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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

No dia em que eu sorri, nosso fim chorou

Hoje eu acordei tão bem, que nem me lembrei dos dias que eu já levantei sem ânimo para encará-los. Hoje eu estudei tanto, que nem me lembrei das vezes que me julguei burra e sem graça. Hoje eu olhei pro espelho e gostei tanto do que eu vi, que nem me lembrei que existiam ali algumas gordurinhas. Hoje eu saí de casa tão feliz, que nem me lembrei que em algumas horas a tristeza bate, me sacode e me faz sentir dores que eu não imaginava que continuavam ali. Hoje eu entrei no meu quarto e fiquei tão feliz em ver tudo bonitinho, tudo do meu jeito, que nem me lembrei que ele já foi palco dos meus choros e ataques desesperados. Hoje eu olhei minhas fotos antigas e me deu uma saudadezinha tão gostosa de mim mesma e de todos os meus sonhos, encantos e descobertas, que nem me lembrei do quanto eu torcia para ter 15,16,17 anos e provavelmente sentirei o mesmo quando tiver 30. Hoje eu me senti tão livre, tão minha, andando com os meus cabelos voando contra o vento, que nem me lembrei das vezes que passei pelo mesmo lugar de cabeça baixa, sem coragem de encarar os fatos como realmente eram. Hoje eu conversei com tantas pessoas que no máximo havia trocado duas, três palavras, que nem me lembrei do quanto eu achava que ninguém poderiam sair, nem entrar mais na minha vida. Hoje eu me senti tão completa, que nem me lembrei do quanto eu chorei por não ter você mais para me completar, ou pelo menos, me enganar que me completava. Hoje eu lembrei de tantos momentos bons nossos com um sorriso no rosto, que nem me lembrei de tudo que nós nos tornamos um para outro hoje em dia. Hoje eu passei por aquele lugar que a gente sempre ia tão tranqüila, com tanta paz dentro de mim, que nem me lembrei das vezes que no lugar dessa paz existia uma angústia enorme. Hoje eu lembrei do nosso fim tanto como uma página virada, tanto como um aprendizado, que nem me lembrei do quanto eu me senti perdida no começo. Hoje eu enxerguei em você alguém tão comum, alguém tão impossível de me fazer feliz de novo, alguém que pertence a um passado tão, mas tão distante, alguém que não soube ser o centro da minha vida por nem ter controle ainda da própria, alguém que no fundo se incomoda tanto por eu não nem lembrar de todas essas coisas mas que é tão medroso que nunca vai admitir, que eu acabei enxergando o quanto tudo pode ser maravilhoso se eu quiser que assim seja, o quanto o percurso que a minha vida irá tomar está somente em minhas mãos, o quanto eu posso ser maravilhosa, diferente, se eu me ver desta forma. E hoje, por não me lamentar mais pela sua perda, pelo nosso fim, que eu senti que o nosso fim se lamentou por me perder.

Beijos :*

1 comentários:

marjorie disse...

Amo demais este texto...meu predileto amo o q vc escreve!!!