aquelas coisas bonitas que falava para mim. Tudo bem, eu cortava uns quarenta por cento, mas colocava a minha mão no fogo pelos sessenta restantes. Eu achei que poderia "dar tempo ao tempo" para surgir aquele tesãozinho de leve por você, só esqueci que era eu quem nunca acreditou no tesãozinho com o tempo. Eu apostei as últimas fichas do meu emocional em você, porque eu achei que poderia cuidar de mim, mas quando você deitou no meu ombro encolhidinho, eu percebi que não seria capaz. Eu queria colo e você estava praticamente no meu. Não dá, cara! Eu sou uma pessoa neurótica demais para ainda ter que suprir as suas paranóias. Você disse que foram poucas as vezes que conseguiu ficar com uma menina mais de duas vezes e isso fez doer o meu coração. Não, eu não posso! Eu tenho que tentar! Se ele é o cara que eu tanto idealizo na teoria, porque na prática eu quero um carrasco? Não, Caroline, para de ser imbecíl! Eu tentei, te juro que eu tentei, mas eu sou tão transparente que te evitava ao máximo, mesmo no fundo não querendo te evitar. Um dia, você cansou. Aleluia! Isso mesmo, me dá um pé na bunda, sai por cima! É isso que no fundo eu quero! Quero sair como a babaca, mas eu mesma não consigo fazer isso! Lembrei então que um dia você me disse que fazia tudo errado e dessa vez, infelizmente, não foi diferente. Em um misto de infantilidade, orgulho ferido e cuzãozisse, como diria o Gustavo, você deixou a sua máscara cair. Faltava tão pouco .. Custava você me enganar só por mais alguns momentos? Te idolatraria pelo resto da minha vida! Mas não, eu adoro me relacionar com homens que fazem questão de acabarem a história como os babacas, não me dando a honra de ocupar o posto que eu tanto almejo. Ô carma, hein? Tudo bem se você não acredita em mim, porque aqui dentro, está tudo nos conformes, porque quando eu deito a cabeça no meu travesseiro de flores roxinhas, os meus sonhos são mais floridos ainda. Eu sei bem quem sou. E você, quem é? Você é o menino fofinho que falava que não ficava com mais ninguém porque se sentia bem comigo, ou aquele que esfregou na minha cara o quanto ingênua eu sou por não perceber que existiam muitas outras? Você é o menino dos beijinhos intermináveis antes de desligarmos nossos computadores e irmos dormir, dos elogios repentinos me fazendo sentir mulher de novo, me fazendo sentir viva de novo, ou aquele imbecil que encontramos em qualquer lugar provando que qualquer coisa é válida para "pegar", "comer"? Palavriado baixo para um pessoa mais baixa ainda. Ele nunca foi o responsável por não estarmos bem. Éramos um pseudo-casal, e pseudo-casais, assim como casais propriamente ditos, são formados por duas pessoas. Você jogava a culpa da sua incopetência em cima de uma pessoa que você mal conhece, ou seja, qualquer coisa, por pior que fosse, poderia te superar. Ele ficou arquivado, mesmo que com alguns borrões, em um passado bonito e gostoso de lembrar, diferente de você, que entregou todo o nosso pouco à inquisição. Decida quem você é, mas não decida por mim, decida por si mesmo. Depois que eu saí daquela sala de cinema, pensei que tinha descoberto porque sua vida amorosa era daquele jeito que você me descreveu, hoje eu vejo que me enganei novamente. Não era só por aquele motivo. Pessoas como você, são tão transparentes quanto eu. Vou te confessar mais uma coisa que ficou pendente: desde que você me contou a história do seu amigo na reserva, eu senti um mal estar de leve com você. Desde que eu olhei para você e percebi que falava sem olhar em meus olhos. "Quem não olha nos olhos enquanto conversa, não é boa pessoa!", já dizia minha mãe! Você deixou passar a pessoa pequena que era, mas eu, na minha grandeza de querer elevar você até o posto mais alto do meu coração, relevei. Assim como relevei tantas outras coisas e me arrependi. Decida quem você é, mas decida longe de mim. Não pense que eu me sinto superior pois não me sinto. Me sinto mais baixa do que você, por ter caído de um ponto tão alto, mesmo que isso não me importe, mas não me sinto inferior. Chegando ao final, quero lhe agradecer por três coisas: obrigada por ter me dado o doce sabor de provar para alguém, que mesmo eu tendo um pouco de magoa, é responsável, juntamente por com outras coisas e pessoas, pelos meus sentimentos, textos, palavras e atitudes mais nobres e bonitos, que o mundo dá voltas, e você sabe sobre o que estou falando. Obrigada por mais um texto, que provavelmente no futuro, fará com que eu realize um grande sonho, mesmo que em cima de alguém tão pequeno. E obrigada por ter me livrado de alguém como você, alguém tão insignifcante, alguém tão venenoso, alguém que eu não quero por perto, antes que eu pudesse entregar tudo de melhor que existe em mim. Como diria o ditado: "Malandro demais se atrapalha!". Texto merda, para uma pessoa mais merda ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma beijoca :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-863223391353587179?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/863223391353587179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=863223391353587179' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/863223391353587179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/863223391353587179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/malandro-demais-se-atrapalha-o-que-voc.html' title='Malandro demais se atrapalha! - O que você nem merecia que eu escrevesse'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6063285737018347691</id><published>2008-12-17T07:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T07:35:24.784-08:00</updated><title type='text'>Minha nada mole vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu sou insuportável, às vezes nem eu mesma aguento ser eu. Eu mudo de humor assim como minhas conhecidas de atuais, e olha que eu daria tudo para ser ao contrário: queria desencanar na mesma velocidade que passo do alegre para o triste ou irritada. Se nem eu mesma me entendo, não me surpreende você não me entender. Eu realmente não sei o que eu quero da minha vida e não posso exigir que você pare a sua por isso. Estar mal realmente não me dá o direito de te tratar mal, concordo com você, mas tente entender que ser eu não é fácil. Tudo isso para mim é um grande desafio. Gostar de novo, me entregar de novo, matar o meu passado e exorcizar os meus fantasmas na velocidade da luz é doloroso, é reviver toda aquela agonia de novo. Seria mais fácil se eu estivesse sozinha para não pensar em simplesmente mais nada além de mim mesma, além do meu próprio bem estar, mas estar com você, muda todo o percursso. Eu sou pequena demais para carregar a responsabilidade de uma vida. Eu não consigo nem carregar a responsabilidade da minha direito ainda. Mas eu juro, eu queria que a gente desse certo. Eu queria sentir friozinho na barriga de novo, eu queria sentir o mundo parar de novo, eu queria sentir aquele tesão todo misturado com carinho de novo, mas pensar no "de novo" me dá medo. Eu sou filha única, eu nunca fui obrigada a dividir nada, e agora, do dia para noite, você cobra de mim uma vida a dois que você mesmo afirma que não existe. Sim, eu sou egoísta com você. Mesmo não querendo ser, eu sou. Eu adoro quando você baba o meu ovo e me faz sentir mulher de novo, desejada por cada milímetro do meu corpo, mas isso não significa que eu vou venerar o chão que você pisa. Pelo menos por enquanto. Eu não consigo porque acima de tudo eu tenho um medo e um repúdio automático sobre tudo que é novo. Sim, eu tenho medo de gostar e me ferrar de novo, e não adianta me dizer que você nunca vai fazer algo ruim para mim por ninguém normal termina, briga ou magoa porque sente tesão nisso. E você é normal, eu sei. Mesmo não querendo cobrar, eu cobro de você uma exclusividade que eu não te dou. Eu assumo, cobro mesmo. Me mordo de ciúmes, não saio com você porém me faz subir pelas paredes quando você sai, mas me entende, nem eu consigo entender porque eu faço isso. Se você quiser ir, pode ir, te dou razão, só não diz que eu estou empacando a sua vida. Por favor, para com essa mania que homem tem de levar tudo ao pé da letra. Eu sei que você não disse que eu empaco, mas se importar quando os outros (lê-se: outrAs) dizem que eu "pago" paixão explicitamente é a mesma coisa, e você sabe. Não, eu não tô querendo marcar território, por mais que eu marque. Sei lá, no meio da madrugada, quando eu acho que só existe eu acordada nesse mundo, me dá uma vontade muito grande de ter você ao meu lado. Me dá vontade de pular no seu colo, de dormir nos seus braços, de te beijar até aparecer aquele céu lindo indicando a transformação da noite em dia e eu sentir aquilo tudo de novo, e eu sentir o mundo de novo. Tudo bem, isso tudo poderia acontecer, mas eu sou estranha e não deixo. Eu sei. É por essa razão então que eu te mando todas aquelas mensagens e se eu deixo explícito o quanto eu queria te ver e implícito o quanto que eu queria que você fosse o novo amor da minha vida com data de validade, é porque às vezes eu tenho vontade de gritar para o mundo o quanto eu me sinto feliz e viva de novo. Quem sabe, isso seja só mais uma prova do meu egoísmo. Você acha que somos parecidos, mas quer saber a real? A gente não tem nada haver. Confesso que o seu jeito é meio estranho para mim, mas como eu sou estranha também, acabo gostando de você mesmo assim. Eu reclamo de você, eu acho que você não me completa, mas é em você o meu último pensamento antes de dormir, mesmo às vezes sendo só um: "Será que eu tô agindo certo?". Eu se fosse você, já tinha me mandado pastar. Ou não, porque eu gosto de sofrer, mas isso não vêm ao caso agora. Tudo bem se você mandar, não vou ficar chateada com você. Só não diz que a culpa é minha, que eu empaco a sua vida, que eu te trato mal, que o que eu falo ou faço te magoa. Você sabe, foi assim que terminou o meu último relacionamento. Não, eu não quero me sentir um monstro de novo. No meio disso tudo, tem muitas coisas legais, sabia? Eu garanto. Tudo bem que eu não sou garantia de nada, mas não custa tentar. Eu sou orgulhosa, eu vou te ignorar mesmo, mas entende, é o meu escudo contra tudo isso que eu desconheço e mesmo assim temo o final triste. Se você quiser desistir, se você quiser acabar o que você fez questão de afirmar que nunca existiu, se você quiser ir, vai. Pode ir, mas me faz um favor: vai de uma vez. Não me mata aos poucos, não me faz ter vontade de não sorrir para a vida logo agora que eu decidi sorrir eternamente. Mesmo a gente não tendo nada, como você disse, mesmo eu sendo esquisita, como eu disse, mesmo a outra merecendo mais você do que eu, como nós dissemos, vai me matar ver você indo e vindo. Vai logo para passar logo a minha dor de cotuvelo também. Ou fica, se você quiser ficar, mesmo sabendo que eu sou assim, meio estranha, meio neurótica e que fatalmente vou fazer algo que você não gosta e estragar tudo mesmo não querendo. No final das contas, que irônia, esse foi, mesmo sem sentir, um texto dedicado totalmente a você. Você sabe que o meu mundo é escrever, você sabe que eu escrevo o meu mundo, e justamente quando você diz que vai, justamente quando você reclama que eu escrevo dele, eu escrevo sobre você. Sim, eu sou estranha. Não, eu não quero ser a coitadinha, mas você não imagina como é difícil ser eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6063285737018347691?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6063285737018347691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6063285737018347691' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6063285737018347691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6063285737018347691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/minha-nada-mole-vida.html' title='Minha nada mole vida'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-1241282564841127121</id><published>2008-12-16T14:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T14:45:32.606-08:00</updated><title type='text'>Provisória ou definitiva, essa é a minha despedida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Faz mais ou menos quatro meses, mas parece que faz quatro séculos. Você disse que estava tudo bem, como uma mãe diz para o filho que vai comprar só para conter aquele escândalo todo, só para não ser mais pertubada e não se sentir mais mal por não poder realizar os desejos de alguém que depende tanto assim dela, e quando eu virei, deu aquele tiro na minha garganta, cuja bala encontra-se ali alojada até hoje: "Espero que você não fique chateada comigo e que possamos ser amigos como antes de tudo isso acontecer entre nós.". Pronto, sua consciência estava limpa agora, mas como diz minha avó: "Não se despe um santo para vestir outro.". Você estava limpo, e eu estava me afundado a cada segundo mais na merda que era a sua ausência. A cena mais triste que ainda guardo comigo, sem nem ao menos querer guardar, foi quando voltei para casa, após ler tudo aquilo. Fiz o caminho inverso do nosso primeiro beijo. Em todos os sentidos. Enquanto nós tinhamos vindo, eu estava indo. Indo de volta para o mundo vazio antes de você. Estava chovendo e eu juro que nunca senti tanto frio. Nem fiz questão de abrir o guarda-chuva, queria me molhar mesmo, queria sentir que eu existia, que eu estava viva, porque parecia que tinham sugado tudo de dentro de mim e deixado apenas a carcaça. Chorei, chorei como tinha vontade de chorar a tempos. A dor de ver você indo trouxe consigo a dor de tudo ao meu redor, a dor de todo o meu passado. Não era um choro por você, de fora para dentro, era um choro por tudo encrustado em mim, de dentro para fora. Me sentia fraca, por olhar para o lado e perceber que eu não tinha mais você, que não tinha mais a minha barra de apoio, mas ao mesmo tempo me sentia forte para gritar, para todo mundo ouvir, ouvir a minha dor. Não, eu não queria sofrer sozinha. Não, eu não queria que me tirassem da minha merda. Eu queria te puxar para a minha merda. Durante tanto tempo eu quis que você percebesse que eu existia, que eu estava ali, que eu estava sofrendo. Fazia de tudo para ser notada e até arrisco dizer que consegui. Mas não, era pouco. Queria que você sofresse. Talvez, você sentisse, mesmo que de leve, tudo isso, mas continuava sendo pouco. Queria que você sofresse, mesmo no fundo não querendo. Você sofrer ou não, não faria as coisas voltarem a ser como éram, mas alimentaria o meu orgulho idiota, a única coisa que me restou depois de sessões de massoquismo humilhante constituidas por telefonemas e mensagens ignoradas. Durante todos os dias que seguiram, eu desejei você de todas as maneiras. Desejei você com orgulho e superioridade de quem quer maltratar, humilhar, desejei você com humildade de quem não se importa de estar por baixo, desejei você perto ou longe, desejei você acompanhado ou sozinho, desejei te abraçar ou te jogar na minha cama. Te desejei sempre, mesmo quando desejei não te desejar mais. Eu ainda creio que nós não morremos. Pela ordem natural da vida, só morre aquilo que nasce e nós fomos apenas um projeto. Nunca projetei em você a paternidade dos meus filhos, mas era nos seus braços que eu queria me aconchegar, era na sua cama que eu queria morar para sempre. Nunca projetei o nosso casamento, mas era o seu sim que eu queria ouvir depois que eu te perguntasse se você aceitava passar o resto da vida comigo. Nunca projetei o nosso final feliz, porque mesmo você tendo odiado quando eu falei, eu sempre soube que não acabaríamos bem, mas era só com você que o meu mundo ficava colorido, era só com você que eu me sentia mulher de verdade. Quando eu te olhava, era impossível não imaginar o dia em que você não soltaria mais a minha mão, o dia em que andaria ao meu lado tão feliz quanto eu por estar ao seu. Te olhar era mágico, era olhar a personificação de tudo que eu sempre quis ter e sentir. Eu não sei se te amei. Se não, cheguei perto. Eu juro. Faltava pouco para eu me entregar por completo, faltava pouco para eu fazer um pacto com o demônio para nunca mais deixar de te querer tanto, porque eu me encontrei justamente quando me perdi por você. Mas isso já faz tanto tempo, ou melhor, mas isso parece que já faz tanto tempo. Hoje eu quis escrever tantas coisas para você, mas justamente por não fazer mais questão de você saber, eu não consegui. Hoje eu consegui encarar com naturalidade a sua presença nesse mundo, a sua ausência no meu, e a sua insignificância de fato. E eu juro, isso não doeu. Hoje eu consegui até rir ao enxergar nas suas fotos aquilo que era impossível a um olhar apaixonado: você como é de fato, você longe de toda a minha idealização. Ver você feliz com seus amigos, ver você feliz sem mim, ver você feliz com outra, começaram a ter o mesmo poder sobre mim que um miojo sabor carne: cansaço. Cansei de comer miojo, assim como cansei de tentar arrumar um espaçozinho na sua vida para mim, assim como cansei de dedicar a melhor parte do meu ser para alguém que nunca soube diferenciar eu achar que ele não valia nada, ou eu tentar me acostumar com o dia em que ficaria completamente perdida sem ele. Tentei tanto ser mais mulher, mais bonita, mais interessante para você voltar comigo, que no dia em que eu não desejei mais seu regresso, eu finalmente constatei que eu era mulher, bonita e interessante demais para você. Não pense que é dor de cutuvelo, é lógica, é magnetismo: um imã de geladeira não consegue puxar para si uma escada de ferro. Se me perguntassem a 4 meses atrás o que eu mais queria, eu responderia: que ele volte. Hoje, eu digo para você, hoje eu digo para o mundo: eu quero ser feliz. Só. Simples. No final das contas, volto a ser, volto a contar com quem na verdade sempre contei: comigo mesma. O meu mundo volta a ser o mesmo, com ou sem você. Mais triste do que o nosso fim, mais triste do que o fim do meu quase amor, seria eu nunca mais conseguir te tratar como você merece, como você naquele dia me tratou: como porra nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijoquinhas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-1241282564841127121?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/1241282564841127121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=1241282564841127121' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/1241282564841127121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/1241282564841127121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/provisria-ou-definitiva-essa-minha.html' title='Provisória ou definitiva, essa é a minha despedida'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-5941221410211701829</id><published>2008-12-14T23:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T23:23:25.211-08:00</updated><title type='text'>O viciado controla o vício</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu menti, eu não deixei de pensar em você um dia se quer. Desde o dia em que eu deitei na cama da minha avó, cansada de tantas conversas sem sentidos de família, e imaginei como seria lindo você ali comigo, me separando desse mundo sem graça que é o meu, eu imaginei todos os dias quando você iria vir para ficar. Eu lembro do quanto eu torci para entrar alguém diferente naquela sala e do quanto decepcionada me senti quando você entrou por aquela porta. Você me parecia meio estranho, meio magro demais, meio sem graça demais, com uma boca meio torta, não sei. Para piorar, com dois dias de convivência você já implicava comigo, fato que se repetiu até a nossa última palavra trocada. Você continuava meio estranho, mas me ouviu com atenção e interesse quando eu cheguei toda vestida de amarelo, feliz da vida e te contei de como tinha conseguido resolver as pendências da minha vida. Que irônia! Acho que só resolvi as pendências para conseguir depender por completo de você. Tinham que mandar nós calarmos a boca, você lembra? Você concordava com tudo que eu falava seguido de um "né?" e eu comecei a achar o máximo te contar dos meus desastres amorosos e ouvir suas histórias sobre meninas profanas. Bom, pelo menos era um estranho legal. Eu tinha a impressão de que te conhecia a anos, porque me sentia tão a vontade com você, tinha uma risada tão sincera com você, que até esquecia que existiam outras pessoas nos ouvindo. Um dia, eu olhei para o lado e nem te achei mais tão estranho, tão magro e com uma boca tão torta. Eu até comecei a achar bonitinho o seu lábio levantar um pouquinho e as suas perninhas fininhas naquelas havaianas do Brasil que durante tanto tempo eu achei o cúmulo da cafonisse. Deus adora me sacanear! Senhor, eu pedi um loirinho, fortinho, de olhos claros e você me manda um moreno, magro que quando corta o cabelo parece o Pink, do "Pink e Cérebro"! Não, erraram o endereço .. Não pode ser ele .. Será? Não, eu que errei. Era ele mesmo. O homem que eu tinha tanto desejado e esperado era o mesmo homem que eu achei tão estranho a primeira, segunda, e terceira vista. A estranha no final das contas, acabou sendo eu, pois poderia ser normal aquela tremedeira toda só de te ver ali, paradinho, esperando só por mim? Enlouqueci com você, ou melhor, você foi quem me enlouqueceu. Você me fazia subir pelas paredes e ao mesmo tempo aquele seu sorriso, aquele seu cafuné, lavavam toda a minha passarela de pensamentos sujos. Se toda drogada se apaixonasse assim, os traficantes iriam a falência. O seu cheiro, o seu beijo, o seu abraço, o seu sorrriso, a sua presença foram as drogas mais pesadas que eu já experimentei. Me tornei uma dependente, me tornei dependente de você e no dia em que terminamos, eu entendi o que é uma crise de abstinência. Tomei consciência da gravidade da minha situação, de como é perigoso depender tanto assim de algo que não dependia de mim, então, resolvi me internar. Me isolar com a minha dor e reconstruir tantos planos que eu, inutilmente, dediquei a você parecia uma boa idéia mas não o objetivo de uma clínica de reabilitação qualquer. Então, foi aí, meio sem querer, que eu descobri o melhor lugar que poderia existir para o meu caso: o meu blog. Deixei completamente de lado as opiniões alheias divergentes a minha, pois foi aqui que eu amenizei e traduzi vários momentos incompreensíveis a corações virgens de um gostar igual ao nosso e consegui trazer você um pouquinho para mais perto de mim, mesmo que fosse obrigada a ver a minha droga se desfazendo a cada linha terminal. Seu aniversário está chegando e eu precisava explicar para alguém, explicar em algum lugar, mesmo que na verdade eu queira explica para você, que o simples "parabéns" que eu te darei, quebrando a nossa dieta de palavras, esconde muito mais do que votos de felicidade. Esconde sorrisos, esconde lágrimas, esconde esperança, esconde uma vida nova, esconde a aceitação do nosso fim, mas acima de tudo, esconde sonhos. Esconde todos os sonhos que eu sonhei por mim e sonhei por você, que mesmo após sua destruição, o esboço se mantém vivo no meu coração, na minha memória, assim como você. Você nunca deixou de estar aqui dentro de mim, eu apenas consegui te colocar atrás de um cordão de isolamento. Te isolei da minha realidade, mas te isolei também de tudo que pudesse romper as lembranças boas que ainda seguem juntas a mim. É esse sentimento puro que me mantém tão viva e superior. Ver você com outra pessoa doi menos do que simplesmente ver você. Ver você acompanhado é consumar pela miléssima vez o nosso fim, ver você sozinho é voltar a me drogar de falsas esperanças. Um ex-viciado é sempre um ex-viciado, mas só se entrega novamente as drogas aqueles que assim desejam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-5941221410211701829?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/5941221410211701829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=5941221410211701829' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5941221410211701829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5941221410211701829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/o-viciado-controla-o-vcio.html' title='O viciado controla o vício'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-2568690928680506397</id><published>2008-12-10T16:48:00.001-08:00</published><updated>2008-12-10T16:57:57.407-08:00</updated><title type='text'>Tô de saco cheio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tô de saco cheio e fico mais de saco cheio ainda quando me perguntam: "Tá de saco cheio de mim?". Não, eu não tô de saco cheio de você mas fico de saco cheio porque depois da sua pergunta eu não posso simplificar minha vida e generalizar minha saturação com um simples: "Tô de saco cheio de tudo!". Não é de uma coisa só, mas não é tudo, nem eu sei direito. Então, por favor, me deixe com o meu simples: "Tô de saco cheio!", obrigada. Tô de saco cheio de ir dormir quando já tá claro e acordar quando tá quase escuro. Meu dia parece que não passa, mas pensando bem, ultimamente não faz diferença se ele passar ou não. É sempre essa mesma merda, é dessa mesma merda que eu tô sempre de saco cheio. Eu tô de saco cheio de tentar salvar navios que estam naufragando. Foda-se, que naufraguem! Se o próprio capitão não se importa, não sou eu quem vai. Pelo menos, tentarei. Eu tô de saco cheio de ser invisível para algumas pessoas. Ei, eu tô aqui! Eu tô aqui, poxa! Não, pera aê .. Não, eu tô aqui embaixo! Não pisa! Ploft .. E sabe o que me deixa mais de saco cheio? Não ser invisível justamente para quem eu daria tudo para ser. Merda! Tô de saco cheio! Tô de saco cheio daquelas janelas pretas do Discovery Messenger subindo, subindo, subindo, me lembrando quantas pessoas insignificates vêm falar comigo e me impedindo de enxergar as janelas de conversas que eu realmente queria enxergar. Tô de saco cheio das minhas fotos no orkut, das minhas comunidades, dos meus scraps, do meu BuddyPoke. Tô de saco cheio de internet, mas por alguma razão meio compulsiva, ou até quem sabe, massoquista, eu não deixo de conectar essa porcaria um dia se quer, nem tenho peito para apertar o "encerrar essa conta". Tô de saco cheio de não sentir aquele tesão, aquela paixão, aquele conforto como quando eu te abraçava. Tô de saco cheio de ainda ficar tonta e me sentir mal quando te vejo, de lembrar com lágrimas de toda essa merda que nós nos tornamos, de sempre fugir de tudo relativo a você e tudo sempre explodir na minha cara, como fogos de artifícios em comemoração a aniversário de traficante. Tô de saco cheio do meu mundo não sumir mais, de inventar todo dia um novo motivo para a minha felicidade, de estar sempre de saco cheio. Mas quer sabe o que é o cúmulo, aquilo que faz o meu saco transbordar? Você! Tô de saco cheio de você! Você tem sorte de "A Favotira" ser só uma novela e a minha chatisse não ser eterna, pois eu juro, te colocaria na lista da Flora. Mataram até a coitadinha da Vilma, uma cachorrinha tão linda! Porque não matariam você, seu cachorro ordinário? Tô de saco cheio de peneirar o que eu vou falar, de balancear os palavrões, de calar o que me angustia. Tô de saco cheio mesmo, e dessa vez quero que o mundo inteiro saiba. Tô de saco cheio dos "se's", "talvez", "quem sabe". Não é e ponto final. Vamos economizar sofrimento. Tô de saco cheio de sempre correr atrás do mundo e ver tantas janelas bloqueadas para mim, tô de saco cheio de nadar, nadar, nadar e morrer no meio do oceano. Morrer na praia? Quem dera eu chegar tão perto. Queria chutar o saco, tem gente que chuta balde, mas no meu caso seria o saco mesmo. Ah, como eu queria .. Mas o meu saco está tão cheio, que por mais que eu tente, bique e esperneie, ele não se move um milímetro. Não tá entendendo porra nenhuma? Foda-se. Entenda o claro: EU ESTOU DE SACO CHEIO. Por favor, olha para mim, penetra nas minhas palavras, entenda as entrelinhas e esvazia o meu saco. É peso demais para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-2568690928680506397?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/2568690928680506397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=2568690928680506397' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/2568690928680506397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/2568690928680506397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/t-de-saco-cheio.html' title='Tô de saco cheio'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-8401493321141155284</id><published>2008-12-04T18:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T12:13:24.439-08:00</updated><title type='text'>O que ainda doi, sem nem ao menos doer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Chego em casa, entro no meu quarto e jogo a bolsa na cama. Tiro meus aneis, meu relógio, minha pulseira, meu cordão, meus brincos. Prendo o cabelo e lavo o rosto. Paro. Fico ali, olhando a água escorrer entre os meus dedos, me lembrando de como o tempo passa rápido e a gente nem tem tempo de se localizar no espaço. Pela primeira vez não foi um sentimento angustiante, pela primeira vez me senti bem e completa sem precisar jogar a responsabilidade disso nas costas de alguém. Mas isso dá medo, então eu choro. Choro porque ser feliz de novo, porque recomeçar, porque tentar enxergar algo no escuro não significa conseguir e eu não quero fracassar novamente. Choro porque não quero fazer com os outros o que fizeram comigo, porque doi a responsabilidade da felicidade de outra pessoa. Tá, eu sou medrosa. Agora me deixe em paz com os meus medos. Hoje eu tive a certeza de que finais felizes nem sempre acontecem, que algumas vezes a gente precisa aceitar o fim. Mesmo que doa, mesmo que sufoque, mesmo que enfraqueça, o fim é a certeza de alguma coisa. É algo concreto, é algo vivenciável, diferentemente de palavras ditas em vão que formam sentimentos e planos em cima de bases de areia. Um dia vem o vento, que por mais que na verdade seja brisa, destrói e leva junto por alguns momentos o chão de quem verdadeiramente gosta. Bobeira é não viver a realidade. Bobeira é alimentar a esperança de desculpas que no fundo sabemos que nunca serão pedidas, bobeira é dar sabendo que será uma doação sem retorno, bobeira é continuar a batalha quando a derrota é certa. Perdemos mais soldados, perdemos mais dinheiro, perdemos, principalmente, mais tempo. Tudo em vão. Hoje, mesmo que com o coração apertado e temor em dizer, posso afirmar que ter lutado tanto pelo nosso retorno foi simplesmente perder coisas em vão. Perdi meu orgulho, perdi litros de água em forma de lágrimas, perdi dias lindos, perdi sonhos e principalmente, perdi tempo. O mesmo tempo que todo dia eu reclamo que me falta, com essa vida agitada de quem ainda se prepara para começar a viver. Perdi, mas não me incomodava de perder se fosse com você. Hoje, quando me deparei acompanhada e com você acompanhado também, eu vi como são vulneráveis os nossos sentimentos. A minha mão estava junta a outra, os meus beijos eram para outro, as minhas palavras fofinhas não eram mais para você, assim como tudo que você fazia não me pertencia mais também. Hoje eu vi que tudo aquilo que foi tão esperado por mim, aquilo que por tanto eu lutei, aquilo que por tanto eu chorei, me angustiei, aquilo que um dia me fez tão feliz, tudo aquilo fico lá atrás, em algum lugar que eu juro não ter o interesse de conhecer. Pela primeira vez não desejei te agarrar, te abraçar e dizer o quanto é ruim a sua ausência, como eu já fiz. Pela primeira vez não morri um pouco por olhar dentro dos seus olhos, os mesmos que ficavam tão bonitos quando você sorria, e ver minha sepultura lá dentro. Pela primeira vez não quis chorar ao ver o homem que eu tanto quis que fosse meu homem com outra pessoa. Pela primeira vez não lamentei os planos que você rasgou sem nem ao menos conhecê-los. Naquele momento, pela primeira vez, eu entendi que a nossa relação vai ser sempre essa. Eu entendi que eu nunca mais vou conseguir olhar na sua cara, eu entendi que toda aquela dor por você ter terminado comigo assim como se termina de comer, simplesmente levantando e indo embora e algumas vezes dando uma gorjetinha como um "mas podemos continuar amigos", aquilo se transformou em nojo, em mágoa, em alergia a falta de hombridade. Se transformou em cimento de orgulho, para que este nunca mais desmorone cada vez que nossos olhares se cruzarem. E você .. Ah, você vai ser sempre um mistério. Nunca vou saber o que de fato passa dentro de ti. Algumas vezes ainda reluto em acreditar que aquele menino por quem eu me apaixonei, aquele menino que tanto me parecia adulto e eu tanto admirava calada, aquele menino que fazia tudo dentro de mim se misturar, aquele menino que eu tanto gostei, que eu tanto desejei que me assumisse assim como eu tanto desejei assumi-lo, eu reluto em acreditar que ele foi aquele fraco, aquele covarde, aquele monstro que me deixou ali, jogada, sem nada. Sem orgulho, sem amor próprio, sem sonhos. Aquele que me deixou derrotada numa cama por diversos fins de semana, aquele que me deixou mal somente com a prórpria presença. Eu nunca vou saber quem foi e quem é aquele homem que eu tanto desejei no início, no meio, no fim e algum tempo após o fim. Essa é a única realidade que eu não consigo aceitar, mesmo que já nem me importe aceitá-la ou não. É a única coisa que algumas vezes me angustia, me doi, sem angustiar e sem doer. É a única lembrança que eu tenho, sem deixar de ter todas as outras. Mas, por fim, é o único motivo pelo qual nós olhamos para trás naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-8401493321141155284?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/8401493321141155284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=8401493321141155284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/8401493321141155284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/8401493321141155284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/12/o-que-ainda-doi-sem-nem-ao-menos-dor.html' title='O que ainda doi, sem nem ao menos doer'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-1527500998524476914</id><published>2008-11-23T12:05:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T14:16:06.293-08:00</updated><title type='text'>A minha velha mania de não te engolir</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Você vai embora aos pouquinhos, tão devagarzinho que eu nem percebo. Cada dia vai um pouquinho para mais longe, cada dia sua insignificância aparece um pouquinho mais, cada dia os cheiros, os gostos, as lembranças perdem um pouquinho mais da importância que um dia, não muito distante, tiveram. Ver você ir embora é como tirar sangue: eu sei que não vai doer, que vai incomodar só na hora, mas eu insisto em me contorcer, em fechar os olhos na esperança daquilo sumir, em enrijecer todos meus músculos (inclusive o coração) e só conseguir que aquela dor, que seria momentânea, se torne algo insuportável. Não é interessante a idéia de ver algo tão vital ser retirado de mim sem a minha autorização, mas não é algo tão horrorosso assim. É natural. Tiraram o meu sangue, assim como me tiraram você, mas eu continuo aqui. Não existem marcas, não existe nada que explicite a sua ausência, a não ser a minha mente massoquista e artística que a todo o momento "re-mastiga" o que já deveria ter sido digerido. Eu fico aqui, no meu cantinho, na companhia de tudo aquilo que você não quis e isso já não doi mais. Me acostumei em ter que transformar meus olhos em binóculos, assim como tinha me acostumado em transformá-los em queima de fogos quando te via. Chorei, lutei, esperniei como uma criança faz quando não tem seus pedidos atendidos, mas assim como ela, fui vencida pelo cansaço, fui vencida pelo sono e quando acordei alguém já tinha levado o meu brinquedo tão desejado para longe. Porém, as lojas não perdem tempo, me oferecem milhares de modelos iguais ao que eu perdi e até alguns super lançamentos. Mas esquecem que eu sou uma criança. Eu quero o meu brinquedo antigo, mesmo que não em sirva mais, só para não ter aquela sensação de vazio, de perda. Eu quero ter você aqui só para pôr na minha estante, só para não me sentir tão abandonada, tão desprotegida, mesmo que com ou sem você, eu seja a mesma vulnerável de sempre. Doeu, mas não doi mais. Ou melhor, doi às vezes, mas é mais poético dizer que doi sempre. É mais poético dizer que o amor abandonado espera para sempre. É menos frustrante dizer que tudo aquilo que um dia foi dito ou feito não se perdeu no tempo, mesmo que até nós mesmos tenhamos nos perdido no meio dessa confusão toda. Mas tudo bem, eu me acho aqui, no meio de tantas coisas que no fundo, me lembram você. Me acho na melodia das músicas, no telão das minhas lembranças, nos cheiros dos perfumes, na contagem dos dias. Eu me sinto bem no meio disso tudo, sem dar um passo se quer para trás. Sei bem sobre nossos respectivos lugares. O meu lugar é aqui, envocando o seu espírito todas vezes que eu precisar de algo que preencha esse vazio que você deixou, que me dê inpiração para eternizar tantas sensações, e o seu, é do outro lado da rua, com outras pessoas, ao lado de, quem sabe, outra garota mas sempre com essa cara de quem sabe que poderia ter sido mais. Você poderia ter sido mais não só para mim, você poderia ter sido mais para si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-1527500998524476914?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/1527500998524476914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=1527500998524476914' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/1527500998524476914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/1527500998524476914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/11/minha-velha-mania-de-no-te-engolir.html' title='A minha velha mania de não te engolir'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-4416037472250980983</id><published>2008-11-16T19:02:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T17:17:58.798-08:00</updated><title type='text'>Dez minutos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu não te esqueço porque você mandou eu te esquecer e eu me recuso a fazer tudo que você quer de novo. Me recuso a abaixar a cabeça, me recuso a ser obediente. Eu gosto da nossa história desse jeito. Eu gosto que ela tenha muitos "porém's", muitos "se's" e muitas coisas mal resolvidas, porque assim, a gente ainda se mantém ligado de alguma forma e eu não sou obrigada a agir como se fosse sua amiguinha. Amiguinha agarra amiguinho? Não, né? Que péssima amiga eu seria para você! Eu gosto de você não ser indiferente a minha presença, mesmo que para isso, algumas vezes, eu tenha que combater a revolta de todas as coisinhas mal resolvidas aqui dentro de mim. Mas eu consigo, eu sou capaz! Eu venço uma a uma, diariamente. Venço as lembranças, venço os cheiros, venço os gostos, venço as pessoas, venço tudo relativo a você e assim, consigo viver. Consigo estampar um sorriso, consigo cumprir minhas obrigações, consigo esquecer que você existe por alguns momentos e consigo até amar por meia hora outros homens por aí. Eu não quero saber nome, eu não quero saber idade, eu não quero saber como é o rosto, muito menos o número do telefone. Eu quero só que ele faça direitinho para quem sabe eu perceber que o melhor beijo e o melhor abraço não são os seus. Eu não quero andar de mãos dadas, eu não quero ver filme abraçadinha, eu não quero nenhum programinha de casal. Eu não quero depender de toda essa porcaria que no fundo não é minha. Pertece a outra pessoa que um dia vai embora e leva tudo junto, me deixando aqui, parada, acabada, com um mundo inteiro ainda para enfrentar. Mas eu não resisto, meu extinto é mais forte e eu acabo sabendo o nome, a idade e até o número do telefone. Você não gostava de mim, nem eu de você. Pronto. Estava com você só para satisfazer essa minha necessidade imbecil de me entregar, de gostar, de viver um conto de fadas com data de validade. Eu sou assim, eu gosto de sofrer. Eu gosto de remoer, eu gosto de catucar a ferida até ela sangrar, só para eu não parar de vomitar no papel todas as coisas que você implantou dentro de mim mas que não tiveram tempo de crescer, nem de gerarem frutos sadios. Só esses com veneno mesmo, que percorrem cada milímetro cúbico do meu sangue quando eu vejo algo relativo a você e vão me matando aos pouquinhos, vão me enfraquecendo devagar, só para dar tempo de eu sobreviver e sofrer outras vezes a sua ausência. Às vezes a menina ingênua volta e escreve com lágrimas nos olhos muitas coisas para você, pensa em te procurar, pensa até em te agarrar de novo só para você não ter saída. Afinal, ela teme mais um não. Ela é sua serva, ela é totalmente dependente de você. Mas aí a mulher decidida chega e te manda para puta que pariu! Ah, ela mandou um recado: FALA NA CARA, SEU BOSTA! Pronto, a mulher decidida vai embora e junto vai toda a minha pseudo-aceitação do nosso fim. Não tem mais mulher decidida, nem menina inocente, é só a Caroline mesmo. Aquela Caroline que ficava pequenininha nos seus braços, aquela Caroline que toda hora te lembrava do quanto você era especial, aquela Caroline que mal se aguentava em pé na primeira vez que ficou com você. É só ela, é só ela que está aqui escrevendo. Sem máscaras, sem escudos, sem armas. Ela está aqui, nua, como você nunca viu. Ela só quer respirar um pouco fora de toda essa confusão que você fez, por isso ela escreve tantas coisas um tanto quanto sem sentidos. Ela já nem quer mais que você volte, mas lembra quase todos os dias de você indo embora. Vamos ser sinceros? Nem ela se entende. Ela só se entendia com você. Ela só entendia que esperou a vida inteira para sentir o que sentia respirando bem perto da sua nuca, ela só entendia que o lugar dela era ao seu lado. Fora isso, ela não entende mais nada, principalmente que ela tem que se acostumar com a idéia de que tudo que ela entendia, ela entendia errado. Não é fácil ser a Caroline. Não é fácil te querer tão profundamente por dez minutos e depois ver você se transformando em fumaça, se desperçando no ar, indo embora tantas vezes mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-4416037472250980983?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/4416037472250980983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=4416037472250980983' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4416037472250980983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4416037472250980983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/11/dez-minutos.html' title='Dez minutos'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-2970900578519658089</id><published>2008-11-08T14:00:00.001-08:00</published><updated>2008-11-14T06:19:34.738-08:00</updated><title type='text'>O sem sentido com mais sentido possível</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Todo dia, sem que você se quer perceba, eu tento te machucar. Eu escuto tantas músicas tentando encontrar nelas aquelas frases inteligentes e me convencer de que eu sou areia demais para o seu caminhãozinho de plástico, eu lembro de tudo que você me dizia e fazia e digo a mim mesma o quanto você é criança, bobo e ridículo, eu conto para as pessoas tantas coisas sobre você porque eu tenho uma necessidade muito grande de queimar o seu filme, de fazer você me odiar, de tentar te machucar nem que seja um pouco. Mas sabe, eu só quero queimar o seu filme para nenhuma conhecida minha querer você e eu não ser obrigada a falar com você como se não estivesse me importando, eu só quero que você me odeie, eu só quero te machucar porque é a minha forma de dizer: "Ei! Olha para mim! Eu estou aqui, cara! Estou aqui no mesmo lugar em que você me deixou!". Eu não gosto de gostar de você dessa forma estranha porque no fundo eu não quero nada disso, no fundo eu quero que você fique bem, mas ver você bem, doi bem mais em mim do que simplesmente ver você. Eu não queria gostar assim, com essa necessidade tão grande de te machucar, na real eu tenho medo de te machucar, mas eu quero tanto ver você sofrer, eu quero tanto que você implore minhas desculpas, que todo dia eu tento. Mesmo tentando de uma forma que eu sei que não vai te machucar. É como querer te dar uma surra e fazer isso com as minhas próprias e fracas mãos. Te querer assim me faz muito mal, até porque eu nem sei se eu ainda te quero. Acho que vou me rasgar, acho que vou explodir. Você não faz idéia de como é angustiante brincar de adivinha comigo mesma só para tentar descobrir onde você foi, como é angustiante ver você se divertir com seus amigos, como é angustiante querer te encontrar toda hora só para você ver o quanto eu sou linda, legal, divertida e ao mesmo tempo andar me escondendo por saber que você vai ser indiferente e isso vai me deixar mal depois, como tantas vezes me deixou. É angustiante ver as meninas que você já ficou. Que inveja eu tenho delas! Elas foram escolhidas, você desejou estar com cada uma delas. E eu? Eu que te escolhi, eu que desejei estar com você. A propósito, a primeira providência que eu tomei quando você me deixou foi cortar o meu pau. Não quero mais ser o homem da relação. Você nem é mais tudo isso, eu já nem tremo todas as vezes que te vejo, eu já consigo me divertir e não ter vontade de chorar a sua ausência, mas toda vez que algo qualquer me deprime eu penso em você só para conseguir chorar aquele choro longo e profundo por você. Aquele choro que parece que vai te deixar desidratada. Acho que sou maluca. Eu adoro sofrer por você. Mesmo que na sua concepção "eu e você" não exista mais, aqui dentro de mim, eu vivo como se ainda vivessemos juntos porque sempre achei muito triste ver as pessoas indo embora. Mesmo tendo visto você virando aquela esquina para nunca mais voltar, eu acho muito mórbido simplesmente te esquecer como se nada tivesse acontecido. Mas não, eu não acho mórbido querer te machucar. Eu quero te machucar só para, quem sabe, você depender de mim e eu poder te abraçar de novo, te proteger do mundo, te colocar no meu colo e te dizer: "Tá vendo? Sou eu quem gosta de você de verdade, é comigo que você vai ser feliz!", mesmo achando que não poderia cumprir isso. Eu queria tanto te abraçar e dizer que sinto a sua falta de novo, só pra você segurar o meu rosto e me dar aquele beijo novamente, mas talvez eu aproveitaria a oportunidade para te dar um chute no saco e fazer você cair gemendo de dor. Viu como doi, desgraçado? E foi só um chute no saco, imagina se eu tirasse algo muito mais vital de você do que esse seu brinquedinho que eu nem sei se você usa? Eu queria te agarrar, eu queria te jogar na minha cama, eu queria te beijar até tirar o seu ar, só para ter o prazer de quando você estivesse bem empolgadinho, levantar e ir embora, sem nem ao menos olhar para trás. Igualzinho como você fez: ir embora e nem olhar na sua cara. Eu tento toda a hora fazer você me notar, fazer você me olhar, mas de verdade, eu não queria que você me notasse e nem me olhasse. Eu não queria nutrir mais esse sentimento estranho por você, mas não dá, é mais forte do que eu. Eu queria tanto pegar um amiguinho seu de jeito, eu queria tanto que ele ficasse de quatro por mim, eu queria tanto que ele falasse sobre o quanto eu sou maravilhosa durante milhões de horas para você, mas eu não o faria, porque não quero você tenha de mim uma imagem diferente do que a da menina que presta. Não queria não prestar com o seu amigo, eu queria não prestar com você e dessa vez nem seria no sentido de te machucar. Sofre um pouquinho por mim vai, só um pouquinho. Diz que seu mundo anda meio sem graça, tipo o meu quando você foi. Diz? Agora que você está sofrendo bastante, esquece tudo que eu disse. Eu não quero que você sofra. Vamos fazer um acordo? Eu acabo com o seu sofrimento e você me dá um beijo de acabar comigo. Acaba com essa vontade que eu tenho te de machucar, é só você voltar atrás. Juro que se for agora, eu corto as correções, os juros e nem faço doce. Eu gosto tanto de você ainda que chego até a te odiar. Te odeio porque é mais fácil não gostar daquilo que não se pode ter, é mais cômodo e eu adoro me acomodar. Adoro manipular as situações para vantagem própria, assim como querer acabar com a sua dor, esconde no fundo a vantagem de ter você de novo. Mas você não sofre. Mas você não quer fazer um acordo. Mas eu nem sei se gosto mais de você, afinal, eu adoro me acomodar. Mas sei lá, eu gosto desse joguinho de "olha ou não olha", "disfarça ou não disfarça", "subentendido ou claro". Eu gosto de te odiar, só porque não gostar de alguém, não ter inspiração para escrever frases legais, não ter em quem pensar nas músicas, filmes e situações românticas, é muito mais triste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijoca :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-2970900578519658089?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/2970900578519658089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=2970900578519658089' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/2970900578519658089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/2970900578519658089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/11/o-sem-sentido-com-mais-sentido-possvel.html' title='O sem sentido com mais sentido possível'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6948916937395402815</id><published>2008-11-07T19:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T09:10:21.376-08:00</updated><title type='text'>Sem tesão não dá</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Incrível essa capacidade que eu tenho de transformar até a ida para um barzinho com os amigos em motivo de textos. Juro que eu não gosto de ser assim, juro que eu não gosto de dentro da minha mente analizar tantas coisas aparentemente banais, juro que não gosto de não conseguir relaxar e aproveitar, como dizem, cem por cento de tudo que eu faço, mas eu sou assim né? Acho que me aceitar já é uma página virada. Eu vi tantos casais hoje, vi tantas pessoas conhecidas (até aquelas que eu daria tudo para não ver) acompanhadas, vi tantas pessoas se atracando como animais .. Enfim, vi tantas pessoas felizes, de acordo com suas respectivas concepções de felicidade, com outras pessoas que tenho que admitir: me deu uma pontinha de inveja. Mesmo que não seja por necessidade e sim por opção, foi meio triste ter consciência de que eu estava lá sozinha. Tudo bem, eu não estava infeliz, muito pelo contrário, mas me senti um pouco triste. Quando minha cabeça já estava girando e trabalhando para acabar com a minha noite, quando meu ânimo estava chegando ao nível zero e quando meus olhos começaram a arder, eu lembrei dos motivos que me levaram a aquela situação. Eu já tive algum tipo de relacionamento, mesmo um "oi, seu cabelo é bonito" e partir para o abraço, com garotos MA-RA-VI-LHO-SOS! Daqueles que você olha e diz: "Uau! Que gato!", mas confesso que nem tinha graça ficar com eles. Tá, assumo! Eu já tive algum tipo de relacionamento, mesmo um "oi, seu cabelo é bonito" e partir para o abraço, com garotos muito feios também. Feios e sem graças, o cúmulo dos cúmulos. Se você é feio, por favor, ou tenha charme, ou seja legal. Pode ser os dois também. Já fiquei ao lado de alguém por me sentir na obrigação com os sentimentos da outra pessoa, já fiquei só para fazer lista, já fiquei porque a pessoa era legalzinha, já fiquei porque me senti na pressão de, já fiquei por carência. Em todas essas vezes e outras que fatalmente me fogem da memória agora, eu me senti o mais horrível monstro do mundo! O que de fato acontece é que sem tesão não dá! Nada dá! Em todos os sentidos, de verdade. Nos relacionamentos, na vida profissional ou escolar, na vida pessoal sei lá. Tesão, por favor! Tesão não está ligado a um rostinho bonito, a uma roupa legal, a um papo interessante, muito menos a piedade, tesão é um conjunto, um aglomerado. Confesso, como tantas vezes já o fiz, que os garotos que tiraram o meu chão não tinham o padrão de beleza. Mas eles tinham charme. Alguma coisa mágica quando eu os encontrava, o coração desesperado, a cabeça girando, o jeito de falar ou andar, o sorriso tímido ou escrachado, o jeito de me tratar, o jeito de se ajeitar, os assuntos certos nas horas certas, ter a capacidade de me fazer rir principalmente com coisas meio retardadas, a vontade de colocá-los dentro de mim e protegê-los de todo o resto do mundo, o desejo de agarrar e nunca mais soltar, de estar junto o mais próximo possível, enfim, sentia o famoso tesão em ficar com eles. Alguma coisa diferente neles fazia eu ficar doidinha. Essas pessoas modernas aí estam com essa moda de ferormônios agora, mas eu continuo votando no tesão. Já passei da fase de me contentar com dois beijinhos e um tchau, mereço mais. Não vejo mais graça em ficar por ser bonito, para fazer lista ou qualquer outro motivo idiota como estes, agora só com tesão. Não é necessariamente gostar, mesmo que esteje interligado, mas sim ter aquele frio que percorre todo o corpo, aquele enjoo, aquela tremedeira, aquela sensação de que o mundo diminuiu. Não acho que ficar por ficar seja errado, e nem vou cruzificar quem o faz porque eu adoro me trair, mas é uma coisa que eu evito a todo o custo agora. Não virei lésbica, não sou retardada, nem estou encalhada, muito pelo contrário, depois disso recebi muito mais valor. Apenas penso que não me sentiria bem em estar abraçada naquele bar com um "Zé Ninguém", penso que contaria os segundos para ir embora e pensaria zilhões de vezes se aquilo realmente estava me fazendo bem. Creio que as pessoas podem não se interessar a primeira vista mas começar um relacionamento sem o mínimo de tesão é pedir para não ir a frente. Não consigo e nem quero. Mas eu pago um preço caro por isso. Eu me apego demais, alguma vezes me sinto carente, na maioria das vezes fico de vela e demoro para desencanar de alguém, porém tudo isso é compensado por aquele beijo realmente esperado. Voltei a mim naquela mesa de bar, um pouco incomodada ainda, mas consciente da minha opção de vida. Eu sei que você existe. Eu sei que o homem que vai realmente me tirar do sério, que vai ser compatível com o que tem que ser compatível em mim, que vai bater de frente comigo só porque ser feliz toda hora cansa, que vai me dar os beijos mais gostosos, que vai fazer com que eu não saiba diferenciar o céu dos seus braços existe. Sei que ele não vai aparecer se eu não me permitir, mas sei também que ele não vai aparecer em meio ao meu desespero. A única coisa que eu sei e posso dizer enquanto ele não vem é que sem tesão não dá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Beijos com sono :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6948916937395402815?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6948916937395402815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6948916937395402815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6948916937395402815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6948916937395402815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/11/sem-teso-no-d-caroline-novais.html' title='Sem tesão não dá'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-3153776579377452510</id><published>2008-11-04T16:32:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T09:11:11.489-08:00</updated><title type='text'>Seu modelo, meu molde</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu queria escrever tantas coisas, mas acho que por querer escrever tanto, eu não consigo escrever nada. Assim como alguém que quer fazer tudo de uma vez e no final não faz nada direito, eu quero escrever sobre tantos sentimentos juntos que eles acabam se misturando e o que já era difícil de ser explicado, se torna inlegível. Eu queria abraçar o mundo de uma só vez, eu queria viver todas as emoções que o destino guarda para mim, eu queria gritar até perder a voz, mas posso me contentar, pelo menos por enquanto, em ficar só aqui escrevendo. Eu queria alguma coisa que me tirasse do sério só pra eu tirar de mim essa necessidade de relacionar tudo que é bom a você, e tudo que é ruim a sua ausência. Eu não queria imaginar o quanto é divertido ficar com você, o quanto é legal ver a sua relação com seus amigos, o quanto seria lindo e quantas coisas lindas poderíamos fazer juntos porque tendo motivos pra te odiar, fica mais fácil não te venerar tanto. Eu não sou tão forte quanto pareço e aposto que você sabe disso também, pois se não soubesse, não faria tantas coisas com a certeza de que eu voltaria atrás. Safado. Pronto, bem mais fácil desacelerar meu coração agora. Eu não queria, juro, dedicar tantos textos ao homem que me deu um "pé-na-bunda". Porque não assumir? Infelizmente para você, foi o seu pé na bunda que me empurrou para estar aqui, conseguindo pela primeira vez extravassar o que eu sinto sem gritar, sem chorar desesperadamente, sem chutar mesas. Apenas, escrevendo. Eu não queria acumular todo mês meses sem você, eu não queria perder o interesse por coisas superficiais só porque você me ensinou o que é intenso de verdade, só porque você me ensinou que o que na verdade eu esperei toda a minha vida não foi ser independente, mas sim, depender tanto de gostar tanto assim de alguém. Eu não queria ignorar a gente, mas pensando bem, ignorar a gente é uma forma de ignorar o quanto você me abala e isso faz com que, mesmo só por um momento, você não me abale tanto. Acho que de tanto brincar de esconde-esconde com a verdade, eu não consigo mais encontrá-la e você, de fato, vai começando a não significar nada. Volto ao ponto de partida, volto a me acomodar com a realidade e assim, tiro de mim a marca mais significativa que tinha de você. Com você eu arrisquei, com você eu me desacomodei. Deito em minha cama e fico olhando, quase em estado amebal, para o meu teto rosa. Muito mais fácil me cobrir até a cabeça do que virar para você e falar: "Oi, tudo bem?". Simplesmente espero passar, mesmo que demore. Afinal, quando passar, vai passar a vontade de te falar "Oi, tudo bem?" também. E assim, mais uma vez, eu passo um corretivozinho na verdade e ela não parece tão feia e angustiante. Hoje eu adormeci na mesa da escola, mas foi um sono bem levinho, pois sonos profundos eu só tinha quando sabia que mesmo acordada eu iria poder te encontrar em algum lugar diferente dos meus sonhos. Hoje eu adormeci e quando dei por mim, percebi o meu riso bobinho só por estar pensando em você e ignorando o nosso fim. O mundo então, ficou muito mais colorido. Muito mais até do que quando eu deitei e fiquei olhando o meu teto rosa, os meus imãs coloridos, as minhas fotos felizes. Por um momento eu não desejei te esquecer tanto, por um momento eu não me esforcei tanto para te odiar mais ainda e pude, depois de muito tempo, ter um pouco de paz comigo mesma. Que me permitam plagiar uma frase de uma música: "Eu estou pensando em você, pensando em nunca mais pensar em te esquecer, pois quando penso em você é quando não me sinto só!". Pensar em você sem o meu escudo de mágoas é me sentir preenchida da época que você me fez o ser mais completo do mundo e ao mesmo tempo deixar você ir embora devagar, naturalmente. Me separar de você doeu por você estar grudado tanto assim em mim, doeu como se puxassem meu útero pela boca e arrancassem num só puxão. Deixar você ir é ao mesmo tempo me permitir voltar. Talvez eu não tenha que forçar motivos para te odiar tanto, nem maquiar tanto a verdade para eu me acostumar com ela. Talvez eu tenha só que encarar te encarar com indiferença, mesmo sem querer fazê-lo, e não me culpar por sermos dois estranhos agora. Talvez, se você ainda estivesse comigo, eu não teria tantos motivos para romantizar tantas coisas sem motivo. Nós somos interessantes porque não tivemos um fim feliz, nós somos interessantes porque eu posso sentir o nosso fim do jeito que eu quiser e principalmente, nós somos interessantes porque uma história mal resolvida pode ser resolvida de várias maneiras, várias vezes, durante muito tempo nas nossas próprias mentes, o mesmo local onde eu fiz de você o homem perfeito, e você fez de mim um capítulo encerrado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-3153776579377452510?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/3153776579377452510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=3153776579377452510' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3153776579377452510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3153776579377452510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/11/seu-modelo-meu-molde-caroline-novais.html' title='Seu modelo, meu molde'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-465519620247795192</id><published>2008-11-03T15:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T03:24:14.487-08:00</updated><title type='text'>A volta do que, quem sabe, ainda não foi</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Está chovendo. As gotinhas de chuva começam a molhar o vidro do carro, uma a uma, caem timidamente. Focalizo uma que de repente é derrubada pela força de outra que acaba de chegar das núvens. Forte, independente, indiferente. É assim que eu me sinto quando a gente se encontra: tão pequenininha e tão estraçalhada por tanta força, tanta independência e tanta indiferença. A gente fica ali parado, no meio da chuva. Eu com o meu guarda-chuva companheiro por causa do cabelo e você falando no seu celular, andando de um lado para o outro impaciente, provavelmente querendo saber quando a sua mãe ia chegar para você fazer com que ela se livrasse mais uma vez de mim. Eu olho para o lado, disfarço, confiro as horas. Faço qualquer coisa para não olhar para você e perguntar: "Ei, quer ficar aqui comigo debaixo do meu guarda-chuva?". Mas não, prefiro ver você sendo molhado do que me molhar de lágrimas depois pelo seu provável não. Não quero olhar para o espelho depois e falar: "Sua imbecil, você estragou tudo!", prefiro deixar você ali. Alguma coisa orgulhosa, boba e criança dentro de mim se sente feliz e realizada pelo meu pseudo-abandono. Sim, o que ela mais quer e te deixar ali, sozinho, abandonado e na chuva, igualzinho como eu fiquei no dia em que a gente terminou. No dia em que o orkut me comunicou a sua decisão. Diga-se de passagem, não sei quem foi mais ridículo: você ou o meio que você usou. Voltei para casa sozinha, abandonada, na chuva e triste. Muito triste. Mas você não ficou triste com o meu pseudo-abandono. Você nem notou. A gente fica ali parado, fingindo qualquer coisa para fingir que não notamos um ao outro, fingindo que nunca tivemos nada. Mas quer saber? A gente finge muito mal. Fingimos muito mal na chuva ou em qualquer outro lugar. Fingimos muito mal principalmente para nós mesmos: você fingi que acha que está certo e eu finjo que nem me incomoda mais aquela situação. Ainda bem que não ganhamos a vida atuando. Estamos a uma distância teoricamente significativa um do outro mas ao mesmo tempo estamos tão perto. Na prática, o que acontece é que esse peseudo-vazio entre nós está recheado de sentimentos mal resolvidos, mágoas, incomodo, disfarces e principalmente orgulho. Muito orgulho. Tanto orgulho que faz com que nós nos aproximemos mais e ao mesmo tempo fiquemos mais e mais distante de um final feliz. Eu dou uma olhadinha para você, assim, como se fosse sem querer e tenho tanta vontade de pegar a sua mão, por no meu peito e te mostrar como o meu coração ainda acelera quando eu olho para você, mas talvez trocaria pela possibilidade de te dar um chute no saco e fazer com que todos os seus futuros relacionamentos estejam comprometidos. É, quem sabe. Odeio ver tudo isso que a gente se tornou mas no fundo eu gosto de saber que mesmo desse jeito ruim você ainda nota a minha existência, gosto de ver que você nunca se aproxima das pessoas quando elas estam perto de mim, isso mostra que eu ainda causo alguma coisa em você, mesmo que seja esse repúdio. As badaladas do seu relógio de orgulho anunciam que é meia noite, então você entra para que, quem sabe, eu não perceba o quanto você se esforça para mostrar que nem lembra da gente, que nem lembra da garota que "tavez foi a mais especial que você conheceu". Será que você lembra? Ou esqueceu assim como esqueceu de todas as coisas que você me prometeu? Podia entrar, ir atrás de você, te agarrar, chutar seu saco ou qualquer outra coisa que mostrasse o quanto a sua presença me angustia, mesmo que você não me seja mais vital. Mas não, prefiro continuar com o meu guarda-chuva. Incrível como é só você desaparecer para tanta dor e mágoa desaparecerem também. Me sinto bem de novo, me sinto feliz de novo, me dá até vontade de cantar. Celebro a sua ida, assim como celebro todas as vezes que nós entramos nos nossos respectivos carros e nos livramos das nossas próprias presenças e convívios semanais forçados. Você cortou o cabelo, você estava com uma blusa que já tinha usado comigo, você provavelmente está em outro relacionamento, você me deixa com uma pontinha de ciúmes falando com outras meninas, mas quando eu entro no carro, deixo tudo isso do lado de fora. Você nunca me pertenceu, então, não é agora que vai. Cruzo minha pernas, me acomodo no banco, me separo de todo esse mundo com um fone e fico ali, olhando as gotinhas derrubarem umas as outras. Você é um terremoto que faz estremesser todas as minhas certezas e memórias. Faz com que o meu coração trema na mesma velocidade, com que o meu corpo acompanhe e o meu cérebro seja mais rápido ainda para não deixa nada disso a amostra. Mas, quem sabe, eu seja uma brisa. Quem sabe eu te toque suavemente e nunca te deixe esquecer daqueles dias, daqueles beijos, daquele quase amor. Aquele quase amor que você abortou, aquele quase amor que seria somente seu, aquele quase amor que as vezes se vira na tumba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijocas :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-465519620247795192?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/465519620247795192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=465519620247795192' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/465519620247795192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/465519620247795192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/11/volta-do-que-quem-sabe-ainda-no-foi.html' title='A volta do que, quem sabe, ainda não foi'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-4911995163034165606</id><published>2008-11-02T08:22:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T09:12:04.357-08:00</updated><title type='text'>O começo pelo fim</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Agradeço por ter mãos, inspiração e coração para conseguir aliviar todas as emoções que formam o meu ser. Tanto as boas emoções que me dão mais força para ir até onde eu quero chegar, quanto as que me empacam, que me tentam para eu desistir no meio do caminho. As primeiras eu escrevo para eternizar, as últimas eu escrevo para matar. Escrever deixo de ser um refúgio para minhas desiluções amorosas, deixou de ser uma forma de justificar minha existência após o suposto fim do mundo e passou a ser uma forma de dizer o que não diria normalmente e fazer as pessoas saberem do que não teriam interesse de. Escrever é agora tão necessário para mim quanto respirar para minha existência. Não queria dedicar mais um texto a você, não queria mais uma vez espalhar tudo aquilo que eu quis tanto um dia te dizer mas que você não permitiu, não queria mais uma vez fazer com que você se sinta, mesmo sem saber, uma pedaço importante de mim, mas é necessário. Obrigada. Obrigada por ter me feito tão feliz, obrigada por ter tirado a acomodação com o passado de mim e ter me feito enxergar e amar um mundo totalmente novo quando eu já nem lembrava de como era a sensação de algo assim. Hoje eu posso lembrar com um sorriso, mesmo que misturado com algumas lágrimas, de tantos momento bons e por um pouco de alegria no que eu escrevo. Obrigada por ter tirado um pouco da menina inocente que eu era, mesmo que eu não me julgasse dessa forma, e ter feito com que eu tivesse tanta vontade de te agarrar, te beijar, te apertar, te morder e fazer com que de alguma forma você se misturasse com a minha pele, se misturasse comigo e quem sabe nós poderiamos estar um pouco ligados para sempre, mesmo que o nosso para sempre tivesse validade. Hoje eu posso escrever de uma forma mais intensa e ao mesmo tempo tão pura. Obrigada por ter feito comigo, mesmo sem saber, coisas bobas mas que eu sempre desejei e que ninguém tinha sido capaz de fazer tão bem. Talvez ninguém tenha sido capaz porque tudo isso estava predestinado a ser com você. Obrigada por ter segurado a minha mão para atravessar a rua, por ter me levantado no colo, por ter feito cafuné quando a minha maior vontade era chorar, por ter feito o meu coração disparar a cada mensagem "minha linda", "meu amor", por se interessar pelo meu dia, por falar comigo sorrindo e por provocar aquelas "brigas" tão fofinhas me chamando de gordinha. Hoje eu posso escrever de uma forma mais completa. Obrigada por ter feito da nossa relação uma relação tão complicada desde o início mas que se descomplicava com um beijo ou com um "não me olha com essa cara que eu não consigo falar!" "é a única cara que eu tenho!" e a gente começava a rir. Hoje eu consigo escrever os meus problemas já pensando em alguma forma de resolvê-los. Obrigada por ter feito o mundo parar tantas vezes, por ter feito o mundo ficar sem importância tantas vezes, por ter feito o mundo ficar pequenininho comparado a todo o amor que eu queria te dar, por todo o amor que eu queria anunciar. Hoje eu escrevo o que sinto no momento, para minhas emoções não se perderem com o tempo. E por fim, obrigada por ter feito do nosso fim algo tão ruim, tão dilacerante, algo causado por motivos tão bobos, algo causado pela sua falta de interesse, algo causado pelo execesso do meu. Foi para suportar a dor de ver você virando a esquina sabendo que era a nossa última vez que eu comecei a escrever. Foi para suportar o peso da culpa que você pôs nas minhas costas, foi para preencher meus dias com qualquer coisa, foi para preencher meu corpo pela ausência dos seus beijos, foi para preencher a minha alma pela ausência do seu cheiro, foi para me preencher pela sua ausência. Escrever foi a minha bússola de volta para meu próprio ser quando você me deixou perdida, foi a reconstrução do meu chão quando você me atirou de tão alto, foi o paninho com o qual eu enxuguei grande parte das minhas lágrimas, foi o banho para me limpar de como eu me sentia tão suja e humilhada e uma forma de sentir você perto de mim, mesmo vendo você tão longe, tão bem, tão impossível. Escrever foi uma forma de dizer o que você não quis ouvir, foi uma forma de continuar tocando a minha vida sabendo que em alguma hora toda aquela dor iria sumir. Escrever foi uma forma de te manter vivo dentro de mim, de continuar sentindo os seus abraços, os seus beijos, o seu cheiro, de tornar o nosso fim algo não tão feio, algo não tão triste, foi uma forma de não deixar que tudo que temos mal resolvido consumisse nossos momentos bons, mesmo que tudo isso fosse apenas um conjunto de letrinhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-4911995163034165606?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/4911995163034165606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=4911995163034165606' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4911995163034165606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4911995163034165606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/11/o-comeo-pelo-fim-caroline-novais.html' title='O começo pelo fim'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-400838577087040494</id><published>2008-10-31T20:07:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:12:17.734-08:00</updated><title type='text'>Nem trinta por cento de mim</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um brinde aos trinta homens da minha vida! Alguns nem tão homens assim, outros nem "tão da minha vida", mas um brinde aos (até agora) trinta homens da minha vida! Hoje eu vou por a minha melhor roupa e vou dançar até as pernas doerem, mesmo que seja aqui, em frente ao meu espelho. Hoje eu vou deixar a melodia da música me envolver e levar todos os restos que insistem em continuar grudados em mim, assim como um carrapato que vai sugando tudo de você até quando puder. Hoje eu sacudir o meu cabelo como se fosse um espanador e vou espanar do meu quarto, da minha casa e do meu corpo todos os meus trinta ácaros! Hoje eu vou me despir da hipocresia, me despir da imagem de boa moça. Afinal, se eu sei que sou uma boa moça, pra que continuar com essa batina? Como a Tati já escreveu: "Meu número não era pequeno, mas meu coração também não!". O meu coração não era e nem é pequeno. A minha alma, o meu espírito, os meus sonhos, as minhas emoções, os meus desejos, os meus valores também não. Hoje não há nada do que me envergonhar, hoje não a nada o que esconder, hoje não há nada o que temer. O que passou, tá passado, então, eu pego a minha roupa novinha, cheirosinha e principalmente lisinha, para voltar a ser o que deixei de ser a algum tempo: eu. Alguns eu nem lembro o nome, outros eu demorei muito tempo para esquecer e talvez não tenha esquecido de verdade até hoje. Alguns levaram de mim apenas um dia, uma tarde ou uma noite, enquanto outros levaram milhares de minha noites banhadas em lágrimas. Alguns eu quis que sumissem após o primeiro beijo, outros sumiram antes que eu pudesse pegar nojinho deles. Alguns fizeram com que eu me arrependesse por muito tempo e outros fizeram com que eu pulasse de alegria durante mais tempo ainda. Alguns foram menos do que eu esperava mas tiveram outros que barraram todas as minhas espectativas. Alguns, assumo, foram apenas números na lista de uma menina ingênua e deslumbrada, enquanto outros foram marcas que até hoje existem no coração da mesma menina. Alguns me amaram o quanto puderam mas não puderam fazer com que eu sentisse o mesmo, mas eu compensação, eu também já amei o quanto pude e não pude fazer com que sentissem o mesmo por mim. Alguns me deixaram apaixonada no primeiro minuto pelos olhos, pelo cabelo, pelo rosto lindo ou pelo corpo perfeito mas me fizeram voltar atrás após a primeira palavra trocada, enquanto outros eu relutei em me aproximar pela beleza física desvavorável e me amarraram por um charme sem igual. Muitos deles significaram a mesma coisa pra mim: nada! Mas alguns poucos significaram tudo por bastante tempo. Hoje não esitarei em falar dos meus, ou quase meus, trinta homens, hoje estou sacudindo a poeira e guardando dentro de uma caixa colorida todas essas histórias, ou pedaços delas, uma a uma, sem me lamentar por tantas lembranças desbotadas. Porque nada se encaixa? Será que foi porque eu nunca me comportei como uma "prost" e as vezes que eu errei, as vezes que eu magoei, foi por, juro, inocência? Problema deles se foi, não nasci para comer capim, assim como não nasci para venerar o chão que eles pisam. Fecho a tapa colorida da caixa igualmente colorida que abriga tantas histórias em preto em branco. Acabo de guardar todas as lágrimas, dias tristes, desesperos, humilhações, arrependimentos e todo o resto que faz mal a mim. Deixo apenas os sorrisos, lembranças que não soem como perigo de uma recaída, momentos coloridos, assim como a caixa. A música está acabando mas o meu tempo de ser feliz, de ser minha está apenas começando. Sem essa ânsia de viver um grande amor, pois todas as vezes que a tive, eu nunca o tive, sem esse coração cheio de mágoas, sem sensação de alma pesada, sigo minha estrada sozinha, assim como comecei. Um dia quem sabe, eu encontre uns dois, ou três que valeram a pena de novo? Pois é, quem vai saber .. A saideira, por favor, para os trinta homens da minha vida, para os quase trinta que perderam muito mais do que eu no final das contas, para os que não foram nem trinta por cento do que eu ainda posso ser!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijinhos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-400838577087040494?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/400838577087040494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=400838577087040494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/400838577087040494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/400838577087040494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/nem-trinta-por-cento-de-mim-caroline_31.html' title='Nem trinta por cento de mim'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-801165711492389476</id><published>2008-10-29T16:12:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:13:09.400-08:00</updated><title type='text'>Não, eu não quero ser medíocre não!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Que Tati Bernardi me perdoe por usar sua expressão mas: "Não, eu não quero ser medíocre não!". Eu não preciso fugir do que as pessoas consideram impossível e optar pelo caminho mais fácil, eu posso derrubar as barreiras e chegar aonde eu julgo ideal. Eu não preciso de ninguém para fazer com que eu me sinta bonita, mulher, especial e completa, só o fato de eu estar aqui, viva, com um sorriso no rosto, mesmo que às vezes meio abalado, e muita felicidade para espalhar por ai mostra o quanto eu sou linda, especial e tenho tudo aquilo que preciso: amor próprio. Eu não preciso me adaptar as pessoas que eu não considero boas para estar ao meu lado, eu posso selecionar quem eu quero junto a mim, sem faltar com educação. Eu não preciso me contentar com pouco. Eu não preciso me contentar com uma nota mais ou menos, eu não preciso me contentar com um "meu amor", "gosto muito de você", "pode acreditar que sempre acreditarei em você e conversarei antes de tomar qualquer decisão" ou "minha linda", sem que haja realmente sinceridade nessas frases, eu não preciso me contentar com um gostar mais ou menos, eu não preciso me contentar com um amigo mais ou menos, eu não preciso me contentar com gostar de mim mais ou menos, eu não preciso me contentar com uma vida mais ou menos. Eu não sou mais ou menos, eu sou inteira e a partir dai posso correr atrás para que tudo aquilo que depende de mim seja feito do meu jeito, seja do meu jeito. Não, eu não quero ser medíocre não! Eu não quero ser uma pessoa vazia, eu não quero ser uma pessoa amargurada, eu não quero ser uma má amiga, eu não quero ser uma má filha, eu não quero ser uma má neta, eu não quero ser tudo aquilo que eu repudio. Eu não quero, então, eu não preciso ser. Minha vida é um vídeo game e o controle está nas minhas mãos. Eu posso escolher um adversário fraco para ter a certeza que vou chegar a algum lugar, mesmo que não seja ideal, sem muito esforço ou posso escolher um adversário a altura do que eu posso enfrentar e chegar muito além do que eu posso sonhar. Preciso fazer muitas outras escolhas, pois esta já foi decidida, antes do "game over", antes que não haja mais tempo de ser quem eu quero, antes que eu tenho me tornado alguém sem graça, sem brilho, alguém incapaz de lutar por si mesmo. A grande parte das pessoas não são como meus pais, eu não vou receber um abraço para me acalmar, nem aquilo que eu preciso na hora todas as vezes que um problema surgir. Minha vida é um vídeo game, eu sou uma borboleta. Chegou a hora de sair do casulo, chegou a hora de abrir minhas asas e voar para onde eu quero, não para onde os outros julgam melhor. Mas eu tenho que abrir minhas asas rápido, ou irão atrofiar-se e eu estarei condenada a viver uma vida ditada por outros, ou eu estarei condenada a eterna dependência ao que não depende de mim. Eu sou uma criança andando de bicicleta pela primeira vez, meus pais sempre estiveram ali me amparando mas tenho medo do que possa acontecer quando eles me soltarem. Chegou a hora de aprender a pedalar sozinha, mesmo que para isso, alguns tombos e machucados sejam necessários. Eu brinco com o amor assim como uma criança brinca de correr: eu arrisco para encontrar a felicidade nele, eu corro atrás do que eu amo, do que eu gosto, mesmo que chegue uma hora em que eu me atrapalhe e caia. Eu caio mas eu levanto e continuo correndo. Cair e continuar no chão não vai fazer com que nada aconteça além do meu tempo passar. Eu não posso ficar ali, vendo tudo que eu quero ser levado, eu preciso lutar pelo que eu amo mesmo que isso mude constantemente. Eu não preciso ter certeza de nada além de: EU QUERO SER FELIZ! A partir daí, terei a certeza de que todas as minhas decisões são certas, mesmo que elas não deêm certo, e finalmente poderei gritar ao mundo: Não, eu não sou uma pessoa medíocre não!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-801165711492389476?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/801165711492389476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=801165711492389476' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/801165711492389476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/801165711492389476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/no-eu-no-quero-ser-medocre-no-caroline.html' title='Não, eu não quero ser medíocre não!'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-6392453236747557464</id><published>2008-10-27T07:35:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:14:03.835-08:00</updated><title type='text'>Acenda a luz, por favor!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ontem eu tive uma das piores experiências da minha vida. Imagine você que eu estava numa festa dançando, conversando e me divertindo até que reparei num menino. Comentei com a minha amiga e preciso dizer que ela foi falar com ele? Bom, encurtando a história, ele sentou ao meu lado, conversamos um pouco e antes que pudesse rolar qualquer coisa, para minha sorte, ele tirou o boné e a luz foi ligada! MEU DEUS! Ele não era nem um pouquinho bonito, mas eu juro que a situação pode piorar! Em uma determinada hora ele tirou do bolso um cigarrinho, começou a fumar e eu a tossir igual a uma tuberculosa. Pois é, querida, graças a Deus a luz foi ligada. O menino fumante do boné não foi nada além do menino fumante do boné para mim mas mais tarde, antes de domir, uma dúvida ficou me atormentando, latejando, piscando, como aqueles letreiros luminosos, na minha cabeça: quantos meninos fumantes de boné já passaram pela minha vida? Claro que não estou falando no sentido literal mas sim, quantas pessoas que eu achava o máximo na verdade escondiam seu verdadeiro eu por trás de um bonezinho e uma ausência de luz? Perdi já a conta de quantas pessoas eu já me decepcionei ao longo da minha vida. Foram amigos, ficantes, namorados, paqueras, conhecidos .. todas as classificações possíveis. Perdi já a conta de quanto uma situação já me angústiou, já tirou o meu ar, o meu chão, já provocou aquele sorriso bobo no meu rosto, gargalhadas altas, e hoje eu nem lembro direito o que aconteceu. Perdi já a conta de quantas vezes usei as frases: "Não precisava ser dessa forma!", "Porque ele(a) é assim?", "Que decepção!", "Nunca mais vou gostar de alguém como gostei dele!", "Cansei! Nunca mais!". Tudo dito em vão. Tudo vêm, muda e volta, em todos os sentidos. Nada é eterno e se fosse, algumas coisas, mesmo depois de muito tempo, não teriam tanta graça, tanto brilho e não deixariam tanta saudade. Nem todas as pessoas serão sinceras, mesmo que elas não saibam disso, e se fossem, você não teria "aquela" afinidade e bem estar com uma ou duas pessoas. Afinal, você não teria um batalhão de amigos? Nem todos os seus relacionamentos vão dar certo, nem todos os meninos serão de verdade do jeito que você o vê hoje mas pense pelo lado positivo: tem coisa mais gostosa do que virar para sua amiga e dizer: "Nossa, onde eu estava com a cabeça quando chorei por isso?"? Levante a cabeça, lave o rosto e acenda a luz, por favor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Beijo Beijo :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-6392453236747557464?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/6392453236747557464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=6392453236747557464' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6392453236747557464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/6392453236747557464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/acenda-luz-por-favor-caroline-novais.html' title='Acenda a luz, por favor!'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-3533737945121124161</id><published>2008-10-24T16:36:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:14:17.817-08:00</updated><title type='text'>Finalmente, limpei meus óculos!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Andei pela rua e vi tantas pessoas. Tantas pessoas passam por mim todos os dias e eu, num misto de egoísmo, distração e inocência, as vejo apenas como simples pessoas. Hoje tentei imaginar a história de cada um que passava ao meu lado, o que irônicamente meu deu mais força para seguir aquilo em que eu acredito, aquilo que eu almejo ser. Eu tento, juro, mas é impossível não reclamar da vida quando o meu cabelo está feio, quando eu aperto os meus pneuzinhos e digo: "OLHA COMO EU ESTOU UMA BALEIA!", quando eu sempre acho que acabei de perder o último homem da minha vida ou quando eu me sinto horrorossa, mesmo estando com a mesma cara de sempre. Eu tento não ser fútil, assim de leve às vezes, mas não consigo. É maior do que eu. Imaginei quantas pessoas que eu julgo sem importância venceram doenças, superaram perdas de pessoas realmente queridas, passaram necessidades, venceram obstáculos. E eu aqui, reclamando do meu cabelo que nem está tão feio assim. Imaginei quantas pessoas acordam ainda quando está escuro para trabalhar e no final do mês não têm nem um salário correspondente a minha mensalidade escolar, quantas pessoas são injustiçadas pela vida e não têm as mesmas oportunidades que eu estou tendo agora. O poder está nas minhas mãos, a minha vida irá ter o molde que eu quiser. Eu posso escolher, eu posso controlar, foi ai que eu imaginei quantas pessoas são obrigadas a aceitar o que a vida proporciona a elas, não por comodismo, mas por necessidade. E eu aqui, reclamando das minhas gordurinhas que nem são tão gigantes assim. Andando mais um pouco me deparei com tantas crianças e imaginei quantas irão seguir caminhos na contramão, por não terem talvez os pais que eu tenho, por não terem a orientação que eu sempre tive, mesmo quando eu era nova demais para entender o que de fato eu ainda não entendo direito. E eu aqui, reclamando da minha vida por causa de um menino que nem consegue viver longe da barra da saia da mamãe. Me senti péssima, me senti o maior monstro do mundo. Como eu posso parar a minha caminhada por esta longa rua que se chama "vida" simplesmente porque o meu cabelo está ruim, porque a balança não marcou o número que eu quis ou por causa de um frouxinho? Tantas pessoas seguem com fé, com força, com um sorriso no rosto e eu aqui, nem na metade do caminho, derrotada, entregue por problemas que eu idealizei como problemas. Quando eu estava quase no fim da rua eu avistei uma senhorinha, uma velhinha parada olhando para o nada. Na hora senti muita pena. Como deve ser ruim envelhecer, como deve ser frustrante constatar que a sua vida está chegando ao fim, como deve ser ruim ficar parada olhando para o nada. Num súbito e impulsivo movimento eu sorri para a senhora e para a minha surpresa ela me devolveu um outro sorriso mas muito mais bonito do que o meu. O sorriso dela não tinha frustração por ver sua vida chegando ao fim, nem se sentia desonfortável pro estar ali, imóvel, muito pelo contrário, ela tinha muito mais vida que eu! Era um sorriso de orgulho por ter vencido tantas coisas, por ter conquistado tantas outras e mais ainda por estar ali, por ter a oportunidade de contemplar, de se emocionar com a vida que ela pode construir. E foi assim, quase no final da minha caminhada diária que eu percebi o quanto eu posso ser forte, o quanto eu posso ser melhor do que eu sou sem pisar em ninguém com um simples "desculpa", "obrigada", "por favor", "dá licença", o quanto eu ainda posso conquistar, o quanto tudo depende só de mim. Depois desse dia, eu continuei o meu caminho cotidiano pela mesma rua com pessoas diferentes, mesmo que em suas essências fossem iguais as anteriores, mas com certeza eu não era mais a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos enormes :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-3533737945121124161?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/3533737945121124161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=3533737945121124161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3533737945121124161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3533737945121124161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/finalmente-limpei-meus-culos-caroline.html' title='Finalmente, limpei meus óculos!'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-2876058591010745388</id><published>2008-10-22T15:33:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:14:31.238-08:00</updated><title type='text'>No dia em que eu sorri, nosso fim chorou</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Hoje eu acordei tão bem, que nem me lembrei dos dias que eu já levantei sem ânimo para encará-los. Hoje eu estudei tanto, que nem me lembrei das vezes que me julguei burra e sem graça. Hoje eu olhei pro espelho e gostei tanto do que eu vi, que nem me lembrei que existiam ali algumas gordurinhas. Hoje eu saí de casa tão feliz, que nem me lembrei que em algumas horas a tristeza bate, me sacode e me faz sentir dores que eu não imaginava que continuavam ali. Hoje eu entrei no meu quarto e fiquei tão feliz em ver tudo bonitinho, tudo do meu jeito, que nem me lembrei que ele já foi palco dos meus choros e ataques desesperados. Hoje eu olhei minhas fotos antigas e me deu uma saudadezinha tão gostosa de mim mesma e de todos os meus sonhos, encantos e descobertas, que nem me lembrei do quanto eu torcia para ter 15,16,17 anos e provavelmente sentirei o mesmo quando tiver 30. Hoje eu me senti tão livre, tão minha, andando com os meus cabelos voando contra o vento, que nem me lembrei das vezes que passei pelo mesmo lugar de cabeça baixa, sem coragem de encarar os fatos como realmente eram. Hoje eu conversei com tantas pessoas que no máximo havia trocado duas, três palavras, que nem me lembrei do quanto eu achava que ninguém poderiam sair, nem entrar mais na minha vida. Hoje eu me senti tão completa, que nem me lembrei do quanto eu chorei por não ter você mais para me completar, ou pelo menos, me enganar que me completava. Hoje eu lembrei de tantos momentos bons nossos com um sorriso no rosto, que nem me lembrei de tudo que nós nos tornamos um para outro hoje em dia. Hoje eu passei por aquele lugar que a gente sempre ia tão tranqüila, com tanta paz dentro de mim, que nem me lembrei das vezes que no lugar dessa paz existia uma angústia enorme. Hoje eu lembrei do nosso fim tanto como uma página virada, tanto como um aprendizado, que nem me lembrei do quanto eu me senti perdida no começo. Hoje eu enxerguei em você alguém tão comum, alguém tão impossível de me fazer feliz de novo, alguém que pertence a um passado tão, mas tão distante, alguém que não soube ser o centro da minha vida por nem ter controle ainda da própria, alguém que no fundo se incomoda tanto por eu não nem lembrar de todas essas coisas mas que é tão medroso que nunca vai admitir, que eu acabei enxergando o quanto tudo pode ser maravilhoso se eu quiser que assim seja, o quanto o percurso que a minha vida irá tomar está somente em minhas mãos, o quanto eu posso ser maravilhosa, diferente, se eu me ver desta forma. E hoje, por não me lamentar mais pela sua perda, pelo nosso fim, que eu senti que o nosso fim se lamentou por me perder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-2876058591010745388?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/2876058591010745388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=2876058591010745388' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/2876058591010745388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/2876058591010745388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/no-dia-em-que-eu-sorri-nosso-fim-chorou.html' title='No dia em que eu sorri, nosso fim chorou'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-4517175033030937439</id><published>2008-10-19T15:46:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:14:49.227-08:00</updated><title type='text'>Os opostos se atraem, mas nós somos quase opostos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Você que já foi o motivo dos meus sorrisos, você que já fez valer a pena eu levantar todos os dias só por valer a pena estar ao seu lado, você que já foi o responsável pelos meus pensamentos mais bonitos, você que já fez transbordar em mim a felicidade mais simples possível, você que já foi tudo e mais um pouco, agora, é um quase. Um quase que quase conseguiu tentar de novo, um quase que quase conseguiu me convencer que a culpa era toda minha, um quase que quase não me importa mais, um quase que quase não me deixa ser livre de novo. Eu quase não gosto mais de você, eu quase consigo tirar você de mim, eu quase não percebo mais a sua existência. Mas é ai que eu quase não esqueço que nós somos quase iguais: assim como você, eu quase tenho coragem de assumir decisões importantes e definitivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;O menor até agora mas um dos mais sinceros! ;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-4517175033030937439?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/4517175033030937439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=4517175033030937439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4517175033030937439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/4517175033030937439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/os-opostos-se-atraem-mas-ns-somos-quase.html' title='Os opostos se atraem, mas nós somos quase opostos'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-8737341001089823312</id><published>2008-10-18T18:21:00.001-07:00</published><updated>2008-11-08T09:15:04.861-08:00</updated><title type='text'>Game over</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu sou tão sua ainda, apesar de todos os apesares, acredite, eu sou tão sua ainda. Eu ainda me sinto tão presa a você, eu ainda me sinto tão fiel a você, eu ainda me pego sorrindo quando lembro da gente, eu ainda me pego cheia de magoa quando lembro do nosso fim, eu ainda sinto tanto você entranhado em mim. Eu achei que quando eu finalmente visse você tão bem sem mim, eu achei que quando eu finalmente visse que você não ia voltar atrás, eu achei que quando eu aceitasse o nosso fim, eu achei que isso tudo sumiria. Mas não some. Mas quase some toda hora. Os meus choros já não são por você, os meus pensamentos não te focalizam mais vinte e quatro horas por dia, eu já quase não tremo quando sinto o cheiro daquele perfume, aquele que era tão o seu cheiro, eu já quase não em sinto mal quando te encontro, eu já quase não mais lembro de você. Eu olho pra trás e tenho a sensação de que tudo aquilo não pertence mais a mim, que tudo aquilo aconteceu a muito tempo, mas não sei porque eu ainda me sinto na obrigação de ser tão fiel assim a você. Eu não quero beijar qualquer um, eu não quero me envolver com qualquer um, eu não quero amar qualquer um, porque esse qualquer um fatalmente vai me lembrar você. Qualquer um é vazio demais, existe a necessidade natural de preenchê-lo com algo e eu não quero preenchê-lo de você. Chega de você! Tô enjoada de você! Me pergunto se é normal essa falta de interesse de pôr alguém no seu lugar. Há quem diga que é por eu ainda gostar de você, há quem diga que isso é massoquismo, há quem diga que isso é besteira e há quem diga que na verdade eu tô é encalhada. Mas ninguém diz que é normal e, sinceramente, eu acho tão normal. Se tem uma coisa que mesmo sem querer você me ensinou, foi que nada dá pra forçar por muito tempo. Acho que já escrevi sobre isso, né? Mas retomando o meu texto, por quanto tempo vou conseguir forçar que estou feliz com outro alguém? Eu não consigo ser mais ou menos, eu não consigo confiar mais ou menos, eu não consigo amar mais ou menos, eu não consigo esquecer você mais ou menos. Pronto, assumi: eu não esqueci você. Deixa de ser idiota, por favor! Se eu tivesse esquecido você eu não estaria escrevendo tudo isso. Vai ver é por isso que eu não quero te esquecer: eu quero conseguir traduzir esse turbilhão de emoções que é a minha alma. Você, por algum motivo, desenvolveu em mim o dom da palavra quando eram elas que aliviam a minha angústia por não saber como nós ficariamos. Você me deu o veneno e o antídoto. Você injetou em mim a culpa por tudo, que foi percorrendo o meu corpo e corroendo tudo que encontrasse na frente mas, por alguma razão, no momento que nem eu mais acreditava em mim, vomitar no papel tudo aquilo excretou todo o seu veneno. Eu tirei você do pódio, rasguei os planos que fiz pra nós dois, matei o homem perfeito que eu achei que era você e se eu ainda te mantenho vivo aqui, é pra servir de inspiração, é pra me servir, não pra me controlar. Pela primeira vez as regras do jogo são minhas, mesmo que pra isso, te perder tenha sido necessário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-8737341001089823312?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/8737341001089823312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=8737341001089823312' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/8737341001089823312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/8737341001089823312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/game-over-caroline-novais.html' title='Game over'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-5759625446899380188</id><published>2008-10-18T18:20:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:15:21.499-08:00</updated><title type='text'>A matemática dos homens</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu não espero mais o seu telefonema. O meu coração não dispara mais quando o telefone toca, a minha mente não fantasia mais as suas desculpas e eu não mais forço uma voz fininha num esperançoso "Alô?". Eu não forço mais nada. Eu não forço mais a voz, eu não forço mais o meu cabelo ondulado, eu não forço mais a barriga pra entrar na calça 36, eu não forço mais o meu orgulho, eu não forço mais o meu jeito para este ser aprovado. Eu não forço mais nada. Por forçar demais, eu forcei, sem querer, que você fosse para longe. Por me abaixar demais, você foi impulsionado tão pra cima que voou. Voou para um lugar que fica muito longe do meu alcance. Por te dar tanta autonomia com medo de te perder, eu te perdi por você ser autônomo demais. A grande verdade é que eu nunca soube lidar com você, nem com nenhum outro homem. Nós nunca somamos um ao outro, eu sempre me subtrai para dar espaço de você ser o que queria, fazer o que queria, e principalmente, me ter quando queria. Mas eu juro, foi só por te querer demais. Por te querer demais, eu nutri todo esse tempo dentro de mim a possibilidade de você voltar, sem por na balança o custo x benefício. Não, eu não quero que você volte. Eu não quero mais me anular, eu quero é ir somando muitos sorrisos, elogios, e alegrias por ai, eu quero soltar o meu cabelo e me sentir num comercial de xampu mesmo com todo mundo dizendo que eu devia ter feito a maldita (ok, bendita algumas vezes) chapinha, eu quero por a minha calça 38 (tá bom, 40 as vezes) e me sentir a mulher mais sexy do mundo, e principalmente, eu quero sentir que é verdade. Esse papinho de que "o que os olhos não veem, coração não sente" é verdade entre aspas. A grande verdade sem aspas, meu querido, é que o que os olhos não veem, a vida esfrega na nossa cara, e eu fico sempre com essa cara de idiota quando constato que você é mais idiota ainda e nunca vai assumir que o que realmente nos levou ao fim foram duas coisas: falta de vontade e falta de um homem de verdade. Pronto, falei. Você foi um frouxo. Eu não quero mais um frouxo do meu lado e nem quero mais afrouxar essa banca toda que eu boto de durona com os seus beijinhos no pescoço, eu não quero mais ter essa sensação de incompetência quando você é incompetente e não consegue concluir as suas responsabilidades, me deixando em profunda decepção, eu não quero mais ser o homem da relação. NÃO! Eu sou uma menininha! Eu uso vestido, eu faço francesinha, eu sou fofinha, eu tenho cabelo grande, eu sou inteligente e outros tantos adjetivos que significam que eu que mereço receber aquela mensagem que adorou o cinema! Esse é o grande problema quando você se anula demais: você vira um zero, e o zero não significa nada além de ausência. Ausência quando o que você mais queria era tá agarradinha, ausência quando ele está na presença dos amigos, ausência dele na maioria das datas importantes e lugares, ausência de um sentimento de verdade. Eu não nasci para ser zero, muito menos número negativo por isso, simplifiquei a nossa relação: cortei você e tudo relacionado a você com todos os outros homens que vieram antes de você. Afinal, a gente não aprende que termos iguais podem ser cortados? De você não a nada a ser esperado, nem desesperado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-5759625446899380188?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/5759625446899380188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=5759625446899380188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5759625446899380188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/5759625446899380188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/matemtica-dos-homens-caroline-novais.html' title='A matemática dos homens'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-3553745602279929859</id><published>2008-10-18T18:19:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:16:19.513-08:00</updated><title type='text'>Mulher que não repete não é mulher</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mulher que não repete não é mulher. Não existe mulher que não se olhe mil vezes antes de sair, não existe mulher que não releia, releia e releia as revistas até achar algo que se pareça com a super modelo da época, não existe mulher que não olhe para o espelho e repita até entrar por osmose: "Eu sou linda, inteligente, simpática e ele foi um imbecil por me perder!" e vamos assumir, por favor, não existe mulher que não precise ouvir quatrozentas e trinta e sete vezes da amiga, da mãe, da tia, da depiladora, da dermatologista, da manicure e de todas as outras mulheres que participam de seu cotidiano que a atual do seu ex-ficante, ex-namorado, ex-amor platônico não chega a cutícula do dedinho mindinho de seu pé direito. Resumindo: uma tremenda baranga. Você pode gastar todo o seu dinheiro e tempo no salão e ela pode ter aquela cara de: "Acabei de acordar e não estou me importando com o que você acha!", você pode ser a super inteligente e ela pode nem saber qual é a raiz quadrada de 25, você pode ser a morena natural dos cabelos brilhosos e ela a loira artificial ignorando brutalmente a necessidade do retoque na raiz. Você realmente pode ser muito mais bonita que ela mas isso não importa: ele não tá com você, ele tá com a outra. De que adianta você parecer uma artista recebendo o Oscar se o máximo que você recebeu foi um pé na bunda? De que adianta você ser praticamente a versão feminina moderna de Einstein se a burrice dela é afrodissíaco pois ele parece mais inteligente do que realmente é? De que adianta os seus cabelos "propaganda de xampu" se ele gosta mesmo é dos "resto da sobra do bagaço da laranja que já foi chupado pelo cachorro de rua"? Mesmo assim é ela que recebe todos os beijos, abraços e palavras que já foram seus. É ela, não você. Você se tranca no seu quarto e começa a chorar? Você passa milhares de dias cantando: "Deu moleee pra caraaaamba, tremendo vacilão!"? Você pega ódio do mundo e começa a falar que vai virar lésbica ou que nenhum homem presta? Você continua com a obcessão por massoquismo e vigia todos os passos da sanguessuga que tem o "último homem da sua vida?" Ou você (voto nessa opção, hein?) se afoga no brigadeiro de panela? Você não faz nada disso! Isso mesmo, NADA disso! Depois que você contribuir com a tentativa de acabar com a seca no sertão nordestino doando todas suas lágrimas, depois que você jurar mil vezes que nunca mais vai se apaixonar ou nunca mais vai ser idiota, depois que você achar a última estria da outra, depois que você chegar a conclusão que ele beijava mal, não tinha pegada e que no final das contas você nem gostava tanto dele (tudo bem, entendo que seja uma mentirinha por uma causa maior), depois que você comprar o shopping inteiro (inclusive as lojas de chocolate), enfim, depois que você acabar de viver a sua dor, vá viver a sua vida. Por favor, faça um favor para mim, ou melhor, faça um favor a você: não se apegue ao que já foi. Não é porque o fio de cabelo dele que com a luz do sol focalizada a 150º oeste incidindo sobre ele era lindo que a sua vida vai deixar de ser linda. Você um dia já esteve no lugar da outra e um dia a outra estará no seu lugar e .. Ah, quer saber? Esquece ele, esquece a outra, esquece tudo! Lembra de você pois foi justamente de você que você se esqueceu. Poisé fofinha, tenho uma péssima notícia para te dar: ele não é o último homem da sua vida, você vai continuar com essa cara de babaca quando se apaixonar e pelas minhas contas engordou no mínimo 4kg por causa de uma mulher que você nem conhece e por um homem que você nem lembra o nome todo. Lave o rosto, estufe o peito, erga a cabeça e ponha a sua vida no lugar de onde nunca deveria ter saído, porém inevitavelmente saiu. Para todo fim um recomeço. Recomeço, começar de novo. Não disse que mulher que não repete não é mulher?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-3553745602279929859?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/3553745602279929859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=3553745602279929859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3553745602279929859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/3553745602279929859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/mulher-que-no-repete-no-mulher-caroline.html' title='Mulher que não repete não é mulher'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8798696875074674906.post-7422976155318434652</id><published>2008-10-18T18:16:00.000-07:00</published><updated>2008-11-08T09:17:02.226-08:00</updated><title type='text'>O pouco que restou do muito que poderia ter sido</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu nunca te pedi muita coisa, eu nunca te pedi para que fosse pra sempre. Eu nunca te pedi que deixasse de fazer algo por mim simplesmente porque eu te queria comigo insesantemente, nem nunca fiz dos seus erros e defeitos motivos para que eu cometesse erros piores. Eu nunca, juro com toda a força que eu descobri em mim depois que você foi, eu nunca tive a intenção de não ser do seu agrado. Tudo que eu fiz e mudei foi exclusivamente porque eu achava que deveria tentar ficar aos seus pés, todas as vezes que sem querer eu acabei fazendo uma pressão emocional muito grande sobre você, foi porque o seu beijo, o seu abraço, a sua voz ou simplesmente olhar pra você, me fazia sair de mim e visitar lugares e sensações que eu nunca tinha conhecido antes. Ir ao seu encontro era como se eu estivesse indo ao encontro da perdição: eu esquecia completamente todas as coisas que eu ouvi e julguei certas durante toda minha vida e queria viver somente pra você, queria viver somente com você. Você me transformou em uma meia menina, ao mesmo tempo que me transformou em uma meia mulher. Junto com todos os meus planos de contos da Disney e todo o nervosismo ao te encontrar, aparecia uma mulher cheia de desejos e vontades. Uma mulher, que muitas vezes durante o tempo que estivemos juntos, ocupou o lugar da menina e tomou decisões totalmente reprováveis. Ao contrário do que antes eu achava essencial, ter uma foto com você, por um nick carinhoso ou simplesmente dizer: "meu namorado" começaram a soar como coisas desnecessárias. Estar com você, sentir o seu cheiro, morder a sua "bochechinha molenguinha", te contar o meu dia e ouvir o seu, beijar você e sentir o seu cafuné eram coisas que valiam muito mais do que a aceitação alheia. Seu imbecil! Era você, era com você, era de você, era pra você .. TUDO ERA VOCÊ! E você ainda teve a coragem de me dizer que eu achava que você não valia nada? Como algo que era o meu tudo poderia não valer nada? Hoje em dia sim, você não é nada, hoje em dia sim, você não vale nada. Não vale nada para mim. No dia em que você me ignorou, no dia que você me desprezou, no dia que você mandou a sua mãe por um fim na gente e em tudo que talvez a gente poderia ter sido, no dia que você me expulsou da sua vida e fez com que eu carregasse essa culpa durante muito, muito tempo, nesse dia, o encanto, os mistérios, os desejos, o carinho e tudo que girava em torno de você no mundo que eu inventei, foram lentamente absorvidos, assim como a gente aprende que o buraco negro faz com os outros corpos. Porque você nunca pode assumir que o nosso final era ali? Porque você tirou de mim o direito de me explicar? Porque você não relevou o meu erro, assim como eu já relevei os seus? Porque você tirou o meu chão em uma das épocas que eu me julgava o ser mais feliz do universo? Porque você fez com que eu ficasse imaginando o que você estava fazendo e isso só me angustiasse mais? Porque você tem essa cara de "passado bom" que repele o meu olhar de "saudade"? Você era o meu tudo, mesmo que tivesse estipulado que ninguém pode ser o tudo de ninguém e que seis meses não é tempo o suficiente para gostar. Porque eu tenho a impressão, quando sem querer, meus olhos me traem e os nossos se cruzam que você tem muitas coisas para me dizer mas seu orgulho imbecil, assim como você naquele dia, não deixa? Pois bem, engasgue com o seu orgulho e se possível se sufoque. Se sufoque no seu orgulho porque foi ele que me sufocou durante muito tempo. Mas antes de você se sufocar, se lembre que eu sempre fiz tudo que estava ao meu alcance para ter você comigo, desde quando começamos, até quando você terminou comigo. Eu sempre tentei dar o melhor de mim pra você, eu juro. Mas tudo bem, bola pra frente .. vou ser muito melhor do que era e depois de dar esse melhor pra mim mesma, poderei dar para outra pessoa, que com certeza, será muito melhor do que você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beijos :&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8798696875074674906-7422976155318434652?l=carolinenovais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://carolinenovais.blogspot.com/feeds/7422976155318434652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8798696875074674906&amp;postID=7422976155318434652' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7422976155318434652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8798696875074674906/posts/default/7422976155318434652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://carolinenovais.blogspot.com/2008/10/o-pouco-que-restou-do-muito-que-poderia.html' title='O pouco que restou do muito que poderia ter sido'/><author><name>Caroline Novais</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-REsysz4r8qY/TxHNBtFuFEI/AAAAAAAAA_c/WZli4Yw3nwo/s220/%253D%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
